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Lá é como ali

SÃO PAULO | Só uma notinha de bastidor: a Bandeirantes sabe tudo que vai acontecer amanhã na coletiva de Barrichello, marcada para a hora do almoço em São Paulo. Absolutamente tudo. Sabe que Rubens vai confirmar sua chegada à Indy pelas mãos da KV, com patrocínio da BMC. Mas tem a determinação de não falar nada.

A atitude é semelhante à que a Globo tomou quando Senna assinou com a Williams — foi informada da assinatura e logo mandou equipe para cobertura do anúncio, sem antes noticiar em suas mídias o fato.

Assim caminha o jornalismo brasileiro.

Adendo 1: tanto a Bandeirantes sabe do que se trata que a coletiva de amanhã está sendo tratada como evento de gala. Todas as suas equipes estão preparadas para a cobertura. Rádio e TV vão transmitir até ao vivo.

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Papo demais

SÃO PAULO | Ainda repercute mundo afora o comentário que Eike Batista fez no Twitter há quatro dias em que garante que Senna, a quem patrocinou na Lotus, será o segundo piloto da Williams. Os torcedores logo iniciaram uma fuzarca catártica como se aquele fosse o anúncio oficial. Menos, gente, menos. Digamos que o ricaço ainda não está muito inteirado do universo da F1.

De posse da grana que for necessária, é explicável que Eike se gabe desta forma abertamente. Só que, se fosse simples assim, e só fosse pela grana que ele tem disponível, a Williams já teria confirmado Bruno antes da virada do ano. Senna voltou a confirmar as negociações, mas ressaltou que não assinou o contrato. Quando o brasileiro se apressa para desmentir a informação do próprio patrocinador, é até válido dar um pouco de crédito pelo histórico de 2009 com o caso da Brawn.

Um terço do mês praticamente se foi, e a Williams ainda não tomou uma decisão entre, principalmente, dois brasileiros e um alemão, remontando o que aconteceu em 2005 — entre Heidfeld e Pizzonia. Como na F1 tudo é tratado com a maior discrição possível, esses arroubos de revelações da ‘língua solta’ de Eike até podem jogar contra Senna entre os muros de Grove. Sutil e Barrichello, que se mantêm caladinhos, agradecem.

 

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A queda de um império

SÃO PAULO | Era Sutil, certeza, depois o nome de Senna ventilou com força principalmente pelos lados aqui da imprensa brasileira, e agora a mídia inglesa (Andrew Benson, da BBC) informa que Barrichello ainda aparece com chance razoável para ficar — no caso manter — a segunda vaga da Williams para 2012.

Já estamos em 2012, ao que me consta, e se o ano ainda não engatou para muita gente, só o fato de a equipe não ter definido seu elenco principal antes da virada denota o quanto se perderam por lá. Outrora mina da categoria, o time de Frank Williams esgotou todo seu ouro e não consegue desbravar outros lugares porque todas as suas escavações não dão certo — e parou no tempo.

O último esforço que a Williams fez para ser notória aconteceu em 2009, quando nas mãos de Rosberg firmou-se como quinta força e optou pelos serviços de Barrichello no ano seguinte para que a experiência do brasileiro fizesse valer algo. Mas o casamento não deu certo, e com restrições orçamentárias a coisa desandou.

A equipe abriu-se de vez ao capitalismo dos pilotos, e Maldonado tirou o bom Hülkenberg de cena. Ao mesmo tempo, deu um passo ousado financeiro: entrar na Bolsa de Valores. No fim das contas, teve como resultado uma pífia campanha, a maior de sua história recente. Como resultado, viu ir embora um de seus cofundadores, Patrick Head, e um de seus nomes mais importantes na cúpula, Sam Michael, além da queda do patrocinador principal, a americana AT&T. Tentou o golpe de misericórdia ao resgatar Raikkonen à F1, mas os desejos do finlandês — uma parte acionária e um salário de especulados 12 milhões de dinheiros europeus — impediram. Aí, optou por um claro leilão de sua outra vaga.

A Williams se assemelha à HRT na questão da definição de seu outro piloto, ainda que na antiga Hispania a situação até pareça um pouco mais clara: a nacionalidade espanhola parece estar acima de tudo para que se forme um time absolutamente caseiro. O time ainda sonha em ter o banco nacional do Catar como seu apoiador máster enquanto conta as cifras de quem mais tem a dar de grana. Seja Sutil, Senna ou Barrichello, qualquer um dos três há de sofrer para tentar reerguer um império absolutamente ruído.

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O ímã da F1

SÃO PAULO | Pois Bruno Senna, que iria permanecer em silêncio até seu futuro ser definido, acabou falando à Autosport hoje que até pode aceitar o papel de piloto reserva na Lotus.

Quer dizer, você não presta para a empresa, que deixa claro que não quer mais seus serviços, mas ainda pode servi-la, num posto que vinha ocupando antes? Numa comparação direta, será que Barrichello pensa, na pior das hipóteses, em ser piloto de testes da Williams em 2012?

Claro que Senna e Barrichello estão em momentos da carreira e da vida bastante opostos. Bruno, como já dito, deveria usar como espelho Grosjean. É demérito, neste momento, voltar à GP2 e brilhar? Diante da pretensão acima, nada. Mas a atração imantada que a F1 exerce nos pilotos é extremamente curiosa. Faz com que eles ajam bem perto da irracionalidade.

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Restou um

SÃO PAULO | E deu Grosjean na outra vaga livre da Lotus, deixando os abastados Petrov e Senna na mão. Aliás, o que mais surpreende no comunicado da equipe é que os dois foram enxotados, no discurso indireto de Eric Boullier (“desejamos o melhor para eles no futuro”). É mais uma amostra daquele já falado desespero da equipe quando se viu sem Kubica e começou a dar vários tiros durante a temporada porque não havia como alguém sentar a bunda ali e desenvolver o errático carro de 2011.

Notem: em um ano só, a Lotus conseguiu terminar com a carreira de Heidfeld, mandar Petrov pro olho da rua picando seu contrato para o ano que vem e limando Senna. E a aposta dela para 2012 é em um piloto que tem dois anos de hiato na categoria e uma verve alcoólica aflorada e outro que a empresa em si demitiu no mesmo período e que resgatou colocando-o para fazer alguns treinos livres este ano. Tá todo mundo lôco, ôba.

E Brasilino Pacheco deve ter tomado um antidepressivo hoje. As chances já eram diminutas, mas como torcedor ávido e ainda com um resto de racionalidade que lhe restava, tinha noção de que Senna estava melhor que Barrichello na fita da F1. Não há mais para onde ir e o que fazer, enquanto titular, para 2012. A vaga da Williams é de Sutil, e qualquer outra notícia ou confirmação fora disso é zebra — por isso que a Force India e a própria Williams deram pra trás em seus anúncios durante o GP do Brasil; o dinheiro ainda deve estar para cair na conta jurídica de Grove; isto também mata a esperança de Rubens.

Pacheco, que não desiste nunca, ainda vê uma porta se abrindo na Toro Rosso, mas ali é reduto Red Bull. Alguersuari foi bem demais este ano, e a petrolífera Cepsa, que tem uma parte na equipe, é espanhola. Buemi e Ricciardo, no máximo Vergne, abocanham a outra. Então, o que fica para o ano que vem é só Massa e nada mais.

Petrov e Senna, fontes rígidas de patrocínios, vão ter de tocar a vida severina. O primeiro se entregou dias atrás: “Eu me considero um novato ainda”. Apamerda. Dois anos de F1, e o camarada me solta essa. O máximo que vai conseguir é encher a vida de Glock na Marussia para arrancá-lo de lá e fazer figuração na F1. O outro, coitado, ainda não teve a oportunidade propícia para mostrar o que pode — sete corridas, como um todo, é pouco. Que mire no próprio exemplo de Grosjean, posto no cadafalso assim que a Renault pôs Piquet para correr e parecia fadado ao limbo depois de, vejam só, sete corridas, e que soube se reconduzir à F1 vencendo a AutoGP e a GP2. Senão, há um mundo muito bom lá fora em que ele possa ser feliz.

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Kimi voltou

SÃO PAULO | E a Lotus ficou ali à espreita e na moita para ver o que ia dar entre Williams e Raikkonen, viu que não rolou, e diante de seu desespero para ter alguém com nome forte e retumbante, foi lá e laçou o Vodka Finlandia por dois anos. Correram pra fazer fotos, vídeos, esquema ‘breaking news’. Realmente está com cara de que foi tudo acertado às pressas, durante o fim de semana — o nome de Eric Boullier, chefe do time, nem aparece no comunicado de imprensa; quem comenta o acordo é o diretor do Genii, Gérard Lopez. Danados.

A análise do fato começa pela preparação de Raikkonen. Mesmo sem a F1 ter mudado muito tecnicamente, ficar afastado dela por duas temporadas o fez perder parte da habilidade e do reflexo naturais para guiar um carro desta natureza. Kimi só terá dez dias de testes para se readaptar, segundo o esquema de pré-temporada em 2012. É bem pouco para quem também precisa avaliar um modelo que contará com uma mudança técnica importante, a do difusor sem seus gases aquecidos.

E numa análise mais pontual, como diria Cleber Machado, Raikkonen está fora da F1 há quatro anos. Pensem.

Um acordo de dois anos com um piloto do calibre de Raikkonen significa um gasto salarial considerável. Usando o que pediu para correr na Williams, € 12 milhões, a equipe sinaliza duas coisas com isso: que Kubica não vai voltar — o dispêndio com um segundo piloto de grande porte seria enorme, e a Lotus ainda não tem cacife financeiro para se bancar dessa forma — e que o companheiro de Kimi nestas temporadas deve ser aquele que mais levar dinheiro para o time. A impressão que fica é que o fracasso nas negociação entre Williams e Raikkonen e a consequente assinatura com a LRGP ferrou com a vida de Grosjean.

Senna e Petrov. Não será uma briga de chiuaua. O negócio é de cachorro grande. Daquela lista extensa lá, só Sutil é quem poderia aparecer ali com alguma chance.

Claro que o retorno de Kimi se torna, por ora, o grande charme da próxima temporada, que terá seis campeões mundiais. Apesar de ser uma contratação ousada e bastante discutível do ponto de vista prático e de resultados.

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Brasilândia, 4

INTERLAGOS | Os dois astros do Santos virão ao autódromo nos próximos dias para compromissos promocionais. Sim, Neymar Jr. e Paulo Henrique Ganso.

O rapaz do moicano vai aparecer nos boxes da Red Bull para conhecer a equipe, Vettel e Webber. A empresa energética é sua patrocinadora.

Já Ganso, que tem consigo o apoio da Gillette, estará na garagem da Lotus Renault com Senna, amanhã, 11h. Acho que vai fazer a barba…

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Brasilândia

INTERLAGOS | Ah, Interlagos, a represa, a chuva, a história, o fim do campeonato. Pela sétima vez, ao vivo e em cores do autódromo paulista, vamos começar a falar algumas groselhas ‘in loco’. No momento, acontece a entrevista coletiva da FIA, com os três brasileiros, Button, Schumacher e Ricciardo — cuja presença me instiga; mas o cara tem jeito de ser gente boa.

Senna e Barrichello, claro, foram devidamente indagados sobre seus devidos futuros. “Espero que tudo seja resolvido o mais rápido possível”, declarou Bruno. Rubens soltou um “I feel good”, e quase cantou na sequência, para então dizer que qualquer resultado em Interlagos “não vai mudar nada sua situação”. Barrichello e Massa fizeram piadas entre si sobre seus cabelos.

Segue a vida.

 

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A briga pelas 4 vagas

SÃO PAULO | Se a F1 não viveu uma temporada das mais fortes em termos de notícias, o fim do ano tem se apresentado muito bem, obrigado. Os casos das duplas de Williams e Lotus aqueceram as manchetes. Nem mesmo os dois pilotos que pareciam pétreos estão garantidos. É como sempre diz Evelyn Guimarães, depois de comer dois pães líquidos: “A certeza da vida é a mudança”.

Maldonado, aparentemente garantido para 2012, já não está tão tranquilo assim, não. O congresso da Venezuela resolveu questionar de vez o contrato com a Williams e quer vê-lo para aprová-lo. Do contrário, la casa cayó. Em Grove, Raikkonen era nome certo e para ser anunciado, mas o finlandês parece ter exigido uma parte acionária da equipe. Barrichello só fica à espreita nessa.

Petrov, contratualmente garantido para 2012, está tranquilíssimo, só que ao contrário. Ainda foi desancar a criticar o carro e sua a falta de desenvolvimento, apontou os erros, disse que, se um belo dia resolverem mandá-lo embora, mandam, e aí chorou, teve de engolir o choro, pediu desculpa e chorou mais de arrependimento. Senna só fica à espreita nessa, mas deve ter dado um sorriso à Monalisa.

Só que hoje, o chefe Eric Boullier deu ao site da F1 o tom de sua dupla: se Kubica não se recuperar a tempo, quem vai ocupar a vaga é Grosjean. Ou seja, o francês será um dos pilotos da Lotus. O lugar remanescente não está só entre Petrov e Senna. No meio da entrevista, o dirigente mostrou uma recente ligação ao empresário de Raikkonen…

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Xabu Dhabi, 3

SÃO PAULO | Aqueles quem sempre acham que o copo está meio cheio e o pessoal que estava nas arquibancadas em Abu Dhabi de frente para Meca tinham alguma esperança de ver uma briga entre Vettel e Hamilton pela vitória em Abu Dhabi. Mas como a F1 está num clima de fim de feira, foram 14 segundos e duas curvas até o furo do pneu traseiro direito do alemão. As flores não cresceram mais. Até o alecrim murchou. E murcho, Vettel desceu do carro, com uma cara de choro como se tivesse perdido a corrida de sua vida. Precisou até Bernie Ecclestone ir consolá-lo, enquanto tentava acessar o Facebook e o Twitter para colocar uma carinha de tristeza, =(, :( ou =/.

Certeza que Bernie chegou lá, deu um tapinha na bunda de Vettel e disse: “Fui eu que furei”. Fanfarrão.

Vettel teve oportunidade, digamos assim, de acompanhar uma corrida como um todo. Viu como é dura a vida de quem acompanha de fora uma prova tão insalubre como a que acontece em Abu Dhabi. Mas até que o começo foi legal, como tem comumente sido. Alonso pulou para o segundo lugar, jantando o apático Webber e o semielétrico Button, que tentou recuperar a posição. Mas voltas depois, eis que o rumo da corrida estava definido, com a ordem Hamilton – Alonso – Button – Webber – Massa.

O desenrolar mostrou que o problema de Button estava no Kers e que a Red Bull não tinha nenhuma chance de vitória com seu outro piloto. Sem Vettel, a Red Bull é uma Toro Rosso de grife, principalmente porque Webber não ajuda. Ainda, atrapalhou-se nos pits, devolvendo o australopiteco atrás de Massa. Claro que jantou Felipe, com certa dificuldade e até pouca inteligência — usava a asa traseira na primeira reta e permitia que Massa devolvesse a ultrapassagem na segunda –, mas nem assim conseguia se aproximar de Button. Aí a Red Bull me vem com uma estratégia diferente de três paradas.

Ali a Red Bull punha no lombo de Webber, com um ferro de gado, o quinto lugar. E aí Massa, então, poderia, vejam vocês, conquistar seu melhor resultado no ano, um inebriante quarto lugar, uh lá lá, e isso com a asa dianteira antiga, que, em termos de perfomance, é muito pior que a de Alonso, novíssima, e aquela patacoada toda que a patuleia é obrigada a ouvir como lobotomia pacheca.

Massa roda no fim da corrida. E como naquele desenho do Pica-Pau, em que o taxidermista vê voando 100 mil, 100 mil dólares, mansão, iate e mulheres, a quarta posição se vai. A Ferrari, na mesma hora, se manifesta no Twitter. “Spin for Felipe…”, com as reticências, meros três pontinhos, dizendo muito. Felipe chegou 1s7 à frente de Rosberg.

Não vai acontecer, claro, mas um dos muitos fatos que mostra a temporada escabrosa de Massa é que ele ainda pode perder o sexto lugar na classificação geral para o próprio Rosberg. Felipe tem de ser muito família, mesmo, para que Luca di Montezemolo, Stefano Domenicali e os demais o abracem com tanta força para mantê-lo lá — e é bom ressaltar que a mesma coisa acontece entre a Red Bull e Webber. Como o pedreiro João Paulo Borgonove disse, não parece Barrichello o brasileiro que está prestes a sair da F1. É uma pena atestar a cada 15 dias que Massa não representa nada para as ambições da empresa que o emprega, para o espetáculo de uma corrida e por quem quer que torça por ele.

Sobre Barrichello, uma bela corrida. Bela, mesmo. Sair de último, com pneus duros, para beliscar os pontos e chegar em 12º pode não ser muito aos olhos mais críticos, mas pelo menos demonstra que ele, sim, tem motivação para continuar. Depois da declaração do pedido de respeito, Rubens evitou escrachar a Williams, mostrou-se solidário ao time, publicamente, diante do infortúnio de ontem na classificação e foi lá fazer o seu, enquanto Pastor Maldonado se mostrava um daltônico seletivo e se perdia enquanto retardatário. Se essas provas finais representarem algo no futuro, Barrichello garantiu que tem sua lenha ainda. E seria um desrespeito, daqueles bem grandes, se a Williams vier nas próximas horas com o anúncio de Raikkonen como seu piloto.

Senna, então, vai se complicando de vez. Bom, a Renault não ajuda em nada. O carro parou na evolução justamente porque não tem em seus dois pilotos maestros em conhecimento técnico, muito pelo contrário. Mal ou bem, com Heidfeld vinha lá fazendo seus pontinhos. Foram 34 em 11 corridas. Petrov é inconstante. Bruno não consegue se livrar do pelotão do meio. Hoje tomou um drive-through à la Maldonado. Se ele mesmo sabe que precisava impressionar a equipe para garantir seu lugar em 2012, Bruno vê no desespero do time que está longe de tê-lo: a futura Lotus fala abertamente que vai esperar Kubica o tempo que for preciso. Porque sabe que nenhum dos caras que lá puserem a bunda tem metade da capacidade do polonês.

A Force India andou bem demais, sobretudo com Sutil, que perdeu nas voltas finais posição para Schumacher. Sutil, devidamente focado, é piloto de equipe de ponta. Os indianos, aliás, vivem uma situação diametralmente oposta à da Renault: têm três pilotos de ótima qualidade e uma bucha para resolver. Que já foi resolvida, na verdade: vão de Di Resta e Hülkenberg no ano que vem. Sutil é aquele que teoricamente corre muito por fora na Williams, caso essa história de Raikkonen não flua. E cairia bem até na Renault, com sua capacidade nos braços e nos patrocínios — pena que no começo do ano tenha brigado com um diretor do grupo Genii e se queimou lá. E Kobayashi voltou aos pontos. Ô, o Mito voltou, gritaram em Kobe e Fuji, com o som ecoando pelo mundo todo.

A F1 vem ao Brasil logo mais para vender seu último tomate e fazer a festa e a fuzarca. E por tudo, os pilotos brasileiros não vão ter muito o que comemorar.

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Itálico, 5

SÃO PAULO | A corrida seria interessante sob um principal ponto de vista: o momento de ativação da asa móvel. Normalmente, dar-se-ia, com mesóclise e tudo, entre as voltas 2 e 3, não fosse o curling em gramado que Liuzzi vez com sua vassoura hispânica. O cenário imaginado era Vettel na ponta com as McLaren, mais velozes em reta, atrás. Mas Alonso fez seu belo brilhareco e apareceu ali na frente do alemão assim que o safety-car se pôs no seu lugar nos boxes.

Como a Ferrari vinha em média 0s7 mais lenta que a Red Bull, não tardou a Vettel jantá-lo e comê-lo com farofa. A McLaren via-se em problemas: Hamilton não conseguia passar Schumacher, terceiro, e Button teve um problema na largada. Cai o pano, fim de corrida, vencedor definido.

Vettel é um piloto estupendo, e me causa certa espécie e espanto ver alguns comentários, aqui e ali, que o desmerecem e carregam o mimimi de que ele é assim só por causa do carro que tem. Porque Fangio, Senna, Schumacher e Prost, puxa vida!, foram campeões com carros medianos, muito inferiores aos demais. Eram simplesmente interplanetários. Comparações? Vamos a elas. Está melhor que Hamilton e Alonso, indubitavelmente. É melhor que Hamilton? Sim, tem já alguma margem à frente. É melhor que Alonso? Sinceramente, é, é melhor que Alonso. Pode ser melhor que Schumacher e Senna? Vão muitos degraus ainda. Mas está no caminho. Não é pecado se igualar ou passar gentes que a patuleia põe como mitos inalcançáveis, na maioria das vezes por patriotismo latente.

Aí Button foi se recuperando, naquele tipo de corrida que ele parece gostar. Enquanto Schumacher era exímio em segurar Hamilton, Jenson colou em ambos. Na rádio — sim, estou metido hoje, comentei na Globo —, eu disse ao Oscar Ulisses que não demoraria para que passasse os dois. O Oscar brincou, em tom de desafio. E lá foi Button, lorde e estelar, para as cabeças brigar com Alonso pelo segundo lugar, como acabou acontecendo depois da segunda parada. Pilotaço, como é bom sempre destacar, Button. Se Vettel é hors-concours no campeonato, o título deveria ser de Jenson.

Uma hora não ia dar, e Schumacher se viu ultrapassado por Hamilton. Mas foi a atração da corrida. Que depois disso passou a não ter mais graça, afinal as posições já estavam bem definidas, na ordem Vettel, Button, Alonso, Hamilton e Schumacher. Se a corrida tivesse mais algumas voltas, Hamilton roubaria o lugar do espanhol no pódio, mas azar de Lewis, mais um, se não teve habilidade e/ou competência para não ver a vida além de uma Mercedes. Vai mal, mesmo, Luisão.

Massa hoje tem a desculpa de ter sido abalroado por Webber, esse fraco, que proporcionou à Red Bull seu primeiro abandono no ano. Mas não iria além do sexto lugar, as always. Alguersuari chegou em sétimo e faz por merecer sua permanência na F1 já há algum tempo. Tem mandado muito bem, o eletrônico Jaimito. Di Resta carimbou mais uns pontinhos para a Force India, e aí veio Senna.

Um bom nono lugar, óbvio, mas que poderia, sei lá, ser sétimo — afinal largou à frente de Alguersuari —, mas se viu envolto indiretamente no enrosco da primeira volta, ao ter de desviar do strike liuzziano. Não pontuaria, em condições normais: Webber e Rosberg ocupariam seus postos não tivessem abandonado e ainda tinha Pérez andando bem na zona de pontos. Mas tudo é hipótese, e Senna foi lá buscar seu lugarzinho. Foi um fim de semana importante, sem erros, e eles se sobrepõem aos arroubos que não existiram. O que vale a Bruno é pegar experiência nestas corridas, aprender e ser exigido e, com maestria, evitar toda a patacoada nacionalista e blazê que colocam sobre si a cada ultrapassagem ou ação. Por ora, vai bem. E para o torcedor aflito, ó, Senna há de ser o nome do país na F1.

Vettel já tem mais de uma centena de pontos sobre a rapa e pode ser campeão em Cingapura. Não vai porque a combinação é meio complicadinha, mas do Japão não escapa. Se eu fosse a Red Bull, o jogava de volta para a Toro Rosso e fazia Alguersuari e Buemi andar na equipe principal algumas corridas, só para dar e fazer graça.

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Dois apoios

SÃO PAULO | E como havia antecipado o jornalista Ancelmo Góis, d”O Globo’, Eike Batista está envolvido na aparição de Senna como titular da Lotus Renault neste fim de temporada, com suas empresas geralmente de três siglas terminadas em X. No domingo, apareceu nos carros aurinegros a marca OGX, a petrolífera do ricão.

Mas também há a Procter & Gamble, P&G, no negócio. Que foi feito, digamos, rapidamente. A diretoria da empresa, e somente ela, agiu para fechar o acordo com Senna nas últimas semanas, usando a marca Gillette. O patrocínio assinado vale até o fim do ano, com opção de renovação para 2012.  

Com pelo menos dois patrocínios fortes, obviamente as chances de Bruno continuar como titular na F1 na temporada que vem ganham largos degraus — e não se resumem à Lotus Renault. Daí a necessidade de mandar bem em Monza e nas provas restantes. Petrov já abriu 2 a 0.

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S & F, 2

SÃO PAULO | A movimentação em Spa & Francorchamps começou logo de manhã, quando parte da negada quis mudar a regra do jogo na caruda e foi pedir a quem de direito que pudessem mudar a cambagem e trocar os pneus usados no Q3 de ontem alegando bolhas. O quem de direito vetou, recomendou que passasse uma água boricada e cobrisse com band-aid, e assim Vettel foi, meio inconformado, para o grid seco. Mas foi na iminência do apagar das luzes que grande parte das atenções deixaram a frente para se concentrar ali na quarta-fila. Em Senna. Primeiros metros, largada mediana — Alonso já o havia superado —, passar Webber foi fácil, meteu o carro ali por dentro e não foi freando, não foi freando, não foi freando na La Source, e pobre Alguersuari, que vivia talvez seu melhor fim de semana na F1, acabando assim, destrozado con el corazón partío, como bem definiu Fernando Silva.

Torcedores atiraram a almofada na parede. O tio velho e bigodudo e o moleque dele desligaram a TV, bem como muitos tantos no Brasil-sil-sil todo. A corrida de Senna acabou ali também. Naquele circuito de 7 km, dar uma volta lenta até chegar aos pits para conserto dos eventuais reparos foi fatal. Botou pneus novos para não mais sair lá do fim do pelotão. Nem mesmo a entrada do safety-car no acidente de Hamilton lhe foi favorável, até porque, inexplicável e burramente, a Lotus Renault não o chamou para nova troca dos Pirelli. Mas é bem provável que nem uma mudança radical no tempo, que baixasse a temperatura uns tantos graus centígrados, e não Celsius, e levasse Irene dos EUA para a Bélgica levaria Bruno de volta à frente. Falta bagagem para tal ainda. Uma sexta mediana, um sábado excelente e um domingo ruim: este é o saldo do primeiro fim de semana efetivo de Senna na F1. O primeiro e o terceiro dia foram marcados pela afobação; o do meio, pela qualidade inerente à família em pista molhada. 13º lugar, e uma bela experiência adquirida, sobretudo, para evitar tais erros. E que tome cuidado na largada igualmente problemática de Monza, daqui duas semanas. Acelerar, Bruno sabe. Mas que tenha em mente quando pressionar no momento devido o pedal da esquerda.

Rosberg, que parecia ser Nico, e não o pai, fez a largada da vida e pulou na ponta para atrapalhar Vettel em duas voltas e nada mais. E Massa para uma corrida quase que toda. O atestado de que o alemão e o brasileiro passaram boa parte da temporada disputando posição é uma metáfora para o fraquíssimo desempenho que Felipe vem tendo. Daqui a pouco sigo nisso. Mas Vettel foi lá para as cabeças, Massa ficou preso, Alonso chegou, fez-se um mise-en-scène para segurar o companheiro, o óbvio e de sempre aconteceu, passou, Hamilton passou, todos passaram Rosberg, menos Massa, e o negócio era ali entre os três.

Os caras que mais reclamaram do estado de seus pneus pararam primeiro — as Red Bull e Hamilton —, e Alonso acabou tendo uma tática fora da janela dos ponteiros, independente do composto que colocassem. Nas idas e vindas, era o espanhol quem parecia vir com mais força. Parêntese: quando Alonso voltou à pista, encontrou Webber, que fez uma ultrapassagem por fora na entrada da Eau Rouge que ouso classificar como uma das cinco maiores que já vi — a primeira, claro, 1996, Cart, Zanardi sobre Herta no Saca-rolha em Laguna Seca. Tirando a largada pífia, Webber estava com a chimpanzé no fim de semana, nem macaca era. Acho que tomou muito Camberra Milk. Fecha parêntese. Aí veio outra de Hamilton: o toque com Kobayashi, o que é imperdoável, a explosão do patrocínio da Allianz em isopor, o apagão momentâneo no carro, o berro pela insensibilidade do cara do GC em tirar da transmissão a faixa da TV que mostrava os tempos, o safety-car e a sacada da Red Bull em chamar Vettel de novo nos pits para recomeçar a prova ainda ali na frente e com mais vigor. Não tardou muito, pois, para que o campeão/bicampeão jantasse Webber e Alonso tão logo a prova foi retomada, e lá estava ele na frente para não mais sair dali. Finito.

Se na frente o negócio era favas contadas, atrás vinha Button. É pecado mortal e eterno dizer que é o piloto do ano? O cara é sublime, pelamor: sai em 13º, vai passando todo mundo e mesmo com o desgaste que provocam as disputas, lá estão os pneus prontos e inteiros para virar até mais rápido do que os ponteiros. E olha que Button foi atrapalhado no entrevero entre Senna e Alguersuari, do contrário perderia menos tempo para passar a rapa toda. Aí apareceu em oitavo, passou Schumacher e Sutil, chegou em Massa-Rosberg, deu uma dica para o brasileiro de que ele podia ser bem sucedido sem precisar entrar juntinho na La Source para contornar a Eau Rouge pertinho e usar o DRS para tentar a manobra na reta e tal, mas preferiu não jogar o tempo ao léu. Button trocou o pneu e foi lá buscar Alonso. Foi como a terceira vitória no ano, o terceiro lugar.

A turma de trás também estava levemente empolgada. Kobayashi, indestrutível, teve de ficar vendo a turma do bololô, Maldonado, Barrichello, Di Resta, Petrov e o companheiro Pérez, que acertou Buemi e forçou a Toro Rosso a testar uma asa com cambagem. Não deu muito certo, e Buemi abandonou e fez cara feia, sem muito esforço. O Ligeirinho também acabou abandonando, e coube a Maldonado um mísero e primeiro pontinho no ano. Barrichello, que até parecia perto da zona de pontos, teve um toque com… Kobayashi! E um toque no mito, já sabe: qualquer um sai na pior. Some-se a isso a fase ruim de Rubens, e o resultado é terminar a prova atrás das duas Lotus verdes. É pior que fricassê de jiló.

Schumacher. Lembrou os velhos tempos. Saiu em último, já era 14º na primeira volta, e foi ali cozinhando o galináceo até dar os botes na hora certa e chegar em Rosberg, que não mais tinha Massa em seus retrovisores por conta de seu furo no pneu. A Mercedes abriu a disputa, e o alemão mais velho, com pneus mais novos, passou. Um quinto posto do qual Michael deve se orgulhar em seu convescote de 20 anos de F1.

Sobre Massa, sei lá, é o que tem sendo dito e visto e a tecla é a mesma, sempre tocada nas desculpas da transmissão. Hoje foi a tração. Problema de tração. Felipe tem tido problema de tração há uma temporada e meia. Vai um relato: antes da corrida, na BBC, Vettel dava uma entrevista e falava deste período pós-férias, teoricamente mais difícil para a Red Bull. Não anotei a declaração, exatamente, mas ele disse algo do tipo ‘ah, porque agora eu, Mark, Fernando, Jenson e Lewis vamos brigar pelas vitórias e…’, o que mostra exatamente que até os pilotos não mais acreditam em Massa brigando por vitórias. A defesa que sempre é apresentada é tipo a ameaça que as federações estaduais de futebol estão fazendo às torcidas organizadas para não protestarem contra Ricardo Teixeira neste domingo: funciona ao contrário. Aí Massa acaba sendo visto como o oposto, como ruim, o que, de fato, não é. Só que um cara que tem um canhão vermelho na mão não pode passar uma prova toda, ou uma temporada toda, atrás de um estilingue prateado. Aí a Ferrari se vê obrigada a elogiar o piloto alheio. “He (Jenson) is very ambitious”, enquanto, até ironicamente, a equipe escreve um “Felipe passed Maldonado”. Massa tem bem menos da metade dos pontos de Alonso com 2/3 de campeonato. Para um piloto de nível de ponta, não dá.

Ao torcedor brasileiro, sua vida tem sido muito difícil. Isso em qualquer escala. Mesmo centígrada.

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S & F

SÃO PAULO | A redenção de Senna à primeira impressão causada ontem foi das melhores — ainda que pareça exacerbada, talvez de forma errada, por todo pão e circo armado pela emissora-máter, num esperado comparativo com o tio na pista que, uh!, separa pilotos de pilotos. Bruno queria e rezava pela manutenção do mau tempo que o fez parar na barreira de pneus, e no pós-descabaço, tratou de andar na frente de Petrov e fazer jus ao discurso oficial da chefia da Lotus Renault. Um sétimo lugar no grid, ao lado de Alonso, é excelente, e o brasileiro tem lá algumas horas para sorrir e comemorar. Depois vem a noite, o sono que vai vir com dificuldade e um domingo que parece que será sem chuva em Spa & Francorchamps.

Bruno, então, terá algumas dificuldades. Porque não teve chance de guiar no seco com um carro que pouco conhece — e isso deve ser ressaltado, face a fase antiteste que vive a F1. Natural, então, que perca posições ao longo da corrida, de modo que, se chegar na zona de pontos, já terá sido um feito e tanto. Sua briga vai ficar ali com as Force India — que terão difícil batalha de recuperação com Sutil, acidentado, e Di Resta, atrapalhado pela equipe — e as ótimas Toro Rosso, sobretudo deste notável Alguersuari que melhora a olhos vistos, como diriam as nossas avós fazendo o bolo de milho para o café da tarde.

Na frente, Vettel tirou a fórceps a pole de Hamilton Pica-Pau de polainas e Webber 3.5. Confesso que achava que dificilmente sairia das mãos do aniversariante do dia a primeira posição, por tudo que vinha fazendo no fim de semana. Foi um átimo do vaivém da chuva que afetou as pretensões do australiano, que tende a vir firme e forte para sua primeira vitória no ano. Acho que já disse isso em algum outro momento neste ano. Claro que me dei mal.

Hamilton deve largar em segundo. Ou em sétimo. Ou sei lá em que posição. Vai depender dos comissários, que estão a ouvi-lo, bem como a El Loco Maldonado. Num primeiro instante, aquele entrevero pós-Q2 parecia totalmente culpa de uma esquizofrenia momentânea do inglês. Depois, até vi que o venezuelano teve lá sua parcela. Que vai sobrar para alguém, vai. Que sobre pros dois, pois.

Massa, pela segunda vez seguida, sai na frente de Alonso. O que é bom, claro. Agora precisa de um desempenho semelhante em corrida, coisa que não aconteceu, consecutivamente ou não, em 2011. Se o foco da Ferrari é brigar pelas vitórias até o fim do ano, que faça seu papel amanhã. Fernando, por sua vez, foi mal e culpou Ligeirinho Pérez. É o rei do mimimi. A Juliana Tesser que gosta dizer que Alonso adora uma cama porque gosta de chorar em lugar quente. Essas meninas, viu, têm cada dito…

Falando em Pérez, quedê Kobayashi?

Em rara atitude, Barrichello isentou Kovalainen de culpa por ter sido atrapalhado no Q2. Não havia muito o que fazer, e Rubens larga em 14º amanhã. Sei não, mas o brasileiro já parece meio conformado com essa Williams que não vai e, acima de tudo, na qual está difícil ficar — a não ser que as pendengas financeiras sejam resolvidas. O grande problema para Barrichello é o tempo que lhe restaria para tentar arrumar um outro lugar decente na F1, visto que as principais vagas já estão devidamente ocupadas. A única hipótese, dificílima, é Barrichello ver como a Renault vai lidar com Kubica — ou, melhor dizendo, como Kubica vai lidar em seu retorno — e, no caso de o polonês abdicar do esporte, Rubens aparecer com seus serviços para ser um novo líder do time. Mas isso é papo pra outra hora.

O que interessa é que o domingo será interessante na pista que dá gosto de acompanhar uma corrida, seja boa ou ruim. Como no BRV apostei que Hamilton ganharia, mudo totalmente de opinião e digo que este Pastor aí é pecador e pior que o Malafaia.

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Parlatório

SÃO PAULO | A noite chega na Europa, e nada de a Lotus Renault confirmar a saída de Heidfeld e a provável ascensão de Senna à condição de titular — fato que deve estar queimando algumas gorduras mundo afora. Mas admitindo as palavras do chefe da equipe, Eric Boullier, de que o alemão fracassou, o brasileiro é realmente a melhor opção para as metas dos anglo-franceses?

Mas falem à vontade no Parlatório.

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