O dono da bola
É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está no Grande Prêmio, isso há quase 9 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para “Folha de S.Paulo”, “Lance!” e “Quatro Rodas”, foi repórter da edição brasileira da “F1 Racing”, cobriu F1, Stock Car, a Indy e três edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Conheceu cidades como São Luís e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou o caminho certo. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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@gianoddi pódeixá. vai tarde, mas vai. tô enroladíssimo. 19 minutes ago
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@Mahanibs sim, manda. 50 minutes ago
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Como não gostar da dupla da Sauber, a melhor da história? #F1 1 hour ago
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Otro mito. RT @fagnermorais: E o @SChecoPerez me ganhou como fã. Melhor capacete de todos os tempos da história da F1: http://t.co/vs9FKmCr 2 hours ago
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Lindona! RT @RONEIRECH: @flaviogomes69 Bela foto nao? http://t.co/PXhLJtw9 2 hours ago
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Vero. RT @estadodecirco: Acho que não houve qualquer destaque para o belo 13º lugar da Bia no grid das 500 Milhas. Estou errado, @vitonez? 3 hours ago
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Fantasiar. É diferente. E ela é maluca. Não duvide. RT @maria_fro: Acho que abuso sexual é muito grave pra inventar... 4 hours ago
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@maria_fro Eu acho essa moça maluca. Não dá para levar muito a sério o que diz. 4 hours ago
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Essa moça é biruta. RT @rcarrapatoso: Disse ! Foi o padeiro, o peixeiro, o amigo do pai, o vizinho, etc ......... 4 hours ago
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E a Xuxa disse quem, afinal, abusou dela? 4 hours ago
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Arquivo da tag: Indianápolis
Satisfaction
SÃO PAULO | A edição 96 da Indy 500 terá uma atração diferenciada, digamos assim. A organização vai ter uma manhã de domingo musical, o Snake Pit, e se estava acostumada a convocar bandas de rock para tocar na semana do evento, a organização da principal prova do mundo vai numa pegada mais eletrônica.
O italiano Benny Benassi é quem será o protagonista do evento, iniciando suas atividades techno a partir das 8 da manhã. Benassi ganhou o mundo no fim dos anos 90/começo dos 2000, com os hits ‘Satisfaction’ e ‘No Matter What Do You Do’. E tem obras mais ousadas como a ‘Who’s Your Daddy’…
Acho que eu vou querer ir de novo.
A corrida do imposto
SÃO PAULO | Não deve ter sido privilégio só meu ter recebido o não muito aprazível carnê de pagamento do IPTU com uma foto de uma corrida porque as pessoas responsáveis por tal mal devem saber que milito no jornalismo desta área há alguns anos. Assim, os moradores desta não muito sossegada cidade de São Paulo devem ter visto em suas caixas de correio o mesmo papel de cobrança.
É uma foto singela, puxa vida, que quebra os padrões normais, burocráticos e frios. Há uma cor naquele papel, como se fosse um alento para quem paga o imposto da sua casa, própria ou não.
Mas não é bem isso, a gente sabe bem, a foto que ali está é uma promoção da corrida que vai acontecer ainda neste mês, no fim do mês, a corrida da Indy, a corrida no Anhembi, a corrida às margens do Tietê. Dia 29 de abril, como bem indica a data da foto.
Por promoção, entendo que a prefeitura paulistana esteja fazendo uma propaganda em seu carnê de IPTU a seus habitantes da etapa que vai correalizar (que palavra horrível) com a TV Bandeirantes. Mas noto, com certa rapidez, que a foto não me remete bem à Marginal ou à Olavo Fontoura ou à reta do sambódromo.
Reparo a reta principal, a curva de um circuito oval, o povo ali atrás na arquibancadas, o alambrado à esquerda, o muro dos boxes e os integrantes das equipes com as placas, a linha de tijolinhos e posso concluir, com quase certeza, que é Indianápolis.
Considerando que seja em Indianápolis, posso ainda ter algumas dúvidas, noto que a foto parece ter Helio Castroneves ali à esquerda, com Vitor Meira logo atrás, isso está claro. Meira correndo na Panther. E tem um carrinho verde ali atrás que posso garantir ser Tony Kanaan. Na Andretti. Posso assentir que a foto é de 2008 ou 2009, e imagino que são tempos difíceis, estes, para se buscar uma imagem ligeiramente mais recente da corrida.
Entendo que a prefeitura deste douto prefeito no qual não votei precise angariar cada vez mais dinheiro, até porque já criou muitas proibições com as quais tenta lucrar, mas, puxa vida, cobrar-me IPTU de Indianápolis talvez seja um exagero. É bem verdade que estive três vezes lá, mas não julgo que seja motivo para me sobretaxar do uso do hotel e das dependências do famoso autódromo localizado em town of Speedway, Indiana, USA.
Se insistirem, talvez eu considere propaganda enganosa o que eles tentam me vender no carnê e tome a terrível medida de ir ao Reclame Aqui.
O primeiro teste
SÃO PAULO | A temperatura acima de 10ºC permitiu que a Indy realizasse ontem seu primeiro teste com os novos carros da Dallara após a tenebrosa etapa final em Las Vegas. Dario Franchitti e Tony Kanaan, os líderes da categoria neste momento delicado, foram ao Indianapolis Motor Speedway também para avaliar os motores que serão usados em 2012. Aliás, aos que ainda não leram, recomendo a entrevista com o brasileiro na Revista Warm Up.
Como piloto Ganassi, Franchitti representou a Honda — que teve de iniciar um trabalho praticamente do zero, afinal quem preparava suas unidades para a Indy era a Ilmor, que é a partir de agora parceira da Chevrolet. Kanaan, que vai continuar na KV, andou pela montadora da gravata.
Os dois devem voltar a andar hoje no templo. Aqui, um registro de algumas passagens de ambos feitas no lado interno da curva 1.
A cidade das 3 mulheres
SÃO PAULO | Nunca fui muito fã dos Estados Unidos, não. Quando tinha lá meus 13 ou 14, eu pensava que chegaria aos 20 com meu passaporte cheio de rabiscos e vistos para a Europa, que daria uma passadinha ali na Austrália com um pulo na Nova Zelândia e, quiçá, Polinésia, uma conexão na África e atravessaria aquele país para conhecer o que o Canadá tem de habitável. Não era muito, acho, mas em nenhum momento meu mochilão imaginário incluía os ianques. Era uma visão meio do terceiromundista contra o mundão de lá, o grande capitalista, arrogante, esnobe e massacrador de países, tipo o nosso, de Sarney, Collor e Itamar.
Aos 19, mal indo além das cidades mineiras, do Rio ou da Praia Grande, eis que fui parar em Santa Mônica, CA, por causa de uma promoção. CA-ce-te. Uma correria para tirar visto, um timbre da companhia que não foi visto, uma negativa, uma rebeldia na cabine contra aquele americano maldito e tirano separado por um vidro, um transtorno, um xingamento ao povo, um desejo de implosão, uma tentativa final, um visto aprovado.
Fui. Adorei. Visitei outro mundo, vi uma corrida num oval de perto. Mas se tivesse ido para Burkina Faso para conhecer Uagadugu ou as duas únicas ruas de riqueza de Bobo Dioulasso, teria tido a mesma reação. Estava descabaçando ali do meu eixo.
Dez anos e pouco se passaram, eu já vi quatro corridas em oval, três delas no mesmo. Já tenho uma experiência acumulada de Estados Unidos, ainda que se resuma a uma capital, Indianápolis, que é uma Campinas ou Ribeirão Preto americana. Nesta última viagem, fiquei mais tempo lá, 12 dias. Mas os últimos dois é que foram a cereja do cheese-cake.
Após aquela corrida de fim fantástico, tirei o dia para algumas compras básicas e revolta com o cartão limítrofe. Já havia voltado do paraíso dos preços baixos da outra cidade, alguma Edimburgo da vida, meio puto, quando passei no shoppinho ali do lado do hotel e fiquei vagando. Entrei numa última loja. Olhei bem para a única funcionária, que estava ali no caixa, coque bem feito e ondulado, roupa azul, verde e branca, que deu um giro sobre os saltos tão garboso que me fez quase sentir no guichê da TAM. Ela se virou, assim, mostrou seus mais de 40 anos e algumas rugas e sorriu, ainda tocando com o indicador direito a tela de seu computador. Retribuí e perguntei sobre os produtos, e de rabo-de-olho tentei ler seu nome. Gosto de ver o nome das pessoas nos crachás delas para meramente dar valor àquele negócio atarraxado no canto esquerdo do peito: tem lá a empresa, o logotipo, o pin, o formato e de quebra, quase que de canto, o nome da pessoa. Mas olhei rápido demais, e também não gosto que as pessoas saibam que estou olhando para o crachá. Seria mais fácil, talvez, perguntar o nome. Bobagem. Mas vi lá um ‘Ed’. Ela ia falando e apresentando e eu pensava que ‘Ed’ não poderia ser Edmunda, Edergilza, Edícula. Edna. Virou Edna. E ela tinha cara de Edna, portanto é Edna. Edna me falou lá do suplemento, comprei o suplemento e perguntou o que estávamos fazendo ali, além de comprar dela o suplemento. Dada a resposta, Edna se espantou e começou a abrir seu baú. “Eu estava lá na linha de chegada.”
Edna tinha cara de sapeca e arteira, mesmo, não deve ter sido simplesmente criada em um condomínio fechado em Indianápolis — até porque não tem condomínio fechado lá. E Edna falou que seu pai a levava para as corridas no speedway desde 1972. Uau, reagi, 1972, Edna tem quase 40 anos só de idas a Indianápolis. E a simpática Edna lembrava, pensava e contava, a memória falava e falhava, até que perguntou se estivera lá para ver a F1. Porque ela também esteve. “E eu prefiro F1″.
Uma americana, de Indianápolis, que vai há 40 anos ao IMS, mas prefere F1. Era muito pra mim.
Era segunda, 7 e tantos da tarde que estava longe de escurecer, 95F, que são 35ºC — uma das minhas poucas qualidades é saber converter rapidamente Fahrenheit em Celsius e não chamar a de escala centígrada —, e Edna lá reclamando que o trabalho impediu que visse o GP de Mônaco. “Mas eu deixei gravando em casa”, e mal esperava a hora de baixar a bendita porta para vazar, passar no KFC ou em algum lugar fatalmente calórico para ver a corrida. Avisei que tinha sido boa. “Em Mônaco?”, ela se espantou, dando pulinhos. Edna era muito pimpona e, com ela esfregando as mãos, não sei se por minha compra, pela expectativa da corrida ou por TOC, me despedi.
Parti para o Walmart. O Walmart lá não é como aqui. Parece que aqui é só por atacado, não sei bem, e lá é supermercado do povo. O Walmart lá tem de tudo: frutas, carnes, roupa, graxa, comida para calopsita, assento para privada, móvel para banheiro, tábua giratória para colocação de temperos durante refeições, balança para pesagem, Wii e PS3. Eu queria apenas achar um apontador elétrico, que não havia achado na Fry’s, casa especializada em tais produtos. Primeiro que não tinha a mais remota ideia de como era apontador em inglês. Lá no Fry’s, fui explicar para o vendedor que era “something that you put a pencil to form…”, e percebi que não lembrava ponta. Precisei ir a um vendedor que soubesse espanhol, que então me falou o termo: sharpener. Fui procurar o maldito sharpener para uma certa pessoa, devidamente demitida de um certo lugar. Encontrado o sharpener, paguei pelo sharpener e estava saindo quando a senhora de azul começou a olhar para a sacola. Lembrei que no Walmart eles fiscalizam a compra.
Se uma pessoa vai lá e faz a compra do mês, tá fodida e mal paga. A tiazinha cisma que no lugar da sua lima da pérsia tem limão bravo, faz o quê? Espreme e chupa para ver se é? Ela vai contar mesmo as 18 garrafas de Miller Lite, 24 molhos barbecue com 36 sacos de miniribs? Mas o meu era só um sharpener, e já que o mercado estava sem muito movimento, ela olhou e começou a conversar e logo percebeu que nosso sotaque não era nada parecido com o dela.
Era daquelas negonas do Bronx indianapolitano, bonachonas, do tipo a tia que você espera no churrasco para atacar o minirib com molho barbecue e a Miller Lite trincando. Ela tinha óculos bottle-bottom, que chamamos aqui de fundo-de-garrafa, e o olho direito ligeiramente estrábico. Talvez por isso não tenha achado corretamente o crachá, se é que o tinha. Tinha, sim, pensando bem, todo funcionário tem, de Walmart à lojinha-que-vende-suplementos-e-não-sei-o-nome. Aí ela seguiu o script que geralmente se faz, a gente seguiu a resposta e ela, como todos, espantou-se. Mas o espanto dela, que chamarei de Lindsay, aquela linda, era espantoso. Lindsay soltava um ‘oh, my God!’ que era um “ómágó”, boquiaberta, e ela punha a mão no meu braço e pediu detalhes da corrida que não pôde ver, só pelo ‘SportsCenter’. Entre explicações e gestos no embalo dela, ómágó, e o ar de assombro. Entre São Paulo e Indianápolis, ómágó, e as mãos juntas levadas ao peito. Entre o tudo e o nada, ómágó, e eu caminhava para a saída do Walmart e ela puxando mais assunto e eu quase voltando para o mercado para comprar a carne e o molho para convidá-la para um churrasco. Levei mais uns minutos lá. O tchau foi efusivo, mas não teve ómágó.
Passei o resto da segunda arrumando as tralhas várias, preocupado com pesos e medidas diferentes das de Anders e Daniel Gabriel, também conhecidos como Celsius e Fahrenheit.
Peso tirado do ombro no aeroporto mesmo com meia libra a mais, fui ali para o lado A do terminal do melhor aeroporto dos EUA, segundo a associação dos aeroportos local, e vi uma fila de não mais do que 7 pessoas e 2 oficiais, um homem e outra mulher, para verificar passaportes e passagens. Aproximei-me da senhora autoridade, que logo deixou seu ar de autoridade para perguntar se eu tinha visto a corrida, ao verificar cabeça acima o boné preto de Indianápolis que havia comprado. Com o sim, foi aquela coisa de sempre, sem o exclusivo ómágó. A oficiala desatou a falar. “Porque Tony Kanaan esteve aqui hoje, Dan Wheldon esteve aqui hoje, Helio Castroneves passou por aqui”, e então seguiu o roteiro com as perguntas “de onde são?” e “o que fazem?”.
Aquela cop deveria ser uma humorista do ‘Candid Camera’ disfarçada de camisa azul clara com vincos definidos, calça preta e distintivo da polícia provavelmente limpado no caol, com seu nome lá, que parecia ser Sullivan. Seu companheiro de profissão, em um púlpito, já havia visto meu passaporte, passado a caneta fluorescente na passagem impressa em papel de fax, mas Mrs. Sullivan deu a volta por trás da fita que nos separava e continuou por uns dois minutos a conversa, enquanto a fila até esperava respeitosamente que eu tirasse a mochila, laptop, tênis, carteiras e outras minúcias para ser radiografado. Foi na despedida que veio o momento mais inesperado.
Mrs. Sullivan deixou qualquer formalidade de lado e veio dar um abraço. Com uma mala de mão empunhada, pedi que esperasse, coloquei o objeto no chão e retribuí ao amplexo. Pensei em dar um tapinha na bunda, mas Su podia não querer revelar nossa intimidade assim, para o salão todo, que nos observava. Diante daquilo, nem se eu tivesse carregando o rifle dourado entregue ao vencedor da Indy 500 iriam me barrar naquele raio-X ou pediriam que fosse despido numa salinha qualquer.
Só se Su quisesse. E era Jeitosinha, a Su.
O voo de volta saiu na hora exata, mas chegou a São Paulo cinco horas atrasado porque a manhã paulista trazia uma densa neblina. Fui parar no Rio. Deu tempo de cochilar e pensar em muita coisa, além das que não temos condições para sediar uma Copa e uma Olimpíada — fato corroborado pela muvuca e desorganização latentes tão logo pus, enfim, os pés fora do avião. Eram aquelas três mulheres. Que não tinham nada em comum fisicamente, suas profissões não tinham semelhança, mas elas, as três mulheres, apresentavam uma simpatia que nunca foi condizente com o que sempre imaginei e imaginávamos de forma geral daquele povo. Sei lá se a conduta pós-11 de setembro ou crise baixou o nariz deles, mas agora de vez no mundo balzaquiano dos 30, e unicamente com passagens nos EUA no passaporte, vejo que aquelas três mulheres tinham, com sua simpatia, me dado um tapa na cara para acabar com um estereótipo, ainda que representassem o micro de uma cidade mediamente importante. Hoje já até penso em morar por aquelas bandas, um acinte para mim mesmo até tempo atrás.
Elas, sempre elas, fazem a gente mudar de opinião, aqui ou (sobre) lá.
Hoosiers, 31
INDIANÁPOLIS | E disse Wheldon, capítulo 2011:
“Nós tivemos um carro rápido o mês inteiro. Não acho que tenha visto uma Penske na minha frente na corrida toda. Isso é um atestado para a equipe. A vitória foi emocionante, bem como para minha esposa e para meus filhos. E até onde sei, meu contrato expira hoje à meia-noite…”
O clique é de Carsten Horst.
Hoosiers, 30
INDIANÁPOLIS | Santo paladino do último giorno, o que foi este fim de prova? Indianápolis é isso. Não eram simplesmente todas aquelas voltas que a Ganassi ousou dominar a torto e a direito.
Mas ninguém ousaria imaginar o fim mais impressionante dos últimos tempos — muito mais que Al Unser Jr. e Scott Goodyear em 1992 ou Sam Hornish Jr. com Marco Andretti em 2006.
Foram os ‘cachorros pequenos’ que no fim surgiram para mudar a história de uma corrida histórica realizada neste domingo (29).
Danica Patrick apareceu com chances remotas e Bertrand Baguette parecia ter combustível para chegar ao fim e conseguir uma zebraça daquelas.
Aí a vitória estava no colo de JR Hildebrand. Entenda: no colo. Mais no colo, impossível. Tinha combustível, carro bom, condições, torcida. Hildebrand, americano, da equipe patrocinada pela Guarda Nacional.
E o cabra vai e bate na última volta.
Na última curva.
Arrastado no muro, ainda parecia chegar na frente. Não.
Dan Wheldon, da pequena Bryan Herta com Curb e Agajanian, a equipe coração de mãe, o fez.
250 mil pessoas aqui no autódromo de Indianápolis, atônitos, assistiram a isso.
Tony Kanaan foi o melhor brasileiro do dia, terminando em quarto, atrás de Graham Rahal, da Ganassi. Oriol Servià ficou em quinto. Vitor Meira foi apenas o 15º, Helio Castroneves completou em 17º com uma irreconhecível Penske e Bia Figueiredo foi a 21ª.
Saiba como foi as 500 Milhas de Indianápolis de 2011
Alex Tagliani pareceu se empolgar um pouco na largada. Foi acelerar, e quase pegou o pace-car, que recolhia para os boxes. Talvez isso o tenha feito tirar o pé do acelerador, e Scott Dixon e Servià aproveitaram para ultrapassá-lo. Mas o carro do canadense era tão bom que, na volta 6, já aparecia na liderança da prova. Seu companheiro, Townsend Bell, tentava escalar o pelotão e logo apareceu em terceiro, atrás do neozelandês da Ganassi. Na outra mão, Castroneves andava para atrás e não saía do 20º lugar.
A corrida transcorria estranhamente bem até surgir o primeiro acidente — que deve ter dado muita grana aos apostadores. Takuma Sato pegou a sujeira do lado externo da curva 2 e foi destruir o lado direito de sua KV Lotus. Pouco antes, Paul Tracy já havia raspado o muro da mesma curva. A bandeira amarela veio, e com ela as primeiras paradas nos pits.
A Sam Schmidt trabalho direitinho e manteve Tagliani na frente. O mesmo não pode se dizer da Penske de Will Power. Único piloto do time a até então ter um desempenho digno, o australiano arrancou dos boxes e segundos depois viu-se sem o pneu traseiro esquerdo. A porca não foi apertada — e certamente a do mecânico responsável há de apertar. O líder do campeonato caiu para um incômodo 29º lugar. Enquanto isso, Simona recuperava incrivelmente duas voltas: uma por ter evitado os pits e ter aparecido na frente do pelotão e a outra justamente por estar antes de Tagliani na relargada, o que fez o pace-car permitir seu realinhamento em pista.
Aí veio o primeiro temor dos pilotos: a relargada dois a dois. Todos a postos e tal, Dixon emparelhou, acompanhou Tagliani na entrada da curva 4 e passou o oponente por fora, retomando o primeiro posto. E a razão do temor fez-se presente — e deve ter dado mais grana ainda aos apostadores: Ernesto Viso tentou ultrapassar James Hinchcliffe por fora na reta principal, para ganhar uma insigne 16ª posição, e tocou rodas. O canadense conseguiu com maestria controlar seu carro da Newman/Haas, que já escapava de frente. Viso, não. Foi lá acompanhar o companheiro Sato. Foi lá dar mais prejuízo para Jimmy Vasser.
Nova relargada, e Tagliani deu o troco no fim da reta. Na volta seguinte, Dixon voltou a ultrapassá-lo. A briga vinha boa, intensificada pela aproximação de Franchitti e Wheldon. E num momento da volta 44, Alex acabou perdendo desempenho rápido e repentino e as duas posições.
De praxe, o nome da corrida no pelotão de trás vinha sendo Kanaan. 22º na largada, já era 16º antes dos pits, assumiu o décimo posto na saída, passou Meira na pista e com ¼ de corrida completada, ganhava de Carpenter a sexta colocação.
Num provável jogo de equipe, Franchitti passou Dixon na volta 60 para se tornar o terceiro diferente piloto a assumir a ponta da Indy 500. O neozelandês foi aos boxes na seguinte, justamente quando a segunda amarela do dia tremulou, com Jay Howard parado no muro interno entre as curvas 1 e 2. Motivo: outra roda que se soltava, assim, do nada. Ruim para Kanaan, que tinha ido para os pits em bandeira verde e despencou para 24º com o realinhamento do pelotão.
As Ganassi não relargaram lado a lado porque havia Bia Figueiredo como retardatária. Acabou provocando um rocambole, porque todos vieram babando para ultrapassá-la, e nisso Tagliani a superou junto com Wheldon para voltar a brigar direto com os carros vermelhos. Pouco depois, era Dixon quem tornava a comandar a galera. E os quatro iam juntos e misturados, sem diferença grande entre eles.
Uma nova janela de boxes se abriu na 97, com Wheldon sendo o primeiro dos pioneiros a ir, seguido por Tagliani e Dixon. A sorte sorriu de novo para Franchitti: James Hinchcliffe entrou forte à beça na curva 3 e foi deslizando no muro até a 4. Novos pilotos eclodiam: Servià e Andretti pintavam no top-3.
A presença de Castroneves como retardatário ajudou e atrapalhou Franchitti na reaparição da bandeira verde. Porque se parecia fácil manter o brasileiro da fraca Penske atrás, as coisas não foram tão simples. Helio partiu para recuperar a volta perdida e trouxe consigo Servià, que na volta 113 ganhava a liderança. Mais atrás, Dixon escalava o grupo com tranquilidade, Wheldon tinha alguma dureza e Tagliani ficou brigando pelo 15º, perdido.
O troco de Franchitti e a graça de Servià acabaram 16 giros depois. Mas não só passou como abriu. O ritmo de Franchitti era tão intenso que não tardou a encontrar Tagliani e aplicar-lhe uma volta. Era o até-logo do conto de Cinderella, como ficou conhecido o causo do pole da prova. Só os pits para pará-lo, e Franchitti foi em bandeira verde — a terceira vez seria demais — na volta 138.
Franchitti e Tagliani voltariam a ser protagonistas de momentos que lhes assustaram. O primeiro tinha vantagem confortável de mais de 7 segundos para Servià e Dixon e, com tamanha volúpia, chegou a raspar o muro da curva 3 quando foi tangenciar a curva. Tagliani, coitado, bateu na curva 4 indo na sujeira. A volta 148 representou, enfim, o adeus do sonho da vitória.
Naquela altura, Wheldon e Kanaan formavam o grupo dos cinco primeiros.
Ação de novo, novo problema nas relargadas lado a lado. Menos para Franchitti, óbvio. Era uma muvuca imensa de Dixon para trás que linhas de até quatro pilotos se formaram. Não deu outra: nova amarela, dessa vez pelo toque entre Ryan Briscoe e Townsend Bell. O primeiro vinha na linha interna na curva 1 e o segundo, por fora, tangenciou sem ver a presença do australiano da Penske. Juntos, sem violência, encontraram a parede. Isso porque Bell já havia entrado na curva 4 raspando no muro. Desastre duplo para a Sam Schmidt.
E para completar o desastre da Penske, Castroneves padeceu do mesmo mal de Power: andou um tempo com três rodas na pista.
Aí, na volta 165, a Ganassi agiu com coerência: chamar Franchitti uma volta antes da largada para os boxes para completar o tanque — os demais não conseguiriam. Servià recebeu a primeira posição, mas só por alguns instantes: Rahal o passou na relargada com a Ganassi ‘B’. Dixon veio na balada. E o incrível Kanaan, idem. 170, e o brasileiro vinha em terceiro.
O público começava a ficar em pé. Dixon foi para cima de Rahal e resgatou o primeiro lugar que obtivera no início. Kanaan tentou seguir o ritmo. Demorou até conseguir, mas Rahal devolveu na volta seguinte. Tudo isso pouco resolveu, afinal os três mais Servià se enfiaram nos pits para o splash & go.
Surgiu, então, Danica na ponta, giro 179, em tática diferente e uma possibilidade remota de terminar a prova sem precisar ir aos pits, trazendo Baguette de longe. Mas logo o belga, que andou bem a prova toda, chegou à primeira posição na 189. Patrick não aguentou. Foi aos boxes. Baguette tinha exatamente a mesma estratégia. Não vinha.
190, 191, 192… Nada de Baguette parar.
Foi na 196. A 196 derrubou Baguette. Pronto. A vitória era de Franchitti. Mas não. A jogada da Ganassi havia dado errado. Franchitti se arrastava de tão lento na pista para tentar economizar etanol.
Sobrou para Hildebrand, com tudo a favor. Tudo. Público em pé, sala de imprensa em meio a gritos, Hildebrand é um piloto bem querido nos EUA. Recebeu a bandeira da branca, e em vez de ficar em paz, abofou-se. Entrou na curva 4 e pam!, deu com uma violência que o fez ainda ir no embalo da reta principal. Mas vinda Wheldon logo atrás — que vinha de dois segundos lugares seguidos aqui, justamente pela Panther, a equipe de Hildebrand.
Natural, então, o choro e a comoção gerais. Wheldon não cabia em si por dar a vitória a um time que só faz esta prova na temporada, comandado por um amigo e seu ex-companheiro na Andretti. Mais ainda, o choro desconsolado de Hildebrand, cuja inteligência e capacidade é propalada por estas terras. Mas depois de hoje, talvez seja visto de outra forma por um bom tempo.
Uma pergunta ao caríssimo internauta: o que foi mais impressionante, o final deste domingo ou a decisão do título da F1 em 2008, entre Hamilton e Massa?
Eu já começo a pender para o que vi aqui em Indy…
Hossiers, 29
INDIANÁPOLIS | Chegou o dia da corrida, meu povo. Sol e calor, temperatura que deve chegar aos 30ºC, oh, yeah! Mas os pilotos têm um temor na longa tarde de hoje: as relargadas.
Tanto que a direção da Indy decidiu fazer uma pequena alteração na regra que coloca os carros dois a dois depois dos períodos de bandeira amarela: em vez de esperarem para chegar na reta principal e acelerarem no comando da direção de prova, os pilotos já virão alinhados na reta oposta lado a lado e, a partir da curva 4, poderão acelerar para que não cheguem nesta condição na perigosa curva 1.
A maioria dos pilotos não aprova este tipo de relargada, implantada neste ano. O pole Alex Tagliani chegou a dizer várias vezes nas entrevistas aqui em Indianápolis que se trata de algo “pouco inteligente” e até “bem imbecil”.
Hoosiers, 27
INDIANÁPOLIS | Gil de Ferran não para. Mesmo depois do fracasso com a equipe De Ferran Dragon no ano passado, quando o time foi desfeito por conta da falta de patrocínio, o brasileiro já trabalha em novo projeto. “Não me vejo fora do automobilismo”, disse o ex-dirigente em Indianápolis. Apesar da busca por um novo caminho na carreira, Gil admitiu que vai ficar de fora das competições neste ano, mas fez uma ressalva. O intervalo profissional tem mais a ver com a questão de não se fazer algo pela metade.
“Infelizmente, a gente não conseguiu levantar patrocínio suficiente pra poder participar de maneira competitiva, e aí a gente dissolveu nossa parceria. Meu relacionamento com o Jay (Penske) e o Steve (Luczo) continua 100%, e eles seguem meus amigos. O Jay está tentando fazer um novo negócio, mas eles não conseguiram se classificar para esta corrida. Quanto a mim, este ano vou ficar de fora, mesmo, porque não vejo sentido fazer alguma coisa no meio termo”, explicou o ex-piloto ao GP. Gil anda dando consultoria e fazendo trabalho de relações públicas nestes tempos sem estar numa equipe. Mas há algo engatilhado. “Estou começando a trabalhar em coisas para o futuro. Não sei o que é exatamente ainda — ou não estou preparado para falar isso no momento”, escondeu. “Eu sempre fui ambicioso e irrequieto. Eu não me vejo de férias para o resto da minha vida. Não me vejo fora do automobilismo”, reiterou.
O lado mais agitado da personalidade de De Ferran também o faz não descartar possibilidades no futuro. É claro que a ideia parecer ser mesmo a de permanecer nos EUA, mas um retorno à Europa também não é encarado com maus olhos. “Não tenho nada contra a F1, e se tiver de voltar, volto. Para mim, o automobilismo é um mundo muito pequeno. Eu sempre fui assim, e foi por isso que eu vim pra cá. Se eu fizer meu trabalho bem feito, consigo criar uma organização que seja competitiva em qualquer lugar, e isso é muito importante”, enfatizou o brasileiro. “Quando você menos espera, sempre tem um projeto interessante porque tem muitas coisas interessantes acontecendo pelo mundo, dentro e fora do automobilismo. Eu acho importante você manter a mente aberta e estar preparado para poder atender as oportunidades que passam pela sua frente. A verdade é que você nunca sabe o ônibus que vai passar”, acrescentou.
Falando em F1, Gil ainda comparou o cargo que desempenhou na principal categoria do automobilismo, quando foi diretor-esportivo da extinta Honda, e o trabalho à frente da equipe na ALMS (American Le Mans Series) e na Indy. No começo da análise, De Ferran até viu que era diferente, mas no decorrer da comparação encontrou pontos similares. “São duas experiências diferentes”, afirmou. “Numa eu era diretor-esportivo de uma equipe enorme e era responsável por tudo que acontecia na pista, inclusive contrato de piloto e tudo mais. Na verdade, apesar de eu ter sido dono e presidente em ambas, são meio parecidos, porque em nenhuma delas você fabrica os carros. Então, em termos de responsabilidades, são parecidos”, completou.
Gil também não se furtou de falar de Indianápolis. O brasileiro, que saiu vencedor da famosa prova de 500 Milhas em 2003, revelou que se lembra com detalhes do fim épico contra o então companheiro de Penske, Helio Castroneves. “Eu lembro de tudo, quase que minuto a minuto, principalmente no fim da corrida, com o Helio (Castroneves) fungando no meu cangote. Foi um dia fantástico, e me recordo da concentração e que não poderia cometer nenhum erro e ao mesmo tempo forçar ao máximo para ele não me passar. Esse momento ainda está super vivo na minha cabeça”, salientou De Ferran, que deixou as pistas no final da temporada de 2009, quando competia ALMS.
Ao ser perguntado sobre o desejo de pilotar, Gil reafirmou que ainda gosta. Porém, de novo, deixou novamente à mostra o traço da personalidade que não o permite fazer nada pela metade. “Eu gosto de pilotar? Adoro. Mas eu sempre vi isso de uma maneira que é ou tudo ou nada. Já era difícil andar bem o tempo inteiro quando você está fazendo isso 100% do seu tempo, completamente voltado a ser o melhor piloto possível. Você chega lá no fim de semana só por chegar e tentar não é meu estilo”, finalizou.
Hoosiers, 25
INDIANÁPOLIS | Historinha de jantar, aqui e ali: ontem à noite, lá pelas 22h e pouco, estavam lá os pilotos em seus motorhomes lá dentro do Indianapolis Motor Speedway, uns vendo TV, outros de pijaminha e pantufa, outros até dormindo, quando a organização da Indy foi lá bater à porta, um a um.
Queriam que todos deixassem suas casas móveis imediatamente. A ameaça de tornado era grande e devidamente difundida por rádios e TVs.
Muitos pilotos até se recusaram a ir. Tolos. Foram obrigados. E lá nas garagens do Gasoline Alley foram parar. No fim das contas, a chuva não foi nem tão forte. E antes da meia-noite, acabaram liberados para que voltassem ao ritmo normal.
A quinta-feira em Indianápolis foi de chuva e frio. Os pilotos da Indy Lights mal puderam fazer a classificação para a corrida de amanhã. A temperatura despencou: neste momento, 11ºC.
Hoosiers, 24
INDIANÁPOLIS | A força que Simona de Silvestro tem feito e mostrado impressionam. A melhor pilota do grid de largada em Indianápolis enfrentou um desafio maior para se classificar — e ainda traz as consequências dele, visíveis, nas duas mãos. As ‘luvas’ feitas com faixas por causa das queimaduras decorrentes do acidente da semana passada vão acompanhar a suíça na corrida de domingo. E pode ser que pendurem até para a próxima etapa.
Simona foi a primeira a se acidentar nos treinos livres em Indy. Não teve culpa: algo se soltou do carro, que foi parar no muro e de ponta-cabeça e provocou um ligeiro incêndio. “É a pior coisa que eu já passei na minha carreira”, admitiu De Silvestro, que só pensava na corrida. “Eu não tinha certeza se poderia voltar a guiar o carro na sexta-feira passada, mas voltei e foi tudo bem.”
A representante da equipe HVM andou com seu carro reserva sem atualizações e, mesmo assim, conseguiu se classificar no Pole Day. A dor só incomodou de início. “Aí a adrenalina toma conta”, contou. “É desconfortável, mas é só não pensar nisso. Acaba sendo mais mental e psicológico. Para ser um piloto de carros você tem de ser bem forte mentalmente, e já tenho de saber que vou lidar com altos e baixos durante uma etapa. Eu me julgo uma pilota forte mentalmente, e acho que muitos dos meus colegas não fariam o mesmo que eu, de bater, me queimar e voltar logo.”
“Mais nervosa olhando de fora todo mundo no treino do que dentro” na sexta-feira, Simona percebeu que seu acidente lhe trouxe mais apoiadores. No fundo, foi bem legal, porque as pessoas acabaram torcendo ainda mais por mim. Acho que, sem elas, eu não teria entrado tão bem no carro, e todo o time me apoiou e me deu força. Esse é o tipo de coisa que empurra você mais ainda”, declarou.
Saindo em 23º, Simona vê Indianápolis como todos os ovais. “São um desafio para mim porque nunca tinha corrido neles antes de vir para a Indy, e acabo correndo contra gente que tem muito mais experiência”, avaliou. “Além disso, estamos construindo uma equipe juntos, mas só tem eu lá. Depois de um ano, tenho um carro bem forte a cada fim de semana, e estou muito feliz por poder mostrar que somos competitivos.” A meta para a prova é “fazer o máximo de voltas que puder na corrida, e de forma confortável no carro”. “Se isso acontecer, acredito em um bom resultado.”
Sobre as marcas das queimaduras de segundo grau, Simona até fez graça. “Os médicos disseram que está muito bom, mas não me parece que estejam, não”, e riu. “E eles falam como os caras do time: é só trabalhar na direção certa que tudo resolve.” De Silvestro afirmou que “a pele vai começar a se normalizar entre 15 e 20 dias”, o que ainda pode fazer com que a pilota corra com uma proteção na etapa dupla do Texas. “Para Indianápolis, estas luvas vão ser menores, o que é muito bom para mim também”, finalizou.
Hoosiers, 23
INDIANÁPOLIS | Entrevista rápida com Helio Castroneves agora há pouco em Indianápolis, em que o brasileiro explica seu 16º lugar no grid de largada e a expectativa para a corrida de domingo:
Hoosiers, 22
INDIANÁPOLIS | Jimmy Vasser me confirmou hoje à tarde a informação de que convidou Alessandro Zanardi para vir a Indianápolis — e de sua impossibilidade de comparecer ao Pole Day e à corrida em si — e de que houve uma proposta por parte do italiano para correr na etapa da Indy em Las Vegas.
Mas Vasser meio que descartou a possibilidade em sua equipe.
Porque Zanardi pode aparecer na Ganassi…
Hoosiers, 21
INDIANÁPOLIS | A noite cai com as TVs e rádios anunciando a passagem de uma tempestade que pode virar tornado em pelo menos nove dos 92 condados de Indiana. Indianápolis está localizada em Marion, e a parte sul da região já está sendo afetada pelo mau tempo.
O sistema de alerta na capital emitiu uma série de alarmes para que todos corram para lugares protegidos e se municiem com água, longe de paredes. No momento em que o primeiro alarme era emitido, confesso que não fiquei muito preocupado.
Hoosiers, 20
INDIANÁPOLIS | Dois senhores, há não sei quantos anos, talvez cem, preparam a mão o grid de Indianápolis aqui na sala de imprensa. Agora há pouco, mudaram o grid calmamente de 19º para cima, como se fosse a tarefa imprescindível da semana.
E eis o cartaz do novo último colocado:





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