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Um ano sem Sondermann

SÃO PAULO | Faz um ano que Gustavo Sondermann morreu na primeira etapa do campeonato da Copa Montana do ano passado, em Interlagos. Há até uma hashtag rolando no Twitter, #SondermannEterno, criada, se não me engano, por Pedro Boesel. Bela homenagem e tal. Mas vamos à prática das consequências e a algumas questões.

O que mudou neste tempo todo na Copa Montana e em Interlagos? O que a Comissão de Pilotos, criada às pressas, pressionante e iminentemente atuante em seu início, fez na prática para que mortes fossem evitadas? A Comissão de Pilotos ainda existe? Se sim, ouve realmente e dá atenção aos pilotos da categoria de base? A JL fez alguma mudança nos carros? Trouxe mais segurança? O fato de a Montana deixar de existir no fim do ano poupou esforços?

Pergunto isso porque não tenho a resposta clara, de fato. Tenho lá minhas suposições, pra não dizer certezas. Sobre Interlagos, posso dizer: a proposta de obras na Curva do Café está devidamente parada. E digo mais: dificilmente vai sair algo daquele angu, que tem nomes: SPTuris e CBA.

Faz um ano, e tudo foi tratado como paliativo — chicane e bandeira amarela, por exemplo. A Stock Car esteve lá em Interlagos semana passada, e ninguém tinha noção exata das ações dos órgãos responsáveis. Porque custa caro. Porque dá trabalho. Porque, para estas gentes aí, é mais fácil torcer e rezar. A fé não costuma faiá.

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A várzea de rodas, 10

SÃO PAULO | O aumento abusivo dos preços das taxas cobradas pela SPTuris pode levar Interlagos a ter apenas e tão-somente o GP do Brasil de F1 em 2012, minando assim desde as 24 Horas de Interlagos até as etapas da Stock Car e da F-Truck.

A descoberta da elevação destes preços deu-se efetivamente na tarde de hoje por meio de Toninho de Souza, que é o promotor da corrida que duraria um dia na comemoração do aniversário de São Paulo. Toninho esteve no Anhembi para pegar o contrato e soube que a mudança nos valores ocorreu ainda no fim de 2011, promulgada no Diário Oficial da prefeitura no dia 28.

A São Paulo Turismo passou a tomar conta de Interlagos em uma manobra, legal, da prefeitura paulistana para evitar prejuízos e pressão do Ministério Público. Quando era administrado pela Secretaria de Esportes, o autódromo tinha um custo e trabalho elevados, sobretudo para realização de reformas, porque havia necessidade da abertura de licitações e uma consequente contrariedade do MP.

Em um primeiro momento, a SPTuris elevou os preços— etapas regionais cujo aluguel custava 300 dilmas passaram a algo entre 800 e 1.000 —, e anualmente os usuários e organizadores de provas debatiam com a empresa a manutenção destas taxas, que eram diferenciadas para cada tipo de campeonato — regional, estadual, nacional e internacional. Na calada do ano, a SPTuris modificou seu método de cobrança, dividindo Interlagos em setores e diárias — e horas em um caso.

A tabela ao lado, extraída do DO, indica as fragmentações detalhadamente e mostra que o simples uso do estacionamento do miolo do autódromo vai tungar 15 mil dinheiros por dia. Se for do kartódromo, o preço é 1/3 deste valor.

Colocando no papel o que por cima categorias como Stock Car e Truck gastariam se considerando apenas o período entre quinta e domingo, é possível depreender que quatro dias de uso do espaço levariam ao gasto mínimo de mais de 143 mil tutus, considerando 83.320,12 (autódromo em si) + 20 mil (portão 7) + 60 mil (estacionamento).

No caso das 24 Horas de Interlagos, as cifras são assombrosas: para uma prova que estava avaliada em 25 mil granas, o total passou a absurdos 416 mil — aumento de impressionantes e descabidos 1.666% —, conforme mostra o orçamento a seguir:

Como a F1 é isenta de todos estes preços e é bem provável que Vicar e Truck não concordem em pagar tais taxas, é plausível concluir que Interlagos pode ficar sem seus tradicionais eventos esportivos e que uma briga de cachorro grande comece. Senão, amizade, acabou o automobilismo acabou, diriam por aí. Faltando uma semana para o início das atividades das 24 Horas de Interlagos, promotores e advogados tentam buscar uma solução — que até pode sair porque esta corrida já estava previamente definida no ano passado, antes deste abuso. Mas fico aqui pensando também no Super Kart Brasil e na prova marcada para o fim de janeiro — estão a par disso, que terão de gastar pelo menos 20 mil nos dois dias de competição? Procurada, a SPTuris ainda está calada.

Mas não é fascinante tudo isso, hein?…

Adendo 1: Jacarepaguá começou a morrer porque Cesar Maia, símbolo do coronelismo disfarçado de democrata, iniciou uma especulação imobiliária na região, que acabou dando vida ao Pan de 2007. Aqui o prefeito é Gilberto Kassab, que dá nota 10 para implosões incompletas, símbolo do coronelismo disfarçado de democrata e travestido num novo partido sui generis. Ideias iguais?

Adendo 2: Segue na íntegra comunicado da CBA da tarde desta quinta, 12:

O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro, anunciou hoje que irá se reunir com Everaldo Júnior, diretor de eventos da SPTuris, empresa responsável pela administração do Autódromo de Interlagos. Na ocasião, Pinteiro e Júnior irão discutir sobre as conseqüências da nova tabela de preços divulgada pela empresa responsável pelos eventos e turismo na cidade de São Paulo.

“Tenho certeza que o assunto será resolvido da melhor maneira possível”, declarou Pinteiro, que confirmou o encontro para o dia 19, na sede da CBA.

Adendo 3: O Erich Beting, que entende de gestão de negócios no esporte, mas não de almoços marcados, falou a respeito do assunto em seu blog. Vale a pena ler sua explicação, que não se opõe ao aumento das taxas. Tá aqui em seu espaço no UOL. Ah, só um lembrete: e se o caro leitor discordar do que o Erich diz, seria de bom grado não berrar nas linhas que porventura escrever nos comentários.

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Os top-3

SÃO PAULO | Pode ser que este seja o último post de 2011, e desde já faço aqueles votos de sempre: um grande 2012 a todos vocês leitores, assíduos ou perenes, muita paz, saúde, felicidade, sucesso, força e inteligência.

Estive pensando nestes dias nos melhores e piores momentos do esporte a motor neste ano, e resolvi fazer uma listinha pequena, de três cada, com uns breves comentários. Os senhores, pois, tratem de comentar.

Melhores

1) A Indy 500. Essa eu dei uma sorte daquelas. Viver aquilo foi espetacular. Foi uma espécie de continuação do que aconteceu naquele GP do Brasil de 2008, a curva final, a decisão de um título/uma vitória. Lá pela volta 170, lembro que estava preparando a reportagem da corrida totalmente voltado a mais uma conquista de Dario Franchitti. Parágrafos iniciais já estavam escritos, e a exaltação ao escocês estava ali pelo domínio absoluto da prova. As mudanças começaram a vir como efeito-cascata, a ponto de pensarmos que um não muito conhecido Bertrand Baguette venceria pela equipe de Bobby Rahal e David Letterman, apontando um final não muito aprazível ao público para uma prova de comemoração centenária. Aí pintou JR Hildebrand bem na parada, com um desempenho sólido durante a prova inteira e uma equipe que buscava acabar com o estigma de ter sido segunda nas últimas três edições, duas delas com Dan Wheldon.

Naqueles instantes finais, a sala de imprensa em Indianápolis pôs-se de pé tal como as arquibancadas que empurravam o rapaz americano de uma equipe com sede em Indiana e cores da Guarda Nacional. A volta 199 seria meramente um último desfile. Não fosse a última curva.

Numa análise mais distante agora, o grito do povo é que foi o mais marcante em tudo aquilo e durou o tempo que Wheldon levou para ultrapassar Hildebrand e ganhar a corrida. Nesta análise ainda distante, considerando tudo que aconteceu depois, Hildebrand tinha de bater pra Wheldon vencer sua última corrida. “Baby, I love you so much…”

2) O GP do Canadá. Foi o exemplo perfeito do quanto Jenson Button é bom, um acepipe do que ele fez com Rubens Barrichello em 2009 na Brawn, na disputa particular pelo título que nunca esteve próximo do brasileiro. Em 2010, era para Button também ter disputado o título com Alonso, Hamilton, Vettel e Webber no seu jeito constante e garboso. E neste ano só não o fez porque… bem, porque Vettel está em estado de graça.

Voltando à corrida, aquela que teve 4h, Button saiu de último na prática para uma vitória na última passagem, contando com um erro de Vettel, seu primeiro no ano. Se teve uma conquista merecida na F1 neste ano, certamente Montreal foi o palco ideal.

3) A ultrapassagem de Webber sobre Alonso em Spa-Francorchamps. O nível dos dois pilotos este ano foi de um tom maniqueísta. Mas Webber pelo menos demonstrou vida e garra e ser melhor que Alonso naquela disputa anterior à subida da Eau Rouge.

Creio que não haja muito mais a dizer, a não ser que Webber só teve dois ou três momentos de brilhareco como este em 2011, enquanto Alonso se firmou como monarca absoluto na Ferrari.

Piores

Posso resumir tudo em um texto só: as três mortes, de Gustavo Sondermann, Wheldon e Marco Simoncelli.

A primeira é mais revoltante porque se tratou de uma repetição do que havíamos visto em 2007 com Rafael Sperafico, por essa gente que monopoliza o esporte e o trata como um viés meramente financeiro. Quase nove meses depois, nada foi feito na prática para que a situação não volte a acontecer: a tal chicane em Interlagos é só um paliativo. E como hão de matar a Copa Montana no fim do ano que vem, ninguém vai investir uma pataca (uia!) para que o carro mude tecnicamente.

Wheldon foi a mais absurda das fatalidades. A corrida em Vegas foi uma falha em termos promocionais e se viu obrigada a mudar de tática para que, além da decisão, tivesse um outro atrativo. Fez de Wheldon uma roleta de 5 milhões de dinheiros americanos, e se vencesse davam metade para um torcedor na arquibancada. Poucas voltas, um acidente múltiplo, e Dan me bate a cabeça no alambrado depois de decolar e morre instantaneamente. A vida tem dessas…

E uma semana depois do acidente de Wheldon, acontece com Simoncelli, o piloto mais perto do estrelato que a MotoGP vinha formando.

 

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A várzea de rodas, 7

SÃO PAULO | Soube ontem que o Felipe Motta, da rádio Jovem Pan, foi roubado na saída de Interlagos domingo à noite, por volta de umas 22h. O jornalista sofreu uma espécie de arrastão e seus pertences todos foram levados, entre eles documentos, equipamentos da rádio, iPhone e máquina fotográfica.

Nós do Grande Prêmio devemos ter deixado o autódromo pouco tempo antes. Resolvemos parar ali no portão 7 para esperar o Marcelo Ferronato, que nos pediu uma carona. Não deu 2 minutos para que um cara suspeito se aproximasse. A Evelyn Guimarães acelerou assim que percebemos.

A 100 metros dali, há um posto policial.

Dias antes, o Bruno Ferreira, do Tazio, foi fazer uma matéria no entorno da praça automobilística, cuja pauta era o público. Teve de passar no meio da favela. Foi abordado por um policial, que lhe pediu que se afastasse pela periculosidade. Questionado sobre a presença da polícia, ouviu como resposta o seguinte: “Vai que alguém de nós não esteja ou saia para tomar um cafezinho…”

Bruno, lembre-se, teve seu laptop levado da sala de imprensa do Anhembi, na etapa da Indy em maio. O colega Lucas Santochi, idem.

Há quem diga que patrocinadores da McLaren foram roubados também no fim de semana. A prefeitura e o estado, em vez de proporcionar segurança a todos e tratar o assunto como absoluta prioridade, prefere cuidar da maquiagem, deixar tudo bonito. Porque camuflar é cuidar.

E é por isso que casos como este acontecem todos os anos, impreterível e infelizmente.

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Brasilândia, 17

INTERLAGOS | É o último post, este, direto de Interlagos. Enfim, terminou a mais longa temporada da F1, a que chegou mais longe no ano para todos nós. Um ano que, na pista, começou arrasador em termos de emoções, mas que, tão logo todo mundo tomou mão das novidades (DRS e pneus Pirelli), o negócio voltou a ser o que era.

Vettel e Red Bull formaram uma aliança perfeita. Aqui mesmo isso foi demonstrado. Não fosse a encenação que faria inveja a Paulo Autran e Fernanda Montenegro, o alemão ganharia com um pé nas costas a corrida de hoje. Pisaria ainda mais em Webber, cuja vitória não apaga o campeonato abaixo da crítica para quem tem um canhão nas mãos.

Button e Alonso fizeram excelentes campeonatos. O Jenson de 2011 é melhor que o campeão de 2009. Aquela vitória no Canadá foi de encher os olhos. Alonso também fez o máximo que podia com um carro bem limitado. Mas uma campanha de 11 pódios, sendo um deles no lugar mais alto, demonstra que o espanhol é um dos melhores.

Hamilton só precisa colocar a cabeça no lugar. O abraço em Massa depois da corrida de hoje para eliminar as indiferenças é um indicativo de que, pelo menos, Lewis refletiu as coisas que fez (mal) no ano. E Felipe, coitado… o bom de Massa é que se trata de um cara transparente. O ano foi péssimo, e ele nunca escondeu. O ano tem de ser cancelado, e ele vai e fala. A imprensa e a torcida cagam em sua cabeça, e sua cabeça se mantém firme — e não arquiteta vinganças ou permite mágoas. Enquanto piloto, Massa terá de ser Massa² em 2012 pelo menos. Para não ter de viver a agonia pela qual passa Barrichello.

Rubens completou 19 temporadas e está mais longe do que perto de fazer a 20ª. Todos os colegas expressam publicamente o desejo de compartilhar com ele mais uma temporada, mas não é prioridade nem na Williams nem na Lotus. Barrichello mantém a esperança de arrumar um lugarzinho na F1 e preferiu o risco grande de enfrentar a incerteza do futuro a ter de aceitar a derrota com a celebração devida pelo ponto final.

E tem Senna, que apareceu bem em algumas ocasiões e também vive a mesma agonia de Barrichello. Bruno é outro que não camufla a realidade, e isso é um ponto altamente favorável e apreciável, só que precisava ter feito mais. Em alguns momentos, o erro partiu dele; noutros, a Lotus Renault e seu carro não contribuíram. Hoje,  particularmente, tomou uma punição que, como tantas outras em outros tempos, seria considerada absolutamente como incidente de corrida, só que a FIA e seus comissários tem apresentado uma rigidez de internato. Senna precisa ser avaliado uma temporada inteira. Aí, sim, será mais justo notar do que ele é capaz.

O carro-chefe acabou, e nos resta agora acompanhar a movimentação do mercado e preparar o terreno para 2012. Nós aqui em casa nova, e oxalá parte do que planejamos dê certo para que seja mantido esse padrão de cobertura que aplicamos ao longo destes últimos quatro dias.

Fiquei extremamente orgulhoso do trabalho feito este ano pela equipe, que teve as estreias ‘in loco’ da demitida Evelyn Guimarães e do faminto Fernando Silva. Nem parecia que era a primeira vez; tiraram de letra. Foram lá, entrevistaram meio mundo, trouxeram informações, fecharam a sala de imprensa em alguns dias, correram pra lá e pra cá. Dois monstros desta nova geração do jornalismo, ainda que sejam velhacos. Não posso dizer o mesmo de Flavio Gomes, mas ele está no caminho. Um dia há de aprender.

E também devo exaltar o grande apoio da retaguarda, feito pelo Felipe Giacomelli, pela Juliana Tesser e pelo Mauro de Bias, outros três fantásticos membros de grupo novo de gente competente — bem restrito, pena — que surgiu e que faz parte do nosso time. Foram três guerreiros prestativos do terceiro milênio. Acho que alguém já falou algo parecido por aí, não sei bem.

Enfim, a lojinha está fechando por aqui em Interlagos, e parte do povo nos espera no bar para comemorar o sucesso e a vida, junto com o pessoal da Estadão/ESPN, que deu um banho de cobertura no rádio neste debute. Everaldo Marques, Conrado Giulietti, Tonhão Strini, o prata da casa Thiago Arantes, José Renato Ambrósio e Julio Gomes, praticamente parceiros de cobertura e grandes amigos.

No ano que vem, voltaremos. E mais fortes. Podem cobrar.

 

 

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Brasílândia, 16

INTERLAGOS | Números oficiais passados pela organização do GP do Brasil, sobre o público que compareceu às arquibancadas de Interlagos: sexta, 19.602, e sábado, 53.231.

Os números são 13% inferiores aos de 2010.

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Brasilândia, 15

INTERLAGOS | Giorno a tutti. Nuvens, muitas nuvens, tranquilidade, paz e certa quietude. É um GP do Brasil estranho, esse, sem decidir nada, sem muito interesse do público. Mas há coisas boas e muito legais acontecendo. Tipo a de Nelson Piquet andando com a Brabham de 1981, com a qual conquistou seu primeiro título na F1.

Olha só a sequência de fotos do germânico Carsten Horst no warm up agora há pouco.

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Brasilândia, 14

INTERLAGOS | Daí o camarada me pega e tira o recorde de Mansell, o de recorde de poles em uma temporada. E o que o camarada faz? Vai e tira uma com a cara do Leão.

O camarada é simplesmente genial.

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Brasilândia, 13

INTERLAGOS | Dois representantes da organização do GP da Coreia estão em Interlagos visitando as instalações e aprendendo os macetes do que é feito nestas terras. Acompanhados por Marília Frias, da assessoria de imprensa do GP do Brasil, ambos estiveram na sala de imprensa e viram cada ponto da área onde trabalhamos.

Lá na área do catering (alimentação), o casal coreano estava observando as duas geladeiras que conservam as bebidas e os sanduíches, e em inglês, o senhor de aparentemente de 60 anos perguntou: “It’s beer?”. Quando ouviu que não, completou: “Malaysia has beer”.

Acho que vou para Sepang cobrir a corrida em 2012…

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Brasilândia, 11

INTERLAGOS | Só um sinal de como as coisas estão caminhando em termos de patrocínio na Venezuela — leia-se PDVSA.

Ernesto Viso está aqui em Interlagos, ciscando aqui e ali. “Sim, estou conversando com algumas equipes”, me disse há pouco no paddock. Companheiro de Kanaan na KV, está garantido na Indy em 2012, só que ao contrário. “Não vou ter o apoio da PDVSA”, confirmou.

É a questão do congresso da Venezuela, que está analisando todos os contratos da petrolífera.

Daí é só aplicar a relação para Maldonado e Williams.

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Brasilândia, 9

INTERLAGOS | Só na paz, este sábado tranquilo para se chegar a Interlagos. Por enquanto, o sol predomina, mas já há algumas nuvens na capital paulista. A previsão diz que o tempo muda, que vem chuva, que ela vem da represa, e por aí vai. As equipes trabalham com esta situação, também. Na Williams, 65%; pelo Climatempo, 80%.

Um detalhe válido para quem estiver chegando de carro e quiser estacioná-lo nestes muitos lugares disponíveis que se formam nas redondezas: tem gente cobrando até 100 dilmas para tal.

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Brasilândia, 8

INTERLAGOS | Mundo Deportivo e Marca, dois importantes jornais espanhóis, com certas ressalvas críveis, noticiaram hoje que esfriaram bastante as negociações outrora avançadíssimas entre Raikkonen e a Williams.

O anúncio que a equipe inglesa pretendia fazer aqui no Brasil foi adiado porque não há mais acordo entre as partes, noticiou o primeiro jornal, sem dar outras explicações.

O segundo periódico afirmou que Raikkonen pediu € 12 milhões e que o acordo que Frank Williams tentou fazer com o banco do Catar não deu certo. Assim, a decisão do dono da escuderia de Grove é apelar para quem leve um punhado considerável de tutus. E quem aparece bem na fita é outro finlandês, que corria muitíssimo por fora: Valtteri Bottas.

Outras mídias têm ressaltado muito Sutil. Barrichello tem ido atrás de R$ 7,5 milhões e faz sua parte. Giedo van der Garde tem a maior quantia.

Lindo, esse cassino da F1.

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Brasilândia, 7

SÃO PAULO | Pilotos que apareceram nesta sexta-feira em Interlagos, a quem interessar,  e se interessar, possa: os irmãos Cacá e Popó Bueno, Tuka Rocha, Daniel Serra, Thiago Medeiros, Fábio Carbone e Gil de Ferran.

E Ernesto Viso, piloto PDVSA como Maldonado.

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Brasilândia, 6

INTERLAGOS | Ontem no fim da tarde, início da noite, Massa deixou o autódromo e, ao passar a catraca de entrada/saída do paddock, deparou-se com quatro torcedores.

Um deles, levemente acima do peso, vestia uma camiseta da McLaren e pediu para que o ferrarista tirasse uma foto com ele. Massa fez um sinal que não, meio que às pressas, e foi-se.

Nisso, o fã não perdeu a pose e soltou, também fazendo com as mãos ao peito: “O Hamilton mandou um abraço…”

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Brasilândia, 5

INTERLAGOS | Ah, Interlagos. Segundo dia de cobertura do GP do Brasil — e não GP Brasil, não é turfe —, e as coisas estão bem corridas. Primeiro que encontramos, Evelyn Guimarães e Fernando Silva inclusos, Nelson Piquet na entrada do paddock. Estava lá, falando do filho (“ele faz tudo sozinho”) e de Massa e sua pancada, comparando com a que teve em 1992 (“não tem jeito, você muda”). O material com Nelsão está lá no Grande Prêmio.

O treino está rolando neste instante na seca cidade paulistana. Ao longo do dia, mais groselhas, como sempre.

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