O dono da bola
É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está no Grande Prêmio, isso há quase 9 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para “Folha de S.Pauloâ€, “Lance!†e “Quatro Rodasâ€, foi repórter da edição brasileira da “F1 Racingâ€, cobriu F1, Stock Car, a Indy e três edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Conheceu cidades como São LuÃs e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou o caminho certo. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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@gianoddi pódeixá. vai tarde, mas vai. tô enroladÃssimo. 20 minutes ago
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@Mahanibs sim, manda. 51 minutes ago
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Como não gostar da dupla da Sauber, a melhor da história? #F1 1 hour ago
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Otro mito. RT @fagnermorais: E o @SChecoPerez me ganhou como fã. Melhor capacete de todos os tempos da história da F1: http://t.co/vs9FKmCr 2 hours ago
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Lindona! RT @RONEIRECH: @flaviogomes69 Bela foto nao? http://t.co/PXhLJtw9 2 hours ago
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Vero. RT @estadodecirco: Acho que não houve qualquer destaque para o belo 13º lugar da Bia no grid das 500 Milhas. Estou errado, @vitonez? 3 hours ago
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Fantasiar. É diferente. E ela é maluca. Não duvide. RT @maria_fro: Acho que abuso sexual é muito grave pra inventar... 4 hours ago
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@maria_fro Eu acho essa moça maluca. Não dá para levar muito a sério o que diz. 4 hours ago
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Essa moça é biruta. RT @rcarrapatoso: Disse ! Foi o padeiro, o peixeiro, o amigo do pai, o vizinho, etc ......... 4 hours ago
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E a Xuxa disse quem, afinal, abusou dela? 4 hours ago
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Arquivo da tag: Indy 500
Satisfaction
SÃO PAULO | A edição 96 da Indy 500 terá uma atração diferenciada, digamos assim. A organização vai ter uma manhã de domingo musical, o Snake Pit, e se estava acostumada a convocar bandas de rock para tocar na semana do evento, a organização da principal prova do mundo vai numa pegada mais eletrônica.
O italiano Benny Benassi é quem será o protagonista do evento, iniciando suas atividades techno a partir das 8 da manhã. Benassi ganhou o mundo no fim dos anos 90/começo dos 2000, com os hits ‘Satisfaction’ e ‘No Matter What Do You Do’. E tem obras mais ousadas como a ‘Who’s Your Daddy’…
Acho que eu vou querer ir de novo.
Parlatório
SÃO PAULO | Horas atrás, Jean Alesi confirmou que vai voltar às pistas e tentar participar das 500 Milhas de Indianápolis no ano que vem, via Lotus — atual patrocinadora da KV e que estará certamente em outra equipe da Indy.
A pergunta é: que ex-piloto da F1 você gostaria de ver participando da Indy 500?
Votifalá que, no mesmo nÃvel de Alesi, seria curioso ver Heinz-Harald Frentzen.
Hoosiers, 31
INDIANÃPOLIS | E disse Wheldon, capÃtulo 2011:
“Nós tivemos um carro rápido o mês inteiro. Não acho que tenha visto uma Penske na minha frente na corrida toda. Isso é um atestado para a equipe. A vitória foi emocionante, bem como para minha esposa e para meus filhos. E até onde sei, meu contrato expira hoje à meia-noite…”
O clique é de Carsten Horst.
Hoosiers, 30
INDIANÃPOLIS | Santo paladino do último giorno, o que foi este fim de prova? Indianápolis é isso. Não eram simplesmente todas aquelas voltas que a Ganassi ousou dominar a torto e a direito.
Mas ninguém ousaria imaginar o fim mais impressionante dos últimos tempos — muito mais que Al Unser Jr. e Scott Goodyear em 1992 ou Sam Hornish Jr. com Marco Andretti em 2006.
Foram os ‘cachorros pequenos’ que no fim surgiram para mudar a história de uma corrida histórica realizada neste domingo (29).
Danica Patrick apareceu com chances remotas e Bertrand Baguette parecia ter combustÃvel para chegar ao fim e conseguir uma zebraça daquelas.
Aà a vitória estava no colo de JR Hildebrand. Entenda: no colo. Mais no colo, impossÃvel. Tinha combustÃvel, carro bom, condições, torcida. Hildebrand, americano, da equipe patrocinada pela Guarda Nacional.
E o cabra vai e bate na última volta.
Na última curva.
Arrastado no muro, ainda parecia chegar na frente. Não.
Dan Wheldon, da pequena Bryan Herta com Curb e Agajanian, a equipe coração de mãe, o fez.
250 mil pessoas aqui no autódromo de Indianápolis, atônitos, assistiram a isso.
Tony Kanaan foi o melhor brasileiro do dia, terminando em quarto, atrás de Graham Rahal, da Ganassi. Oriol Servià ficou em quinto. Vitor Meira foi apenas o 15º, Helio Castroneves completou em 17º com uma irreconhecÃvel Penske e Bia Figueiredo foi a 21ª.
Saiba como foi as 500 Milhas de Indianápolis de 2011
Alex Tagliani pareceu se empolgar um pouco na largada. Foi acelerar, e quase pegou o pace-car, que recolhia para os boxes. Talvez isso o tenha feito tirar o pé do acelerador, e Scott Dixon e Servià aproveitaram para ultrapassá-lo. Mas o carro do canadense era tão bom que, na volta 6, já aparecia na liderança da prova. Seu companheiro, Townsend Bell, tentava escalar o pelotão e logo apareceu em terceiro, atrás do neozelandês da Ganassi. Na outra mão, Castroneves andava para atrás e não saÃa do 20º lugar.
A corrida transcorria estranhamente bem até surgir o primeiro acidente — que deve ter dado muita grana aos apostadores. Takuma Sato pegou a sujeira do lado externo da curva 2 e foi destruir o lado direito de sua KV Lotus. Pouco antes, Paul Tracy já havia raspado o muro da mesma curva. A bandeira amarela veio, e com ela as primeiras paradas nos pits.
A Sam Schmidt trabalho direitinho e manteve Tagliani na frente. O mesmo não pode se dizer da Penske de Will Power. Único piloto do time a até então ter um desempenho digno, o australiano arrancou dos boxes e segundos depois viu-se sem o pneu traseiro esquerdo. A porca não foi apertada — e certamente a do mecânico responsável há de apertar. O lÃder do campeonato caiu para um incômodo 29º lugar. Enquanto isso, Simona recuperava incrivelmente duas voltas: uma por ter evitado os pits e ter aparecido na frente do pelotão e a outra justamente por estar antes de Tagliani na relargada, o que fez o pace-car permitir seu realinhamento em pista.
Aà veio o primeiro temor dos pilotos: a relargada dois a dois. Todos a postos e tal, Dixon emparelhou, acompanhou Tagliani na entrada da curva 4 e passou o oponente por fora, retomando o primeiro posto. E a razão do temor fez-se presente — e deve ter dado mais grana ainda aos apostadores: Ernesto Viso tentou ultrapassar James Hinchcliffe por fora na reta principal, para ganhar uma insigne 16ª posição, e tocou rodas. O canadense conseguiu com maestria controlar seu carro da Newman/Haas, que já escapava de frente. Viso, não. Foi lá acompanhar o companheiro Sato. Foi lá dar mais prejuÃzo para Jimmy Vasser.
Nova relargada, e Tagliani deu o troco no fim da reta. Na volta seguinte, Dixon voltou a ultrapassá-lo. A briga vinha boa, intensificada pela aproximação de Franchitti e Wheldon. E num momento da volta 44, Alex acabou perdendo desempenho rápido e repentino e as duas posições.
De praxe, o nome da corrida no pelotão de trás vinha sendo Kanaan. 22º na largada, já era 16º antes dos pits, assumiu o décimo posto na saÃda, passou Meira na pista e com ¼ de corrida completada, ganhava de Carpenter a sexta colocação.
Num provável jogo de equipe, Franchitti passou Dixon na volta 60 para se tornar o terceiro diferente piloto a assumir a ponta da Indy 500. O neozelandês foi aos boxes na seguinte, justamente quando a segunda amarela do dia tremulou, com Jay Howard parado no muro interno entre as curvas 1 e 2. Motivo: outra roda que se soltava, assim, do nada. Ruim para Kanaan, que tinha ido para os pits em bandeira verde e despencou para 24º com o realinhamento do pelotão.
As Ganassi não relargaram lado a lado porque havia Bia Figueiredo como retardatária. Acabou provocando um rocambole, porque todos vieram babando para ultrapassá-la, e nisso Tagliani a superou junto com Wheldon para voltar a brigar direto com os carros vermelhos. Pouco depois, era Dixon quem tornava a comandar a galera. E os quatro iam juntos e misturados, sem diferença grande entre eles.
Uma nova janela de boxes se abriu na 97, com Wheldon sendo o primeiro dos pioneiros a ir, seguido por Tagliani e Dixon. A sorte sorriu de novo para Franchitti: James Hinchcliffe entrou forte à beça na curva 3 e foi deslizando no muro até a 4. Novos pilotos eclodiam: Servià e Andretti pintavam no top-3.
A presença de Castroneves como retardatário ajudou e atrapalhou Franchitti na reaparição da bandeira verde. Porque se parecia fácil manter o brasileiro da fraca Penske atrás, as coisas não foram tão simples. Helio partiu para recuperar a volta perdida e trouxe consigo Servià , que na volta 113 ganhava a liderança. Mais atrás, Dixon escalava o grupo com tranquilidade, Wheldon tinha alguma dureza e Tagliani ficou brigando pelo 15º, perdido.
O troco de Franchitti e a graça de Servià acabaram 16 giros depois. Mas não só passou como abriu. O ritmo de Franchitti era tão intenso que não tardou a encontrar Tagliani e aplicar-lhe uma volta. Era o até-logo do conto de Cinderella, como ficou conhecido o causo do pole da prova. Só os pits para pará-lo, e Franchitti foi em bandeira verde — a terceira vez seria demais — na volta 138.
Franchitti e Tagliani voltariam a ser protagonistas de momentos que lhes assustaram. O primeiro tinha vantagem confortável de mais de 7 segundos para Servià e Dixon e, com tamanha volúpia, chegou a raspar o muro da curva 3 quando foi tangenciar a curva. Tagliani, coitado, bateu na curva 4 indo na sujeira. A volta 148 representou, enfim, o adeus do sonho da vitória.
Naquela altura, Wheldon e Kanaan formavam o grupo dos cinco primeiros.
Ação de novo, novo problema nas relargadas lado a lado. Menos para Franchitti, óbvio. Era uma muvuca imensa de Dixon para trás que linhas de até quatro pilotos se formaram. Não deu outra: nova amarela, dessa vez pelo toque entre Ryan Briscoe e Townsend Bell. O primeiro vinha na linha interna na curva 1 e o segundo, por fora, tangenciou sem ver a presença do australiano da Penske. Juntos, sem violência, encontraram a parede. Isso porque Bell já havia entrado na curva 4 raspando no muro. Desastre duplo para a Sam Schmidt.
E para completar o desastre da Penske, Castroneves padeceu do mesmo mal de Power: andou um tempo com três rodas na pista.
AÃ, na volta 165, a Ganassi agiu com coerência: chamar Franchitti uma volta antes da largada para os boxes para completar o tanque — os demais não conseguiriam. Servià recebeu a primeira posição, mas só por alguns instantes: Rahal o passou na relargada com a Ganassi ‘B’. Dixon veio na balada. E o incrÃvel Kanaan, idem. 170, e o brasileiro vinha em terceiro.
O público começava a ficar em pé. Dixon foi para cima de Rahal e resgatou o primeiro lugar que obtivera no inÃcio. Kanaan tentou seguir o ritmo. Demorou até conseguir, mas Rahal devolveu na volta seguinte. Tudo isso pouco resolveu, afinal os três mais Servià se enfiaram nos pits para o splash & go.
Surgiu, então, Danica na ponta, giro 179, em tática diferente e uma possibilidade remota de terminar a prova sem precisar ir aos pits, trazendo Baguette de longe. Mas logo o belga, que andou bem a prova toda, chegou à primeira posição na 189. Patrick não aguentou. Foi aos boxes. Baguette tinha exatamente a mesma estratégia. Não vinha.
190, 191, 192… Nada de Baguette parar.
Foi na 196. A 196 derrubou Baguette. Pronto. A vitória era de Franchitti. Mas não. A jogada da Ganassi havia dado errado. Franchitti se arrastava de tão lento na pista para tentar economizar etanol.
Sobrou para Hildebrand, com tudo a favor. Tudo. Público em pé, sala de imprensa em meio a gritos, Hildebrand é um piloto bem querido nos EUA. Recebeu a bandeira da branca, e em vez de ficar em paz, abofou-se. Entrou na curva 4 e pam!, deu com uma violência que o fez ainda ir no embalo da reta principal. Mas vinda Wheldon logo atrás — que vinha de dois segundos lugares seguidos aqui, justamente pela Panther, a equipe de Hildebrand.
Natural, então, o choro e a comoção gerais. Wheldon não cabia em si por dar a vitória a um time que só faz esta prova na temporada, comandado por um amigo e seu ex-companheiro na Andretti. Mais ainda, o choro desconsolado de Hildebrand, cuja inteligência e capacidade é propalada por estas terras. Mas depois de hoje, talvez seja visto de outra forma por um bom tempo.
Uma pergunta ao carÃssimo internauta: o que foi mais impressionante, o final deste domingo ou a decisão do tÃtulo da F1 em 2008, entre Hamilton e Massa?
Eu já começo a pender para o que vi aqui em Indy…
Hoosiers, 28
INDIANÃPOLIS | Sábado sem sol aqui em Indianápolis, o frio persiste, mas pelo menos não chove nos próximos dois dias, o que garante o pleno funcionamento da Indy 500 amanhã. Mas hoje tem alguma atividade aqui, tanto no Indianapolis Motor Speedway quanto na cidade em si.
A partir do meio-dia, 100 pilotos vão dar autógrafos no Pagoda Plaza, que é o lugar onde o povão se diverte, e bebe, e ri, e brinca e zás. Dentre eles, dois brasileiros estão escalados: Raul Boesel e Roberto Moreno.
Na lista, também estão inclusos nomes como os de Gary Bettenhausen, AJ Foyt, e o Dr. Jack Miller, Stephan Gregoire, Stefan Johansson, Lyn St. James, Eliseo Salazar, Arie Luyendyk, Scott Goodyear, Hiro Matsushita, o simpático colombiano Roberto Guerrero e até Vincenzo Sospiri — ex-F1 por uma prova não corrida na Lola.
Abaixo, a foto oficial tirada há pouco por Carsten Horst.
Hoosiers, 27
INDIANÃPOLIS | Gil de Ferran não para. Mesmo depois do fracasso com a equipe De Ferran Dragon no ano passado, quando o time foi desfeito por conta da falta de patrocÃnio, o brasileiro já trabalha em novo projeto. “Não me vejo fora do automobilismo”, disse o ex-dirigente em Indianápolis. Apesar da busca por um novo caminho na carreira, Gil admitiu que vai ficar de fora das competições neste ano, mas fez uma ressalva. O intervalo profissional tem mais a ver com a questão de não se fazer algo pela metade.
“Infelizmente, a gente não conseguiu levantar patrocÃnio suficiente pra poder participar de maneira competitiva, e aà a gente dissolveu nossa parceria. Meu relacionamento com o Jay (Penske) e o Steve (Luczo) continua 100%, e eles seguem meus amigos. O Jay está tentando fazer um novo negócio, mas eles não conseguiram se classificar para esta corrida. Quanto a mim, este ano vou ficar de fora, mesmo, porque não vejo sentido fazer alguma coisa no meio termo”, explicou o ex-piloto ao GP. Gil anda dando consultoria e fazendo trabalho de relações públicas nestes tempos sem estar numa equipe. Mas há algo engatilhado. “Estou começando a trabalhar em coisas para o futuro. Não sei o que é exatamente ainda — ou não estou preparado para falar isso no momento”, escondeu. “Eu sempre fui ambicioso e irrequieto. Eu não me vejo de férias para o resto da minha vida. Não me vejo fora do automobilismo”, reiterou.
O lado mais agitado da personalidade de De Ferran também o faz não descartar possibilidades no futuro. É claro que a ideia parecer ser mesmo a de permanecer nos EUA, mas um retorno à Europa também não é encarado com maus olhos. “Não tenho nada contra a F1, e se tiver de voltar, volto. Para mim, o automobilismo é um mundo muito pequeno. Eu sempre fui assim, e foi por isso que eu vim pra cá. Se eu fizer meu trabalho bem feito, consigo criar uma organização que seja competitiva em qualquer lugar, e isso é muito importante”, enfatizou o brasileiro. “Quando você menos espera, sempre tem um projeto interessante porque tem muitas coisas interessantes acontecendo pelo mundo, dentro e fora do automobilismo. Eu acho importante você manter a mente aberta e estar preparado para poder atender as oportunidades que passam pela sua frente. A verdade é que você nunca sabe o ônibus que vai passar”, acrescentou.
Falando em F1, Gil ainda comparou o cargo que desempenhou na principal categoria do automobilismo, quando foi diretor-esportivo da extinta Honda, e o trabalho à frente da equipe na ALMS (American Le Mans Series) e na Indy. No começo da análise, De Ferran até viu que era diferente, mas no decorrer da comparação encontrou pontos similares. “São duas experiências diferentes”, afirmou. “Numa eu era diretor-esportivo de uma equipe enorme e era responsável por tudo que acontecia na pista, inclusive contrato de piloto e tudo mais. Na verdade, apesar de eu ter sido dono e presidente em ambas, são meio parecidos, porque em nenhuma delas você fabrica os carros. Então, em termos de responsabilidades, são parecidos”, completou.
Gil também não se furtou de falar de Indianápolis. O brasileiro, que saiu vencedor da famosa prova de 500 Milhas em 2003, revelou que se lembra com detalhes do fim épico contra o então companheiro de Penske, Helio Castroneves. “Eu lembro de tudo, quase que minuto a minuto, principalmente no fim da corrida, com o Helio (Castroneves) fungando no meu cangote. Foi um dia fantástico, e me recordo da concentração e que não poderia cometer nenhum erro e ao mesmo tempo forçar ao máximo para ele não me passar. Esse momento ainda está super vivo na minha cabeça”, salientou De Ferran, que deixou as pistas no final da temporada de 2009, quando competia ALMS.
Ao ser perguntado sobre o desejo de pilotar, Gil reafirmou que ainda gosta. Porém, de novo, deixou novamente à mostra o traço da personalidade que não o permite fazer nada pela metade. “Eu gosto de pilotar? Adoro. Mas eu sempre vi isso de uma maneira que é ou tudo ou nada. Já era difÃcil andar bem o tempo inteiro quando você está fazendo isso 100% do seu tempo, completamente voltado a ser o melhor piloto possÃvel. Você chega lá no fim de semana só por chegar e tentar não é meu estilo”, finalizou.
Hoosiers, 26
INDIANÃPOLIS | Um giorno frio, mas sem um bom lugar para ler o livro, definiu há pouco esta sexta-feira Américo Teixeira Jr. aqui a meu lado. 13ºC no momento e, segundo a previsão, não passa de 18ºC. Os pilotos, pois, deverão tomar cuidado neste Carburetion Day, o último teste antes da corrida de domingo — dia em que os termômetros devem chegar a 30ºC.
O assunto de ontem à noite foi a notÃcia da ESPN, que garante que Danica Patrick está para assinar um contrato de temporada toda com a Nationwide. De acordo com a emissora, o plano da pilota é fazer a transição no ano que vem ‘full time’ para a categoria de base, com participação em algumas provas da Nascar e da própria Indy 500, e em 2013 pular para a Nascar.
Considerando que grande parte do sustento da Andretti se dá por causa de Danica, é possÃvel prever que a equipe de Michael no ano que vem vai precisar de um(a) substituto(a) à altura para que a queda não seja ainda mais vertiginosa.
Com cinco carros inscritos para a Indy 500, a Andretti só conseguiu classificar três em pista — John Andretti, Marco Andretti e Danica. Um dos pilotos que ficou de fora, Ryan Hunter-Reay, entrou na corrida pela vaga comprada da Foyt. Mike Conway não teve a mesma sorte.
Hoosiers, 24
INDIANÃPOLIS | A força que Simona de Silvestro tem feito e mostrado impressionam. A melhor pilota do grid de largada em Indianápolis enfrentou um desafio maior para se classificar — e ainda traz as consequências dele, visÃveis, nas duas mãos. As ‘luvas’ feitas com faixas por causa das queimaduras decorrentes do acidente da semana passada vão acompanhar a suÃça na corrida de domingo. E pode ser que pendurem até para a próxima etapa.
Simona foi a primeira a se acidentar nos treinos livres em Indy. Não teve culpa: algo se soltou do carro, que foi parar no muro e de ponta-cabeça e provocou um ligeiro incêndio. “É a pior coisa que eu já passei na minha carreiraâ€, admitiu De Silvestro, que só pensava na corrida. “Eu não tinha certeza se poderia voltar a guiar o carro na sexta-feira passada, mas voltei e foi tudo bem.â€
A representante da equipe HVM andou com seu carro reserva sem atualizações e, mesmo assim, conseguiu se classificar no Pole Day. A dor só incomodou de inÃcio. “Aà a adrenalina toma contaâ€, contou. “É desconfortável, mas é só não pensar nisso. Acaba sendo mais mental e psicológico. Para ser um piloto de carros você tem de ser bem forte mentalmente, e já tenho de saber que vou lidar com altos e baixos durante uma etapa. Eu me julgo uma pilota forte mentalmente, e acho que muitos dos meus colegas não fariam o mesmo que eu, de bater, me queimar e voltar logo.â€
“Mais nervosa olhando de fora todo mundo no treino do que dentro†na sexta-feira, Simona percebeu que seu acidente lhe trouxe mais apoiadores. No fundo, foi bem legal, porque as pessoas acabaram torcendo ainda mais por mim. Acho que, sem elas, eu não teria entrado tão bem no carro, e todo o time me apoiou e me deu força. Esse é o tipo de coisa que empurra você mais aindaâ€, declarou.
Saindo em 23º, Simona vê Indianápolis como todos os ovais. “São um desafio para mim porque nunca tinha corrido neles antes de vir para a Indy, e acabo correndo contra gente que tem muito mais experiênciaâ€, avaliou. “Além disso, estamos construindo uma equipe juntos, mas só tem eu lá. Depois de um ano, tenho um carro bem forte a cada fim de semana, e estou muito feliz por poder mostrar que somos competitivos.†A meta para a prova é “fazer o máximo de voltas que puder na corrida, e de forma confortável no carroâ€. “Se isso acontecer, acredito em um bom resultado.â€
Sobre as marcas das queimaduras de segundo grau, Simona até fez graça. “Os médicos disseram que está muito bom, mas não me parece que estejam, nãoâ€, e riu. “E eles falam como os caras do time: é só trabalhar na direção certa que tudo resolve.†De Silvestro afirmou que “a pele vai começar a se normalizar entre 15 e 20 diasâ€, o que ainda pode fazer com que a pilota corra com uma proteção na etapa dupla do Texas. “Para Indianápolis, estas luvas vão ser menores, o que é muito bom para mim tambémâ€, finalizou.
Hoosiers, 23
INDIANÃPOLIS | Entrevista rápida com Helio Castroneves agora há pouco em Indianápolis, em que o brasileiro explica seu 16º lugar no grid de largada e a expectativa para a corrida de domingo:
Hoosiers, 21
INDIANÃPOLIS | A noite cai com as TVs e rádios anunciando a passagem de uma tempestade que pode virar tornado em pelo menos nove dos 92 condados de Indiana. Indianápolis está localizada em Marion, e a parte sul da região já está sendo afetada pelo mau tempo.
O sistema de alerta na capital emitiu uma série de alarmes para que todos corram para lugares protegidos e se municiem com água, longe de paredes. No momento em que o primeiro alarme era emitido, confesso que não fiquei muito preocupado.
Hoosiers, 20
INDIANÃPOLIS | Dois senhores, há não sei quantos anos, talvez cem, preparam a mão o grid de Indianápolis aqui na sala de imprensa. Agora há pouco, mudaram o grid calmamente de 19º para cima, como se fosse a tarefa imprescindÃvel da semana.
E eis o cartaz do novo último colocado:
Hoosiers, 19
INDIANÃPOLIS | Pois Kyle, um fã de Kanaan aqui destas bandas, chegou dias atrás a ele e já foi mostrando o que tinha em mãos. Surpreso, o brasileiro perguntou como havia conseguido. “Fiz sozinho”, respondeu o rapaz, que deu ao brasileiro da KV Lotus o presente.
Nasceu a primeira miniatura do carro 82 — feita por Kyle sobre a pintura do modelo do carro da Andretti que o fã tinha.
Hoosiers, 18
INDIANÃPOLIS | A ideia já foi dada a Jimmy Vasser e está momentaneamente em ‘stand-by’ para que o chefe da KV-Lotus se concentre por inteiro nas 500 Milhas de Indianápolis de domingo, embora tenha sido justamente a corrida que celebra os cem anos do superoval o mote para que um chamado a Alessandro Zanardi fosse feito. Uma das parcerias de maior êxito no automobilismo norte-americano no fim dos anos 90 pode ser retomada num curto prazo, caso o dirigente tope a proposta de ter o italiano como seu piloto na etapa de Las Vegas em outubro para tentar o prêmio de US$ 5 milhões.
Zanardi e Vasser são amigos há pelo menos 15 anos. Os dois dividiram garagem na Ganassi em 1996, primeiro ano após a separação da Indy em IRL e Cart. Jimmy já era da equipe no ano anterior e Alessandro estava sem emprego havia um ano depois de não se acertar com a Lotus na F1. O americano ganhou aquele campeonato e o italiano, os dois seguintes, com uma pilotagem das mais exuberantes que a história do automobilismo presenciou — o que lhe rendeu a volta à F1 pelas mãos da Williams.
Um novo fracasso refez Zanardi repensar na América, e em 2001 lá estava o piloto na equipe Mo Nunn. Não foi o mesmo de antes durante boa parte da temporada, mas estava sendo no oval de Lausitz, o Eurospeedway da Alemanha. O italiano liderava a prova quando foi aos pits. Com os pneus frios, escapou na saÃda dos boxes e foi parar no meio da pista, em ‘T’, para usar o termo em voga. Segundos depois, Alex Tagliani o acertou em cheio. O resultado, todos sabem, foi a amputação de suas duas pernas. Zanardi voltou ao circuito dois anos depois para simbolicamente completar aquela corrida em um carro adaptado e por anos, até 2009, disputou o Mundial de Turismo (WTCC).
Vasser seguiu a carreira de piloto de forma inconstante até 2006, mas desde 2004 já era um dos coproprietários da então PKV, junto com Dan Pettit e Kevin Kalkhoven, na fase de transição e morte da Cart para Champ Car. O ‘P’ deixou o time em 2008 com a transição natural para a Indy. Sob a guarda da equipe estão atualmente três pilotos: Tony Kanaan, Takuma Sato e Ernesto Viso, mais Tomas Scheckter para esta Indy 500 histórica.
E esta edição especial fez Vasser e Zanardi se falarem mais nos últimos tempos. Com a Indy convidando meio mundo que participou da história da corrida, Vasser resolveu chamar Zanardi — que nunca participou da corrida — para no mÃnimo vir ao Pole Day, mas Alex não deu as caras aqui pelo Indianapolis Motor Speedway. Veria, curiosa e justamente, a pole de Tagliani. Ainda se espera que venha para o fim da semana que celebra os cem anos do autódromo.
Mas Zanardi prolongou a conversa para além da Indy 500. Com os olhos arregalados na prova de Vegas no fim do ano, Alex se ofereceu para ser um dos pilotos que não fazem parte da temporada regular e guiar um dos carros da KV Lotus para levar a bolada de 5 milhões de dinheiros americanos. A promoção feita pela Indy só vale para os cinco competidores que se inscreverem para a prova e não forem do seu meio. Vasser ficou de responder.
Hoosiers, 16
INDIANÃPOLIS | Com a ideia de levar os 33 pilotos para Nova York e formar o grid da Indy 500 em Times Square — ainda bem que não foram; o grid estaria errado, com Junqueira dentro e Hunter-Reay fora —, a Indy dividiu os classificados em 13 cidades — duas a mais do que o inicialmente planejado para fazer a promoção da corrida que comemora os 100 anos de Indianápolis.
Abaixo, a relação das cidades e dos pilotos recebidos:
Boston: Will Power, Justin Wilson e Simona de Silvestro
Chicago: Ryan Briscoe e Graham Rahal
Cincinnati: Scott Dixon, Takuma Sato, Tomas Scheckter e Pippa Mann
Dallas: Marco Andretti
Dayton, Ohio: Alex Lloyd, Bertrand Baguette e Jay Howard
Las Vegas: Townsend Bell
Louisville: John Andretti, Davey Hamilton e JR Hildebrand
Miami: Bia Figueiredo, Tony Kanaan, Ernesto Viso e Oriol ServiÃ
Milwaukee: Charlie Kimball, Vitor Meira, Bruno Junqueira e Buddy Rice
Nashville: Ed Carpenter
Nova York: Helio Castroneves, Danica Patrick e Dario Franchitti
Tampa: Dan Wheldon
Toronto: Alex Tagliani, James Hinchcliffe e Paul Tracy
Hossiers, 15
INDIANÃPOLIS | Estava meio que óbvio que isso iria acontecer e ampliar o ambiente pesado que paira na Andretti: revoltado por ter sido preterido dentre os não classificados da equipe para as 500 Milhas de Indianápolis, Mike Conway resolveu deixar Indianápolis e voltou para casa, garantiram fontes próximas à equipe.
Michael Andretti até tentou, mas não encontrou nenhuma outra equipe tão generosa quanto a Foyt foi a Ryan Hunter-Reay para colocar o inglês nas corrida do próximo domingo. Só que, desde o inÃcio, as tratativas que o dirigente iniciou com os demais colegas do grid se davam unicamente para beneficiar seu piloto norte-americano, que não teve como ir à pista nos minutos finais do Bump Day para tentar se classificar novamente — o tempo havia se esgotado.
Conway, piloto do carro 27 que tem o patrocÃnio da 7-Eleven — a empresa que havia anunciado o fim do apoio ao carro de Tony Kanaan e que decidiu voltar à cena — ficou tão bravo ao receber a notÃcia de que não vai correr, mesmo, que arrumou suas coisas e, birrento, viajou para Miami.
Vai, me fala que o clima na Andretti tá bom, vai…






Toda Cancha