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Wet’n'Indy, 3

ANHEMBI | Giorno. E molhado. Muito molhado. A corrida da Indy nasceu, mesmo, para ser disputada sob chuva intensa no Anhembi. Não adianta a patuleia que organiza a parada toda rezar e torcer contra. Com o aguaceiro que tem vindo, difícil imaginar que não haverá problemas no sábado e no domingo. Enfim.

Vamos a algumas infos colhidas da base aqui no sambódromo & adjacências: a direção da Indy solicitou que fossem enviadas fotos, vídeos e relatórios daqui para a China. Segundo a avaliação da categoria, a organização da corrida preparada é exemplar fora dos Estados Unidos e deve servir de base para que a primeira corrida no país asiático, nas ruas de Qingdao, seja realizada.

Uma das tarefas das quais Helio Castroneves estava incumbido de participar ontem era a de levar seus companheiros Will Power e Ryan Briscoe à famosa rua 25 de Março. A ideia era levar os australianos para fazer compras para o Dia das Mães. No entanto, a chuva intensa na capital paulistana interferiu os planos do grupo da Penske.

A velhusca pauta do primeiro motor ligado teve em Bia Figueiredo suas atenções. Aconteceu por volta das 10h20 de hoje. A pilota brasileira tem sua primeira chance de duas, pelo menos, correndo pela Andretti.

E esta é Evelyn Guimarães, produzindo para não ser demitida.

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A corrida do imposto

SÃO PAULO | Não deve ter sido privilégio só meu ter recebido o não muito aprazível carnê de pagamento do IPTU com uma foto de uma corrida porque as pessoas responsáveis por tal mal devem saber que milito no jornalismo desta área há alguns anos. Assim, os moradores desta não muito sossegada cidade de São Paulo devem ter visto em suas caixas de correio o mesmo papel de cobrança.

É uma foto singela, puxa vida, que quebra os padrões normais, burocráticos e frios. Há uma cor naquele papel, como se fosse um alento para quem paga o imposto da sua casa, própria ou não.

Mas não é bem isso, a gente sabe bem, a foto que ali está é uma promoção da corrida que vai acontecer ainda neste mês, no fim do mês, a corrida da Indy, a corrida no Anhembi, a corrida às margens do Tietê. Dia 29 de abril, como bem indica a data da foto.

Por promoção, entendo que a prefeitura paulistana esteja fazendo uma propaganda em seu carnê de IPTU a seus habitantes da etapa que vai correalizar (que palavra horrível) com a TV Bandeirantes. Mas noto, com certa rapidez, que a foto não me remete bem à Marginal ou à Olavo Fontoura ou à reta do sambódromo.

Reparo a reta principal, a curva de um circuito oval, o povo ali atrás na arquibancadas, o alambrado à esquerda, o muro dos boxes e os integrantes das equipes com as placas, a linha de tijolinhos e posso concluir, com quase certeza, que é Indianápolis.

Considerando que seja em Indianápolis, posso ainda ter algumas dúvidas, noto que a foto parece ter Helio Castroneves ali à esquerda, com Vitor Meira logo atrás, isso está claro. Meira correndo na Panther. E tem um carrinho verde ali atrás que posso garantir ser Tony Kanaan. Na Andretti. Posso assentir que a foto é de 2008 ou 2009, e imagino que são tempos difíceis, estes, para se buscar uma imagem ligeiramente mais recente da corrida.

Entendo que a prefeitura deste douto prefeito no qual não votei precise angariar cada vez mais dinheiro, até porque já criou muitas proibições com as quais tenta lucrar, mas, puxa vida, cobrar-me IPTU de Indianápolis talvez seja um exagero. É bem verdade que estive três vezes lá, mas não julgo que seja motivo para me sobretaxar do uso do hotel e das dependências do famoso autódromo localizado em town of Speedway, Indiana, USA.

Se insistirem, talvez eu considere propaganda enganosa o que eles tentam me vender no carnê e tome a terrível medida de ir ao Reclame Aqui.

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A ação da TV

SÃO PAULO | Duas informações que ouvi ali e acolá, que não vão mudar o rumo do mundo, mas que só entram a título de curiosidade e envolvem a TV Bandeirantes.

1) Tão logo viu que Barrichello se animou com seu primeiro teste na Indy, os executivos da emissora paulista chamaram o piloto para uma reunião a fim de convencê-lo a correr na Indy. Tiveram papel salutar, pois, na decisão do brasileiro, que se tornou o xodó da TV.

2) Sim, a Bandeirantes só transmitiu a corrida de São Petersburgo até o fim porque era Castroneves quem estava na liderança — apesar de a área de vídeos do site da emissora apontar que a vitória foi de Kanaan. A ordem é a seguinte, quando conflitar com o futebol: só passar se brasileiro estiver na ponta. Ou seja…

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Quem canta o Hino?

SÃO PAULO | A ordem veio rápida e rasteira da Andréa Leite, mulher influente no mundo da Indy. Algo meio assim: “Pergunta naquela merda de blog o que acham.” Respondi, fino, com um “sim, minha ama e senhoura”.

Gostaria, mui encarecidamente, de questionar aos gloriosos leitores de suas opções musicais a respeito do cântico do Hino Nacional Brasileiro antecedendo a etapa às margens do Tietê. Gostaria de lembrar, caso seja necessário, que devem evitar galhofas (mentira), pois já as tivemos no ano passado com o juvenil Luan Santana.

Gratos por sua atenção.

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Não perde (mais)

SÃO PAULO | O prato vai estar bem cheio nesta semana para quem gosta de automobilismo. Mais F1, de madrugada, com a corrida da Malásia, e o começo da Indy, na temporada mais esperada dos últimos tempos. É ver se a McLaren é a nova grande força e a estreia de Barrichello em terras americanas.

A TV Bandeirantes vai tratar o evento com dedicada atenção. Como no ano passado, vai mandar sua equipe ‘in loco’ para a narração da corrida na São Petersburgo da Flórida. E não vai ter Bryan Riscoe, Takumo Sato ou Simona di Silvestre: é Téo José quem vai comandar a transmissão, e por isso deve estar vertendo uma cerveja. Sem álcool, claro. O jornalista viaja na próxima quinta-feira com o comentarista Felipe Giaffone — e, portanto, não vai fazer pela rádio Jovem Pan a etapa F1zística em Sepang.

No ano passado, Luciano do Valle é quem estava responsável pelas principais transmissões da emissora paulistana. Problemas de saúde — que não se iniciaram recentemente — afastaram o locutor dos microfones há cerca de dois meses.

A corrida em St. Pete tem início marcado para as 13h30 (de Brasília) do domingo. Gostaram?

Adendo 1: o Tiago Souza, do ótimo TV a Ver, disse que a audiência da corrida da F1 na Austrália rendeu 6 pontos à Globo no Ibope. Pouco, hein?

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Bia e a Andretti

SÃO PAULO | Em meio ao horário do futebol, Libertadores e Copa do Brasil, uma notícia de última hora: Bia Figueiredo, que esteve hoje na Flórida de macacão e tudo tirando fotos e participando do dia da imprensa da Indy, vai participar dos treinos de amanhã.

A pilota vai treinar com um carro da Andretti, mais especificamente o de James Hinchcliffe. Será a primeira vez de Ana Beatriz em uma equipe diferente da Dreyer & Reinbold, atual Lotus DRR. E já se fala que a brasileira, patrocinada pela Ipiranga, está garantida em pelo menos duas corridas no ano: a do Anhembi e as 500 Milhas de Indianápolis.

A temporada 2012 da Indy tem apenas três brasileiros confirmados: Tony Kanaan, Helio Castroneves e Rubens Barrichello. Vitor Meira deixou a categoria para correr na Stock Car. Raphael Matos e Bruno Junqueira ainda rondam o campeonato.

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O que será que será

SÃO PAULO | Anúncio divulgado nos grandes jornais hoje.

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O caminho a seguir

SÃO PAULO | Habemus anuncium, e lá no WTC de São Paulo, a fumaça indicou o que todo mundo já sabia: Barrichello se torna o novo astro da Indy e a maior aquisição da categoria em 19 anos — curiosamente o espaço de tempo que ele ficou na F1 —, tal como a menina dos olhos da TV Bandeirantes.

E se faz válido analisar estas três peças.

Barrichello primeiro, claro. É um bem danado a Rubens no âmbito esportivo. É curioso ver que ele será um estreante no ano em que completa 40. Mais ainda, que ele será o mais velho de todos — Davey Hamilton e Paul Tracy não devem fazer a temporada toda. Um novato decano. Coisas da vida. Enfim, Barrichello tem tanto sua mente e seu físico voltados às corridas que seria impossível vê-lo tirar um ano sabático, que certamente o deixaria cômodo demais para que tentasse uma volta em 2013. Sua irmandade com Kanaan o levou a topar o desafio de guiar o carro. Sua qualidade o fez mandar bem nos testes. Seu peso chamou patrocínio. Sua obstinação dobrou o veto e o muxoxo da mulher Silvana. Com tudo conspirando a favor, não havia como não chegar a um acordo com Jimmy Vasser, que veio ao Brasil para participar da coletiva.

Curiosamente, Barrichello acaba por apagar sua saída sombria da F1 sem aquela despedida digna que (se) merecia. Porque ele justamente vai para a Indy como o grande nome, em substituição a Danica Patrick. Rubens vem também no momento mais propício possível, em que a Indy abandona suas carcaças velhas da Dallara para pegar chassis novinhos em folha, numa KV crescente com motores confiáveis da Chevrolet — que volta pelas mãos da Ilmor, preparadora dos antigos Honda — e com apoio irrestrito, esportivo e técnico, de Kanaan. Assim, não é viajar muito pensar que Barrichello alcance o mesmo êxito de Mansell em 1993. Cai no clichê do difícil, mas não impossível.

À Indy, nada melhor. Para quem quis transformar Wheldon em um super astro numa prova e o viu sair dela morto, a presença de Barrichello é uma ressurreição ideal. Mesmo de longe, observa-se entre os americanos uma certa euforia. É como se a série que havia rachado depois de 1995, cambaleado até 2008 com a fusão com a Champ Car e ainda não se achado apropriadamente até então, com mudanças em seu comando e decisões dúbias durante as corridas, tivesse enfim um valor. Os planetas parecem devidamente alinhados numa temporada mais curta do que o convencional. Se for válida, excelente.

E tem a Bandeirantes. O grupo de comunicação omitiu de seu público, em todas as suas mídias, a informação que já tinha há algum tempo, completa — a que todos já sabem. Tem quem não veja problema nisso. Pena. Se um dos pilares do jornalismo é o furo, a emissora do Morumbi preferiu embalar a notícia de Barrichello em um mega evento, com transmissão ao vivo por rádio e TV, nos moldes que a Globo fez na F1 com Senna e a Williams. Aliás, as TVs no Brasil geralmente são parceiras de eventos esportivos, e como um membro da Bandeirantes disse em off, não conseguem achar uma forma de coexistir com uma independência editorial. Daí a ausência de críticas. É por isso que, enquanto aliada de prefeitura paulistana e governo paulista, a Band se presta a até deturpar a realidade nos vários defeitos e problemas apresentados nas corridas realizadas no Anhembi. “Espaço para bom jornalismo mesmo é cada vez menor e, pior, cada vez mais controlado e dirigido. Somos ilhas nesse mundo”, sintetizou o mesmo funcionário da casa.

Resumidamente, o interesse comercial atropela o jornalismo. Assim, ter Barrichello no ‘elenco’ é uma dádiva. A Bandeirantes agora sabe que detém na mão um grande produto de audiência. Rubens, mal ou bem, é centro das atenções. Não à toa que a emissora deixou de prontidão todas as suas equipes e deu um tom até de que foi grande auxiliar no acordo do piloto com a KV. Teve até um “parabéns em nome de todo grupo Bandeirantes de comunicação” ao vivo no meio da coletiva. Isso já denota o que devem ser as transmissões neste ano: Barrichello belo e divino, o melhor brasileiro de todos os tempos do automobilismo, o mais perfeito, o mais bem sucedido, o mais carismático, o mais mais.

E aí, Barrichello vai ser tão bem tratado, por assim dizer, quanto era em seus tempos de Globo. Se era alvo do ‘Casseta’ lá, vai se tornar astro do ‘CQC’ e do ‘Pânico’ — só que será blindado de início até porque a Bandeirantes deve determinar que não ousem falar mal dele. Se havia um desejo e uma esperança em não ver aquele Rubinho do Brasil-sil-sil manipulado e reclamão, há controvérsias. E se Rubens tirou uma lição do que passou na F1, seria de bom grado que não mergulhasse nos mimos e regalos que a Band vai ofertá-lo.

Seria bom que Rubens, neste renascer da carreira, já caminhasse por si só.

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Apoiando Barrichello

GRAVATAÍ | Tempo atrás escrevi aqui que a BMC, que apoiaria Barrichello na F1 até por sua ligação com a Coreia — é uma representante da Hyundai no Brasil — não teria intenções iniciais de fazer o mesmo com o brasileiro na Indy por sua pouca influência na América.

Pois tal posição foi revista. Os diretores da empresa “estão tão fascinados com as corridas”, segundo uma fonte, que este ponto acabou sendo descartado. Ou seja, é a BMC quem vai aparecer na KV de Barrichello. E até se comenta que pode ser no carro todo.

A BMC, Brasil Máquinas, vende escavadeiras e empilhadeiras, e entrou de vez no automobilismo no ano passado, com uma equipe na Stock Car e patrocinando o Desafio das Estrelas.

No Twitter, Barrichello prometeu um anúncio de seu futuro — certo e já sabido — para o começo da semana que vem. Neste fim de semana, Rubens testa em Sonoma. Aguardemos, pois.

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A nova Lotus da Indy

GRAVATAÍ | Foto que a Dreyer & Reinbold, agora Lotus DRR, tirou há pouco da nova pintura do carro da Indy para 2012, que será guiado por Oriol Servià e um segundo piloto ainda à escolha da equipe. A Lotus vai adotar o aurinegro em todas as categorias que disputar.

Correção: E, NÃO, a Dallara NÃO tem um chassi com um leve bico de ornitorrinco. Pessoal nos comentários tem absoluta razão.

 

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Águas de março

GRAVATAÍ | Ao site GPUpdate.net, Barrichello não disse nada de novo em relação aos sentimentos e desejos que tem para 2012, resumidos ao antigo slogan ‘I am Indy’, voltou a exaltar o apoio que tem tido do povo no Twitter, o carro, o ambiente e a vida diferente da categoria, mas ali pôs uma data para o anúncio de sua decisão: o início de março.

Fevereiro é um mês curto, Carnaval tá aí, ninguém tá pensando muito em anunciar alguma coisa porque é festa e Momo precisa ganhar as ruas. O acordo com o time de Jimmy Vasser não havia sido assinado até ontem, mas, assim que feito, não há de demorar mais do que um ou dois dias para alguém saber da assinatura no papel e divulgá-la, aqui ou lá.

Barrichello não vai levar tanto tempo assim para fechar com a KV justamente porque está tudo certo. O tempo, aliás, é o que menos importa: o brasileiro vai correr a temporada toda, ovais devidamente inclusos. A próxima discussão é: será Rubens o novo Mansell da Indy?

E tal resposta pode vir nos testes da semana que vem em Sonoma. Se a primeira impressão é a que fica, Barrichello pode deixar o bigode crescer e pedir à KV que lhe dê o carro 5, com o número em vermelho.

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Interessante

SÃO PAULO | O novo diretor de provas da Indy pretende chacoalhar a categoria neste ano para que 1) a morte de Dan Wheldon seja devidamente esquecida por todos e 2) a passagem de Brian Barnhart, idem. Em coletiva há pouco em Indianápolis, Beaux Barfield começou a anunciar algumas mudanças.

A primeira delas vai acontecer na corrida de Iowa, único oval com 7/8 de milha. Em vez de um treino classificatório convencional, feito pela média de duas voltas rápidas, o grid de largada para a prova marcada para 22 de junho será feito com base em três corridas de 30 voltas com grupos determinados.

Estes grupos terão como base o resultado nos treinos livres. Os dez primeiros no combinado dos tempos vão disputar uma espécie de superpole, definindo em sua corrida tais posições para o grid. A segunda leva terá os pilotos que terminarem na posição ímpar das sessões preparatórias e que se classificação para a fila ímpar do grid — 11º, 13º, e por aí vai). A terceira, então, será relacionada aos números pares.

A Indy terá pelo menos 26 carros no grid neste ano, com grande chance de chegar a 30. A chegada de Barrichello ajuda na promoção do evento: um ex-F1 que fez muito na carreira e nos testes preliminares em Sebring e que terá, provavelmente, uma atenção especial da categoria tanto nos EUA — sem Danica Patrick — quanto no Brasil — os diretores da Bandeirantes tratam o caso com muito carinho. Os carros novos e a competição entre montadoras contribui. E ideias inovadoras — ainda que aparentemente complexas — são sempre bem-vindas. A Indy pinta muito bem para este ano, sim. Diria que vem com a mais interessante das temporadas dos últimos anos, talvez a maior desde a bifurcação provocada por Tony George em 1996.

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Tempo e dinheiro

SÃO PAULO | Tempo é dinheiro, diria a poetisa Evelyn Guimarães ao verter um mojito, e esta relação é perfeitamente aplicável a Barrichello para que a transição para a Indy seja realizada. Neste período de uma semana depois do teste em Sebring, o brasileiro iniciou uma série de reuniões para levantar o montante que precisa para levar à KV e saber como é o relacionamento de bastidores da categoria em território local.

A pouco mais de um mês e meio do início da temporada, Barrichello ouviu da KV de que precisa de 3 milhões de obamas para correr — situação semelhante à vivida por Kanaan no ano passado, no afã da quebra do acordo com a equipe de Gil de Ferran; aliás, Tony ainda precisa fechar seu orçamento, com cerca de metade das cifras antes mencionadas. Tão logo terminou de experimentar o DW12 na Flórida, Rubens veio para o Brasil engajado nesta meta porque quer a Indy para sua vida — como confirmou ontem no programa ‘Jogo Aberto’, da Bandeirantes.

Na emissora paulista, aliás, foi conversar com a cúpula e os diretores responsáveis pela parte esportiva para entender como se dá a divulgação e o que pode oferecer nas empresas com as quais conversa para convencê-las a apoiá-lo.

Fosse na F1, Barrichello teria o apoio da BMC (Brasil Máquinas), representante da Hyundai. Não é o caso na Indy. A empresa não tem interesse no mercado americano e havia crescido os olhos no principal campeonato do mundo principalmente por causa do GP da Coreia. Mas Rubens tem lá seus contatos bem feitos com Nestlé e Itaipava — que copatrocinaram a etapa do Anhembi no ano passado — e a Locaweb, que o apoiou nas últimas provas que fez pela Williams.

Se a conta fechar, Barrichello liga, manda um telegrama ou uma carta de amor para Jimmy Vasser apresentando-se como novo membro do time, e aí todo um procedimento começa a ser (re)feito: o de avisar à Dallara para que um novo chassi seja construído, tal como a Chevrolet para encomenda de um novo motor, algo que deve consumir uns 20 dias. Como a KV já tinha três carros no ano passado, a tarefa de formar um novo grupo de mecânicos e engenheiros não é das mais complicadas.

Grande responsável pela guinada na carreira de Rubens, Kanaan só não vai abrir mão de uma coisa para o amigo: o número do carro. Já estava definido há algum tempo que Tony vai voltar usar o 11, coincidentemente o de sorte de Barrichello, que vai correr com o número 8 se as coisas derem certo.

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Investimento pesado

SÃO PAULO | Apesar de ter tirado o pé em terras brasileiras, o Grupo Petrópolis vai continuar seu investimento no automobilismo lá fora. E forte.

A principal marca de cerveja, Itaipava, e o energético TNT já estão fechados por mais uma temporada com Kanaan. A companhia está em negociação com Barrichello. Para completar o assunto Indy, o que é certo é que não haverá acordo com Castroneves, de comum acordo.

E o grupo chega à F1 de vez para tentar bater de frente com a Red Bull. Já está assinado um acordo, polpudo, com a Ferrari para que a marca TNT seja exposta entre os membros da equipe italiana, com destaque para os squeezes, as garrafas utilizadas pelos pilotos.

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O que fez o teste de Barrichello

SÃO PAULO | Uma história de bastidor ali na KV. Ernesto Viso não é lá um dos mais bem vistos ali na garagem do time de Jimmy Vasser, também porque o rapaz pouco traz em termos de acerto e bate à beça. Os mecânicos deviam até pensar em pedir para ganhar por hora-extra para consertar os chassis. Coitados. Enfim, no ano passado, conseguiu barganhar um desconto para fechar a temporada toda. Neste ano, Vasser bateu o pé e exigiu que o rapaz levasse o dinheiro necessário de tabela pela vaga.

Eis que Viso tentou fazer o mesmo que em 2011 e achou que testaria o carro novo da Dallara pela KV em Sebring belo e pimpão. Daí o venezuelano foi surpreendido com a chegada de Barrichello, e se num primeiro momento a equipe dividiria o carro 11 entre Rubens e Kanaan, jogou o brasileiro oriundo da F1 no carro 5.

Viso sentiu o golpe, ainda mais com o resultado que Barrichello obteve – realmente impressionante para todos (demais pilotos, KV, Chevrolet, a mulher Silvana). Ameaçado, correu para assinar o contrato, no preço que Vasser queria. Por isso que na quarta-feira retomou o comando do carro 5, fazendo com que os brasileiros compartilhassem o outro bólido.

Assim que os testes terminaram, Barrichello voltou ao Brasil para conversas com patrocinadores. Está empolgado demais para correr e precisa avisar rapidamente de seus planos para que a Dallara prepare mais um chassi para a KV. Kanaan sorri de orelha a orelha com isso porque finalmente vai ter alguém em quem confiar para trabalhar no acerto do carro, o que faz Vasser também sonhar mais alto.

A única pessoa que não achou o melhor dos mundos o ótimo teste e continua relutante é Silvana. Podem até convencê-la a dar o aval, mas ainda vai ver Barrichello sentar num carro da Indy meio que a contragosto.

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