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Exagerado

SÃO PAULO | Sei lá que deram para Mika Salo durante a transmissão da MTV3, da Finlândia, mas devia ser forte. O agora comentarista de TV disse durante o GP da Espanha que Senna “não está no nível de que precisa” para continuar na Williams e que tem informações de que pode ser substituído ainda nesta temporada por Valtteri Bottas.

A memória tem sido cada vez mais seletiva, mas não é tão difícil assim lembrar o que foi a temporada 2012. Mas fiquemos só com a dupla da Williams. Na Austrália, Maldonado mandou bem demais. Empolgou-se, oh, com Alonso à frente e, ni qui foi tentá ultrapassá, deu-se mal na última volta. Malásia e China foram claramente de Bruno. A performance em Sepang, aliás, foi excelente, e não fosse um problema nas voltas iniciais, bem capaz que conseguisse algo melhor que o sexto lugar. Em Xangai, com um esquema de paradas diferenciado, foi sétimo.

No Bahrein, a Williams como um todo não foi bem. E agora, em Barcelona, Maldonado dominou. Bruno foi mal na classificação, tentava se recuperar na corrida e era oitavo já quando foi abalroado por Schumacher, esse novato aí das pistas.

Assim, dizer que Senna não está no nível de que precisa não é só um exagero. É mentira. Dizer também que tem informações de que vai ser trocado ainda em 2012 também não corresponde à verdade. Principalmente porque Bruno carrega um tonel de patrocínios. Digamos que Salo tenha jogado para a torcida, afinal Bottas é finlandês. Pacheco, pelo jeito, tem em todo país.

No caso dos finlandeses, são os ‘pachekkenen’.

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A estreia de Bruno

SÃO PAULO | 126 voltas, e Senna foi quem mais andou no terceiro dia de testes da F1 em Jerez. Foi a primeira vez de Bruno com um carro da Williams. Ficou com o oitavo tempo, 3s6 atrás da Mercedes véia de Rosberg. As primeiras reações do brasileiro — a equipe já falou em “dia muito produtivo”, diferente da Ferrari, que parece estar no limbo — foram positivas. “Foi um bom dia, que representou não apenas o primeiro teste pela Williams como também a primeira chance de iniciar uma temporada completa na F1. Tínhamos uma agenda de trabalho bastante extensa e conseguimos realizá-la inteiramente”, disse.

Senna também se mostrou feliz pela “prova da resistência do FW34″, uma quase vencedora da prova do líder do BBB, que “deu a chance de entender melhor o seu comportamento, avaliar todos os seus sistemas e também o novo motor Renault”. Vejamos daqui pra frente. Como diria um mestre, “não dá pra acreditar 100% em ninguém na pré-temporada da F1″.

Eis algumas fotos do debute, cortesia da equipe e da MF2.

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Aquarela da F1, 2

SÃO PAULO | E começam a aparecer os artistas. O Aldo Gomes também já havia feito algumas novidades em termos de pinturas de carros. O Flickr dele está aqui, e abaixo estão a Williams com a pintura retrô de 1992 e a Red Bull num tom dourado.

 

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Senna e Williams: fechado

SÃO PAULO | Restava o contrato — na linha prática e legal, tudo —, e Senna era o que mais tinha pressa em negar a assinatura tão logo os rumores e confirmações extraoficiais surgiam com força — a última, a de Eike Batista no Twitter. Agora não tem mais o que desmentir.

É preto no branco, e Bruno assinou o contrato com a Williams na manhã de hoje na Inglaterra. A quantia que vai levar aos cofres meio esvaziados de Grove foi fundamental — e era razoavelmente maior que a de Sutil, que se vê ameaçado de, além de ficar fora da F1, ser preso, e muito superior que a de Barrichello. A base é, claro, o dinheiro da OGX de Eike. Tem a Embratel e a Gillette/P&G na jogada também. O negócio beira algo em torno de 29 ou 30 milhões de dilmas, segundo os rumores da imprensa lá de fora.

Assim, 18 anos depois da morte de Ayrton, a Williams vai voltar a ter um Senna em seus carros — tirando um suposto S do bico, que Fábio Seixas e Diogo Kotscho garantem ter. Bruno, 28, sobrenome Lalli, uma temporada pela Hispania, oito corridas pela Lotus Renault, carreira oscilante. A partir deste ano, não há mais do que fugir: ou vai ou vai. Numa equipe que hoje está abaixo da linha de mediana e que não vai ter um piloto que saiba propriamente desenvolver o carro, visto que ao seu lado há um Maldonado.

E a F1, após 19 temporadas, não vai ver Barrichello como um de seus nomes — o que, confesso, é estranho.

Logo mais volto para falar disso.

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Sem o alemão

SÃO PAULO | Nome mais forte para ser o segundo piloto da Williams até um mês atrás, Sutil agora se transforma em carta fora do baralho, daquelas que nem o morto salva.

Começou hoje em Munique o julgamento do caso em que o alemão se envolveu em uma briga com Eric Lux — um dos cofundadores do grupo Genii, que tem participação na Lotus — em Xangai. Sutil ameaçou Lux com uma garrafa de champanhe e pode pegar até um ano de prisão.

Um fato confirmado no julgamento no tribunal da cidade alemã foi que Sutil está proibido de entrar em território chinês. O que significa dizer que a Williams não vai querer um piloto que vai desfalcá-la em uma etapa do campeonato.

Diria o outro que é bom para Senna e Barrichello.

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Papo demais

SÃO PAULO | Ainda repercute mundo afora o comentário que Eike Batista fez no Twitter há quatro dias em que garante que Senna, a quem patrocinou na Lotus, será o segundo piloto da Williams. Os torcedores logo iniciaram uma fuzarca catártica como se aquele fosse o anúncio oficial. Menos, gente, menos. Digamos que o ricaço ainda não está muito inteirado do universo da F1.

De posse da grana que for necessária, é explicável que Eike se gabe desta forma abertamente. Só que, se fosse simples assim, e só fosse pela grana que ele tem disponível, a Williams já teria confirmado Bruno antes da virada do ano. Senna voltou a confirmar as negociações, mas ressaltou que não assinou o contrato. Quando o brasileiro se apressa para desmentir a informação do próprio patrocinador, é até válido dar um pouco de crédito pelo histórico de 2009 com o caso da Brawn.

Um terço do mês praticamente se foi, e a Williams ainda não tomou uma decisão entre, principalmente, dois brasileiros e um alemão, remontando o que aconteceu em 2005 — entre Heidfeld e Pizzonia. Como na F1 tudo é tratado com a maior discrição possível, esses arroubos de revelações da ‘língua solta’ de Eike até podem jogar contra Senna entre os muros de Grove. Sutil e Barrichello, que se mantêm caladinhos, agradecem.

 

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Só coincidência?

SÃO PAULO | A assessoria de imprensa da Williams confirmou hoje à Reuters que o acordo com a AT&T está devidamente encerrado e que, desta forma, os logos da empresa não serão vistos nos carros da equipe em 2012. Mas um trecho da reportagem da agência de notícias levanta uma lebre.

Mencionando uma fonte, a matéria fala que a Williams está procurando “outra empresa de telecomunicações” para substituir a AT&T e que a equipe não deu mais detalhes.

Senna tem patrocínio quase que vitalício da Embratel.

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A queda de um império

SÃO PAULO | Era Sutil, certeza, depois o nome de Senna ventilou com força principalmente pelos lados aqui da imprensa brasileira, e agora a mídia inglesa (Andrew Benson, da BBC) informa que Barrichello ainda aparece com chance razoável para ficar — no caso manter — a segunda vaga da Williams para 2012.

Já estamos em 2012, ao que me consta, e se o ano ainda não engatou para muita gente, só o fato de a equipe não ter definido seu elenco principal antes da virada denota o quanto se perderam por lá. Outrora mina da categoria, o time de Frank Williams esgotou todo seu ouro e não consegue desbravar outros lugares porque todas as suas escavações não dão certo — e parou no tempo.

O último esforço que a Williams fez para ser notória aconteceu em 2009, quando nas mãos de Rosberg firmou-se como quinta força e optou pelos serviços de Barrichello no ano seguinte para que a experiência do brasileiro fizesse valer algo. Mas o casamento não deu certo, e com restrições orçamentárias a coisa desandou.

A equipe abriu-se de vez ao capitalismo dos pilotos, e Maldonado tirou o bom Hülkenberg de cena. Ao mesmo tempo, deu um passo ousado financeiro: entrar na Bolsa de Valores. No fim das contas, teve como resultado uma pífia campanha, a maior de sua história recente. Como resultado, viu ir embora um de seus cofundadores, Patrick Head, e um de seus nomes mais importantes na cúpula, Sam Michael, além da queda do patrocinador principal, a americana AT&T. Tentou o golpe de misericórdia ao resgatar Raikkonen à F1, mas os desejos do finlandês — uma parte acionária e um salário de especulados 12 milhões de dinheiros europeus — impediram. Aí, optou por um claro leilão de sua outra vaga.

A Williams se assemelha à HRT na questão da definição de seu outro piloto, ainda que na antiga Hispania a situação até pareça um pouco mais clara: a nacionalidade espanhola parece estar acima de tudo para que se forme um time absolutamente caseiro. O time ainda sonha em ter o banco nacional do Catar como seu apoiador máster enquanto conta as cifras de quem mais tem a dar de grana. Seja Sutil, Senna ou Barrichello, qualquer um dos três há de sofrer para tentar reerguer um império absolutamente ruído.

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Barrichello e a Stock Car

SÃO PAULO | A Force India demorou, pôs os dalits para dançar, enrolou mais um pouco, nadou no Ganges e, enfim, anunciou que vai de Di Resta e Hülkenberg no ano que vem, o que configura uma das duplas fortes do grid. Aliás, a F1 vem muito bem no papel, tirando uma ou outra opção.

O anúncio dos indianos deve, enfim, fazer a Williams se preparar para divulgar seu segundo piloto. A equipe pretendia informar sua dupla no fim de semana do GP do Brasil e mudou de ideia depois que a Force India abortou seus planos similares. O que só pode significar que o nó do laço é Sutil.

Dado o enredo, é lógico que a posição dos brasileiros é complicadíssima. Enquanto Senna busca uma vaga de reserva novamente, Barrichello quer ser titular. E já admite a pessoas mais próximas que sua situação é realmente difícil.

Tanto é que Rubens andou conversando com gente da Stock Car já — gente que tem cargo diretivo em equipe. Barrichello acabou recebendo um ‘convite natural’, um incentivo para integrar a categoria. E falou que, se de fato não for continuar na F1, tira um ano sabático e pensa no campeonato de turismo brasileiro em 2013, quando estiver com 41 anos.

Barrichello na Stock Car: o que pensar desta aliança, ainda que seja em médio prazo?

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2 em 1

SÃO PAULO | A noite de ontem veio como uma enxurrada em termos de notícias. Primeiro a bomba do fechamento das portas, aparentemente temporário, da Newman/Haas, que alegou problemas financeiros para não disputar a temporada 2012 da Indy. Para os incautos, como Rafael Almeida, a saída da NHR é mais ou menos comparável a um eventual sumiço da Williams na F1.

Quando Penske e Ganassi se foram da Cart para a IRL, deixaram a velha coirmã sozinha e reinante na categoria que então começou a agonizar, posteriormente rebatizada de Champ Car. Cristiano da Matta e Sébastien Bourdais, este principalmente, aproveitaram-se do momento e brilharam — tanto que foram os últimos da América a fazer o pulo para a F1. Muito antes, quando a Indy era forte e uma coisa só, foi casa de sucesso para Michael Andretti e Nigel Mansell — o carro preto e branco com patrocínio da Kmart — e onde guiaram também Christian Fittipaldi e Roberto Moreno.

A morte da Champ Car levou Paul Newman e Carl Haas de volta ao habitat natural, mas o período de adaptação foi lento num primeiro momento. Neste ano, apesar de a equipe não ter brigado pelo título, tornou a incomodar. Oriol Servià fez grande campeonato e terminou em quarto, à frente de duas Penske e duas Ganassi. James Hinchcliffe foi o novato do ano — e por sua reação ontem no Twitter demonstrou ter sido pego de surpresa com o anúncio.

Que, de fato, é um grande abalo, mais um, às estruturas de uma categoria que tenta se reerguer de um terremoto seguido de tsunami.

E a já citada Williams aproveitou que a Europa se preparava para descansar e fez um agrado à Venezuela para confirmar que Maldonado fica em 2012, o que já era esperado depois das confortantes palavras — para Pastor, claro — de Patrick Head. O outro anúncio foi Valtteri Bottas ocupar a vaga de piloto reserva — que, num primeiro momento e numa lida rápida, parecia ser a decisão da dupla. Não que tivesse intenção, mas a Williams acabou provocando um suspense digno das histórias de Agatha Christie. Ou Jô Soares, para quem aprecia.

Falta o outro piloto, e Sutil, Barrichello e Van der Garde, principalmente, respiram aliviados porque Bottas era um daqueles que tinha grana para assustar. Estando a Force India ainda caladinha e recatada para ratificar a decisão já tomada por Di Resta e Hülkenberg, o tempo pode ajudar a dar a resposta de quem será o companheiro de Maldonado. Se passar uns dois ou três dias do comunicado indiano e nada, é bem provável que não seja Sutil e que sua meta principal seja a outra da Lotus. Aí Barrichello pode aparecer bem na fita, mano, como ouviu muitas vezes quando esteve na sede dos coirmãos no Parque São Jorge.

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Brasilândia, 8

INTERLAGOS | Mundo Deportivo e Marca, dois importantes jornais espanhóis, com certas ressalvas críveis, noticiaram hoje que esfriaram bastante as negociações outrora avançadíssimas entre Raikkonen e a Williams.

O anúncio que a equipe inglesa pretendia fazer aqui no Brasil foi adiado porque não há mais acordo entre as partes, noticiou o primeiro jornal, sem dar outras explicações.

O segundo periódico afirmou que Raikkonen pediu € 12 milhões e que o acordo que Frank Williams tentou fazer com o banco do Catar não deu certo. Assim, a decisão do dono da escuderia de Grove é apelar para quem leve um punhado considerável de tutus. E quem aparece bem na fita é outro finlandês, que corria muitíssimo por fora: Valtteri Bottas.

Outras mídias têm ressaltado muito Sutil. Barrichello tem ido atrás de R$ 7,5 milhões e faz sua parte. Giedo van der Garde tem a maior quantia.

Lindo, esse cassino da F1.

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Barrichello à caça

SÃO PAULO | Que Barrichello tem demostrado vontade hercúlea para permanecer na F1, não há discussão. Se vai conseguir, são outros quinhentos, mil, milhões de dilmas e dinheiros europeus. As chances dele, todos sabem, estão na Williams e na Lotus.

Barrichello recebeu de Massa novamente o conselho para abandonar a carreira e fazer uma festa em Interlagos nos próximos dias. Felipe explicou que não vê Rubens indo atrás de patrocínio para aumentar suas possibilidades.

Mas Barrichello não deu muito ouvido ao amigo Massa, não. Tanto que esteve ontem de manhã na sede da Nestlé aqui em São Paulo para conversas orçamentárias.

A briga em que Barrichello se meteu é forte. Giedo van der Garde, por exemplo, tem 8 milhões de tutus do velho continente a dar. Sutil também vem forte. E Senna já mostrou que também não está para brincadeira.

 

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A briga pelas 4 vagas

SÃO PAULO | Se a F1 não viveu uma temporada das mais fortes em termos de notícias, o fim do ano tem se apresentado muito bem, obrigado. Os casos das duplas de Williams e Lotus aqueceram as manchetes. Nem mesmo os dois pilotos que pareciam pétreos estão garantidos. É como sempre diz Evelyn Guimarães, depois de comer dois pães líquidos: “A certeza da vida é a mudança”.

Maldonado, aparentemente garantido para 2012, já não está tão tranquilo assim, não. O congresso da Venezuela resolveu questionar de vez o contrato com a Williams e quer vê-lo para aprová-lo. Do contrário, la casa cayó. Em Grove, Raikkonen era nome certo e para ser anunciado, mas o finlandês parece ter exigido uma parte acionária da equipe. Barrichello só fica à espreita nessa.

Petrov, contratualmente garantido para 2012, está tranquilíssimo, só que ao contrário. Ainda foi desancar a criticar o carro e sua a falta de desenvolvimento, apontou os erros, disse que, se um belo dia resolverem mandá-lo embora, mandam, e aí chorou, teve de engolir o choro, pediu desculpa e chorou mais de arrependimento. Senna só fica à espreita nessa, mas deve ter dado um sorriso à Monalisa.

Só que hoje, o chefe Eric Boullier deu ao site da F1 o tom de sua dupla: se Kubica não se recuperar a tempo, quem vai ocupar a vaga é Grosjean. Ou seja, o francês será um dos pilotos da Lotus. O lugar remanescente não está só entre Petrov e Senna. No meio da entrevista, o dirigente mostrou uma recente ligação ao empresário de Raikkonen…

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Gases lá no alto

SÃO PAULO | E também nos testes de hoje em Abu Dhabi, a Williams fez uma avaliação da colocação de sua saída de escapamento. Colocou em cima, nas laterais da cobertura do motor. No ano que vem, a soltura dos gases enquanto o piloto não estiver acelerando (off-throttle) será, enfim, proibida.

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Cama feita

SÃO PAULO | A principal TV da Finlândia, a MTV3 — que nada tem a ver com o conglomerado musical —, cravou hoje que os dias de Rubens Barrichello na Williams já têm hora para acabar oficialmente: o anúncio da chegada de Kimi Raikkonen vai acontecer no fim de semana que a F1 finca território em Abu Dhabi.

O pedido de respeito por parte do brasileiro acabou sendo o sinal mais evidente de que seu curto tempo em Grove havia se encerrado. O desrespeito da Williams provavelmente vinha de seu silêncio, enquanto Barrichello inicialmente desdenhava dos rumores para então começar a se preocupar realmente. Por lá, nunca houve uma negativa do assunto e, quando incitados a dizer sobre Raikkonen, permitiam-se dizer que a ideia era boa e que o campeão de 2007 traria energia à equipe, muito provavelmente com a vitalidade e emoção tão latentes e venais que se viu ao longo de todos estes anos.

Ao que se nota, e confiando na info da MTV3, a cama estava toda preparada. Frank Williams viajou na miúda ao Catar, alegadamente sua “segunda casa”, para negociar diretamente com os representantes do banco nacional local. Com uma bela grana — falam em 30 milhões de dinheiros europeus, metade para o bolso de Kimi —, pediu para que seu pessoal se contivesse em dizer algo justamente para fazer a revelação no mundo árabe, onde representantes da instituição catariana devem estar presentes com seus alvos turbantes e seus bigodes dos anos 70, pimpos e catitos. Rubens não estará assim certamente.

As perguntas que ficam nesta história intrigante: Barrichello realmente não foi avisado de tudo isso? Além de desrespeito, é sacanagem? O que fez a Williams agir assim com um piloto que tanto quis há dois anos? O que Rubens fez, ou não fez, à Williams? Barrichello, enquanto prestador de serviços, não cumpriu metas?

E como consequência de tudo isso, a questão final: a carreira de Barrichello na F1 acabou? A resposta a esta parece estar mais fácil. Beirando os 40 anos, dos quais metade serviu à categoria, e em tempos que ser só piloto não basta, é preciso contribuir — e alcançar os níveis de Bruno Senna e Adrian Sutil, por exemplo —, tudo caminha para um irrefutável sim.

Adendo 1: Barrichello falou ao site Totalrace que está tranquilo e quer continuar, mas já deu a entender, até por comentários que fez com ex-pilotos, que a chance de aposentadoria existe. E que pretende dar uma festa.

Aí, sim. Barrichello, se realmente entender que a carreira na F1 está próxima do encerramento ou consumada, vai dar a ela um fim justo, e não acabar, assim, do nada. Gostem ou não de Rubens, duvidem ou não de sua capacidade, sua importância e peso para a categoria e os feitos que alcançou na categoria são legítimos. Que comemore e tenha esse reconhecimento mais do que honesto.

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