Arquivo da tag: Lucas Di Grassi

Di Grassi e o futuro

SÃO PAULO | Amanhã vai ao ar no Grande Prêmio uma entrevista com Lucas Di Grassi, dada a Evelyn Guimarães, em que alguns ótimos bons pontos são mencionados — como seus planos para 2012. Não vou antecipar aqui, mas há algumas tantas opções para o atual piloto de testes da Pirelli fora da F1. Vale a pena ler.

Mas um fato que não foi revelado na entrevista é possível dizer aqui, e se refere a esta temporada: o brasileiro está trabalhando fortemente para conseguir uma grana que lhe permita correr o GP do Brasil, que acontece daqui três meses em Interlagos. O valor é avaliado em meio milhão de dinheiros americanos, cerca de 800 mil tutus nacionais.

Três equipes estão na jogada. Duas têm o mesmo nome. O que significa dizer que em ambas haverá disputa com brasileiros pela vaga de titular.

Tags: , , | 12 comentários

Mais uma na conta

SÃO PAULO | A FASP, imbuída de seu espírito CBA, cancelou as 6 Horas de Kart, prova que tinha como copromotor Lucas Di Grassi e que seria realizada entre 20 e 21 de agosto. Aí meu primo, Renan do Couto, bem encaminhado no ótimo Allkart.net, escreveu lá o ocorrido. Diz a FASP que já tinha um evento marcado para a mesma data, o Paulista Light, e não queria coincidências, e nem com o divino espírito-santo fizeram o eterno presidente Rubens Carpinelli e seu vice mudarem de ideia.

Por que não me surpreendo mais?

Tags: , , , , | 4 comentários

Brasileiros a perigo

SÃO PAULO | Na calada da noite no horário inglês ainda deste domingo, a Virgin emitiu um comunicado que põe os dois brasileiros contratados da equipe em risco num futuro muito próximo.

Jerôme D’Ambrosio, 25, fechou acordo — o que confirma as palavras do próprio belga de que estava perto dos virginais — e já vai guiar o carro da equipe neste ano durante os finais de semana de quatro dos cinco GPs — incluindo o do Brasil. Em Cingapura, Lucas Di Grassi vai ter de ceder seu carro nos primeiros 90 minutos do treino livre da sexta.

Outras duas infos chamam atenção: D’Ambrosio vai participar dos testes pós-temporada da F1 em Abu Dhabi. E o diretor-executivo da equipe, Graeme Lowdon, ressaltou que Timo Glock tem contrato até 2012 e opção sobre os serviços de Di Grassi para o ano que vem.

Trocando em miúdos, o negócio é o seguinte: D’Ambrosio chegou chegando. Seja lá a grana que esteja colocando no negócio, é muito maior que a de Razia — que não conseguiu andar em nenhum treino de sexta e só tem, no máximo, o circuito dos Emirados Árabes para andar num carro de F1 durante a temporada — e tende a tirar a vaga de Di Grassi — o patrocínio da Clear sumiu das laterais do carro há algumas provas.

Como Bruno Senna parece estar longe de manter sua vaga na Hispania — se esta existir ainda —, e também por os outros lugares disponíveis serem limitadas — teoricamente tem uma na Renault e outra na Sauber —,  já não é um cenário impossível que o Brasil tenha só dois brasileiros no grid do ano que vem — o veteraníssimo Rubens Barrichello e o já também veterano Felipe Massa.

Tags: , , , , | 9 comentários

Vida inteligente na F1

SÃO PAULO | O tempo é escasso, a revista precisa ficar pronta, mas agora pintou espaço para um post, finalmente. Surgiu ali uma ideia para que a classificação do GP de Mônaco sofra uma alteração válida. Para evitar reclamações e desgastes com o aumento de carros — e lentos — no grid, a proposta é de que, sabendo que as três equipes novatas vão ocupar as últimas posições no grid, que treinem sozinhas no Q1, definam suas posições, e que só a partir do Q2 os outros 18 entrem na pista. 

A ideia, que será levada ao conhecimento da FIA, partiu de um piloto. De Bruno Senna.

É bem provável que Charlie Whiting, delegado técnico da entidade, só avalie a situação depois que os primeiros treinos livres forem realizados e considere firmemente a possibilidade quando verificar que as debutantes estejam 8 ou 9 segundos mais lentas. Ou que se trate de uma cláusula petrea, que o jogo seja igual pra todos e que aquilo faz parte.  Mas o episódio apenas corrobora a postura diferenciada de Senna.

Pode-se discutir se Senna é bom o suficiente para estar na F1, pode-se alegar uma série de coisas atreladas ao seu sobrenome, pode-se criticar sua decisão de entrar na categoria por uma equipe que se arrasta e que quase não existiu. O que não se pode, nem se deve, colocar em questão é sua capacidade intelectual.

Atleta, em geral, cresce distante dos estudos e perde muito da sua capacidade de raciocínio. Conversei com Senna na vida umas duas ou três vezes. A gente nota que é diferente, que há conteúdo. Uma ideia destas deveria ter partido há muito tempo de pilotos mais experientes. De Jarno Trulli, por exemplo, que já frequentou o pelotão da frente, que já venceu em Monte Carlo e que hoje navega no mesmo mar da draga que o brasileiro.  E é bom dizer que no mesmo nível está Lucas Di Grassi, cujo QI é extremamente elevado — tanto que faz parte da Mensa Brasil. 

Em meio a tanto marasmo e discurso repetido, ao menos a F1 ganha uma vida inteligente.

Tags: , , , , , , | 58 comentários

X-Di Grassi

SÃO PAULO | Reproduzo mensagem do atento Cleber Bernuci, assessor da Reunion, a respeito de Di Grassi, Schumacher, Glock, ultrapassagens e xis.

Lucas Di Grassi teve, sim, uma disputa por posição com Michael Schumacher, da Mercedes, tendo devolvido ao alemão uma ultrapassagem sofrida na curva 1 do circuito de Melbourne. No entanto, a manobra não caracterizou um xis, já que o brasileiro fez a ultrapassagem na curva 3 do traçado. As imagens não foram mostradas na transmissão da TV, mas no momento da relargada a ordem do pelotão final era Glock, Alonso, Chandhok, Senna, Di Grassi e Schumacher.

Conforme comentado em conversa com o próprio piloto no domingo após a corrida e também na noite de segunda, e de acordo com sequências de fotos da corrida, na primeira curva do circuito, Schumacher superou o brasileiro, mas na segunda curva, Senna e Chandhok estavam à frente do alemão. O piloto da Mercedes teve problemas para passar o indiano, e foi novamente ultrapassado por Di Grassi, na freada para a curva 3.

De modo que a assessoria, então, desfaz o erro sobre a questão do xis em Schumacher, que foi dado por Glock. Na sequência, Bernuci informa que houve, sim, um xis de Di Grassi, mas em Hamilton.

Além da disputa por posição com Schumacher, Di Grassi também teve um breve duelo com Hamilton. Na volta em que o inglês retornava à pista após seu primeiro pit-stop para a colocação dos pneus de pista seca, ele ultrapassou o brasileiro na curva 1. No entanto, o campeão mundial de 2008 perdeu a posição para o brasileiro logo depois, em manobra conhecida como xis. Hamilton, no entanto, retomou a colocação na curva 3.

Este xis já é possível de verificar, como mostram as duas fotos abaixo, da Getty Images. Di Grassi ao menos emparelha com Hamilton depois que o inglês abusa da zebra e perde tempo.

Tags: , , , , , | 27 comentários

X-Glock

SÃO PAULO | O Ivan Capelli, futriqueiro oficial, veio me falar que nasceu uma discussão sobre quem teria dado o ‘xis’ em Michael Schumacher após a saída do primeiro safety-car do GP da Austrália, que cogitavam ser Lucas Di Grassi.

Fui buscar o comunicado enviado pela assessoria do brasileiro, em que claramente atribuem a manobra a ele. O título é “Lucas faz bela corrida, duela com Schumacher, mas abandona”, e no meio do texto há a citação.

O ponto alto da corrida do brasileiro foi uma disputa pela 16ª posição com ninguém menos que o sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher, na quinta volta da corrida. Com a pista parcialmente úmida, o piloto da Mercedes ultrapassou o VR-01 de Di Grassi, mas o estreante retomou a posição com uma manobra por dentro da curva seguinte – conhecida no jargão do automobilismo como “xis”.

“Ele teve de parar para trocar o bico do carro (Schumacher havia se envolvido em um acidente logo após a largada, na primeira curva com Fernando Alonso e Jenson Button) e tivemos uma boa disputa”, lembra. “Foi um bom começo, mas ainda temos muito o que fazer no carro para começar a disputar para valer com as outras equipes que já estão estabelecidas há mais tempo na F1.”

No momento em que vi a corrida, reparei no tal ‘xis’, não mencionado pela transmissão da TV Globo, e lembro bem que Fernando Alonso vinha na frente. A câmera da reta principal vinha acompanhando o piloto da Ferrari, e foi possível ver que, ao fundo, o carro da Virgin e Schumacher.

Capelli tirou dois ‘prints’ que apontam que o carro da Virgin em questão é o de  Timo Glock. Estão abaixo, em que se dá para perceber pelo capacete do alemão.

Se ainda persistir a dúvida, há duas outras provas: o lap-chart da FIA aponta que na volta 5, o piloto que está imediatamente à frente de Schumacher é Glock, e o link está aqui. E uma foto da Getty Images mostra em que ponto após a bandeira verde Di Grassi foi ultrapassado por Michael: após a primeira curva.

Acréscimo: E para finalizar a questão de vez, diz o site da Virgin: “(…) Okay, so it lasted for around half a lap, but at one point Timo definitely overtook Michael (…)”

Tags: , , , , , , | 38 comentários

Di Grassi e Sorocred

SÃO PAULO | Esta é a pintura da Virgin de Lucas Di Grassi com o patrocínio da Sorocred, cortesia de Márcio Haddad:

A intenção é fazer com que a marca da futura financeira de Sorocaba apareça com destaque nas câmeras onboard dos carros da Virgin.

Tags: , , | 6 comentários

Senna, Di Grassi e patrocínios

SÃO PAULO | O Guilherme Barros, sábio jornalista do iG, informou há pouco que Bruno Senna terá o patrocínio do Banco Cruzeiro do Sul na temporada 2010 da F1. O anúncio será feito amanhã e os valores não foram revelados.

Vale lembrar que seu tio Ayrton teve por muitos anos o patrocínio do Banco Nacional. Bruno também leva as marcas da Embratel, que reatou a parceria com o piloto nas últimas semanas — vista na apresentação da Hispania.

E outro piloto brasileiro terá apoio de uma empresa brasileira no Mundial deste ano. O Blog Victal soube que Lucas Di Grassi, que já tinha o xampu Clear consigo, vai anunciar em breve a Sorocred como sua nova parceria. A Sorocred é uma administradora de cartões de crédito de Sorocaba, no interior paulista. O acordo já vale para este fim de semana no Bahrein.

Tags: , , , , , | 14 comentários

Quando perder é bom

SÃO PAULO | Foram os bastidores e as movimentações fora da esfera esportiva que afastaram Lucas Di Grassi da Renault. Nem nos anos anteriores nem neste o brasileiro foi escolhido como titular da equipe francesa para ocupar a vaga de Nelsinho Piquet. “A decisão foi bastante política por um certo lado”, falou o piloto ao Blog Victal na tarde desta quinta no Hotel Unique, em São Paulo. E no fim das contas, Lucas se deu bem em não ter sido chamado.

Di Grassi reativou os contatos com a então Manor tão logo a equipe foi indicada como uma das novatas da F1, em um primeiro momento. “Quando conversei com eles, ficou a impressão de que era uma coisa muito mais esportiva e profissional, de ir em busca do resultado”, contou Lucas, que já vinha avaliando que a situação na Renault era “muito fora da questão só do talento ou de puramente por corrida”.

Em 2008, Lucas esteve muito perto de substituir Piquet, sofredor da pressão de Flavio Briatore. Pelos motivos que a armação em Cingapura ajudam a explicar, Di Grassi não entrou. Quando Nelsinho saiu de vez no meio da temporada 2009, o brasileiro e Romain Grosjean surgiram como naturais peças de reposição. Entrou o francês.

Mas perder, às vezes, tem seus valores. ”Sem saber dessa chance, lógico que queria ter guiado, mas sabendo dessa oportunidade, vejo que foi uma boa decisão eu não ter pilotado naquela época”, explicou. “Se tivesse entrado, teria sido um desastre para mim, porque sem testes, sem preparação e um carro que não tinha performance, seria muito difícil.” Lucas andou com o R29 na semana passada em Jerez. “O carro é bem difícil. Qualquer pequena falha é complicada de se consertar, então é difícil impor um ritmo consistente. É fácil de errar.”

Provavelmente queimado — como está Grosjean —, Di Grassi possivelmente teria sido esquecido por completo na F1. Fechou com a Virgin, de “postura democrática”, para a temporada 2010, depois de conversar com Lotus e Campos. Sem se impor metas, como ressaltou diversas vezes, vai correr sem a pressão que viveu, direta e indiretamente, na Renault.

Tags: , , , , | 7 comentários

Razia no programa de pilotos da Virgin

SÃO PAULO | A ligação estava ruim, e Luiz Razia estava a caminho de uma festa de comemoração dos Virginais lá na Inglaterra. Grande surpresa deste final de ano em relação a contratações, será o quinto brasileiro na F1, mas por enquanto o único na condição de piloto de testes.

Perguntei quando haviam se iniciado as conversas com a então Manor. “As negociações começaram faz um pouquinho de tempo, há quase um mês, um mês e meio”, revelou Razia. ”A gente não quis contar pra ninguém para não causar nenhum rumor. Vai que a gente falasse alguma coisa e não desse certo, ia ser fogo de palha. Então a gente trabalhou quieto, e só quando vim para cá para assinar é que resolvi falar.”

O baiano de 20 anos usou o Facebook ontem à noite para expressar seu primeiro vínculo com a F1. Além da Virgin, Razia disse que falou com ”cinco equipes, sendo três das novatas e duas das atuais”, sem mencioná-las. Não vai levar patrocínio. “É um programa de desenvolvimento de pilotos da Virgin, a gente fechou um contrato de um ano. Meu foco vai continuar sendo a GP2″, e o piloto explicou que se trata de algo similar ao que fez a Renault com Lucas Di Grassi, o titular da Virgin.

Daí a ligação ficou ruim, e entre um picote e outro, foi possível entender que a GP2 “tá muito cara, e precisamos negociar mais ainda”. E amanhã, quando ele voltar para Como, cidade onde mora na Itália, vamos conversar melhor.

É bem interessante notar que sua trajetória para a F1 foi rapidíssima, considerando que há três anos Razia estava ainda em terras brasileiras como campeão da F3 Sul-americana já em decadência. É um molecão. E é um cara do bem, acima de tudo.

Tags: , , , | 3 comentários

Di Grassi na Virgin Manor

SÃO PAULO | Porque o jornalismo é dinâmico e eu, notívago, já deixo aqui aos caros internautas a matéria que vai ao ar em algumas horas no Grande Prêmio

Lucas Di Grassi preferiu não esperar o que a Renault vai fazer de sua vida para então tomar uma decisão. Há alguns anos preso na GP2, o piloto que vinha batendo à porta da F1 sem que alguém a abrisse finalmente vai estrear na principal categoria do automobilismo. O Grande Prêmio pode confirmar que o brasileiro será o segundo piloto da Virgin em 2010.

A Virgin é a Manor rebatizada e deve anunciar seus planos nesta terça de manhã na Inglaterra, por volta de 7h pelos lados do horário de verão brasileiro. A equipe que estreia na F1 impulsionada pela marca da indústria fonográfica de Richard Branson já havia assegurado um carro para Timo Glock.

A Manor conhece bem os serviços de Lucas. A parceria chegou, por exemplo, à vitória do GP de Macau da F3 em 2005. Logo que a equipe foi confirmada como uma das novatas do ano que vem, Di Grassi se tornou candidato natural. John Booth, o chefe da equipe, vinha dando as dicas de que o paulista seria o “piloto perfeito”.

Outro que aparecia entre os postulantes era Antonio Pizzonia. Que deu a deixa no Twitter, na noite de quinta-feira, do fracasso das negociações com o time. “Hoje fui informado pela equipe Manor que eu não serei o piloto deles na temporada de 2010.”

Di Grassi ainda tinha algumas chances, remotas, na Renault. Só que era difícil para Lucas confiar na equipe. Primeiro porque o time sempre esteve para alçá-lo à F1, na época de Nelsinho Piquet, e nunca o fez. E também porque a Renault provavelmente não será mais a Renault, que resolveu em mais uma daquelas reuniões de sua cúpula desistir da categoria por etapas. Partiu para a chance mais concreta.

No fim de novembro, dia 29, Di Grassi deixou o Brasil — onde acabara de disputar o Desafio das Estrelas, a prova de kart de Felipe Massa, em Florianópolis — e viajou para a Europa para participar dos testes da F1 em Jerez. Fez escala na Inglaterra, e no dia 30 assinou o contrato com a Virgin/Manor, que vai usar motores Cosworth. Daí foi para a Espanha.

Vai ajudar Lucas o patrocínio da Unilever. A empresa, que completa 80 anos no Brasil e é proprietária de uma gama de marcas alimentícias e de cosméticos, vai estampar em Di Grassi a marca de seu xampu Clear.

A chegada de Di Grassi marca a quarta presença de um brasileiro na F1 em 2010. Felipe Massa na Ferrari, Rubens Barrichello na Williams e Bruno Senna na Campos Dallara também estão confirmados na temporada que será a mais inchada da F1 em mais de uma década.

Tags: , , , , , , , | 17 comentários

Carpatana vetada

SÃO PAULO | De volta, mas vale a menção, ainda que o Desafio das Estrelas já seja passado: a organização pediu a Lucas Di Grassi que não usasse sua “carpatana” durante o fim de semana, sábado e domingo.

Acharam que seria mais prudente, por questões de segurança.

Tags: , , | 7 comentários

Pay-per-drive no

FLORIANÓPOLIS | Lucas Di Grassi estava falando pela enésima vez à imprensa sobre as chances na Manor, a Renault e coisa e tal, mas ao falar da importância pequena de seu sobrenome em contraponto ao desenvolvimento da Manor, soltou uma frase interessante: “Equipe com piloto pagante não funciona.”

Com vocês, os comentários.

Tags: , , | 6 comentários

A capartana de Di Grassi

FLORIANÓPOLIS | Então estava todo mundo esperando os karts irem à pista, no primeiro treino livre da história do Kartódromo Internacional de Santa Catarina. Aí foi saindo um dos boxes, saiu outro, e mais outro. E veio o ser estranho. O kart preto, 18, Lucas Di Grassi.

O capacete. É um mix de esqui e ciclismo. “É único no mundo”, confirmou Lucas. Perguntei quanto dava de ganho. “É difícil calcular, mas creio que dá algo entre 0s1 e 0s2 com o arrasto.”

A “capartana” é esquisita à primeira vista, como qualquer novidade que sai da mesmice. Mas se torna bonita. Deve fazer moda no kart em breve.

PIC_0070

Tags: , , , | 4 comentários

Totalmente excelente

FLORIANÓPOLIS | Ficou designado a Lucas Di Grassi o projeto de desenhar a nova pista de Florianópolis para abrigar a competição de kart organizada por Felipe Massa. “Eu comecei com uma régua e um compasso”, contou Lucas há pouco, “e daí eu chamei o Massa, e a gente foi aprimorando até virar isso.”

E de cinco ou seis retas com algumas curvas surgiu um primor. Ainda mais pelo tempo escasso. Há dois meses, nem isso, as fotos que se via desta extensa área de Canasvieiras colocavam em dúvida a realização do evento. Justamente porque o que se avistava eram obras em um estado primitivo.

Os últimos retoques estão sendo dados, mas nada que comprometa os treinos. Questão, mesmo, de pintar as zebras e de colocar as importantes placas publicitárias em seus lugares estratégicos.

A longa reta principal deve permitir que os 25 pilotos inscritos para esta edição do Desafio das Estrelas atinjam até 120 km/h. A primeira curva é bem fechada, à Tilke, que, claro, foi incluído no plano de construção do kartódromo, um kartódromo FIA, por assim dizer. Um S ali, uma reta, cotovelo, mais uma reta, e em aproximadamente um minuto a volta está completada.

O único problema é a sujeira do asfalto. Tanto que Dudu Massa teve de se encarregar de andar por um bom tempo para tirar a areia e o status “verde” da pista ainda pela manhã desta sexta (27), enquanto rolava o sorteio dos karts da competição, já com a presença de Michael Schumacher.

“Mas ficou legal, né?”, ainda perguntou Di Grassi, sobre a moto, dando sua primeira volta em sua “obra”. E como ficou.

Tags: , , , , | 5 comentários