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Brasilândia, 6

INTERLAGOS | Ontem no fim da tarde, início da noite, Massa deixou o autódromo e, ao passar a catraca de entrada/saída do paddock, deparou-se com quatro torcedores.

Um deles, levemente acima do peso, vestia uma camiseta da McLaren e pediu para que o ferrarista tirasse uma foto com ele. Massa fez um sinal que não, meio que às pressas, e foi-se.

Nisso, o fã não perdeu a pose e soltou, também fazendo com as mãos ao peito: “O Hamilton mandou um abraço…”

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Xabu Dhabi, 3

SÃO PAULO | Aqueles quem sempre acham que o copo está meio cheio e o pessoal que estava nas arquibancadas em Abu Dhabi de frente para Meca tinham alguma esperança de ver uma briga entre Vettel e Hamilton pela vitória em Abu Dhabi. Mas como a F1 está num clima de fim de feira, foram 14 segundos e duas curvas até o furo do pneu traseiro direito do alemão. As flores não cresceram mais. Até o alecrim murchou. E murcho, Vettel desceu do carro, com uma cara de choro como se tivesse perdido a corrida de sua vida. Precisou até Bernie Ecclestone ir consolá-lo, enquanto tentava acessar o Facebook e o Twitter para colocar uma carinha de tristeza, =(, :( ou =/.

Certeza que Bernie chegou lá, deu um tapinha na bunda de Vettel e disse: “Fui eu que furei”. Fanfarrão.

Vettel teve oportunidade, digamos assim, de acompanhar uma corrida como um todo. Viu como é dura a vida de quem acompanha de fora uma prova tão insalubre como a que acontece em Abu Dhabi. Mas até que o começo foi legal, como tem comumente sido. Alonso pulou para o segundo lugar, jantando o apático Webber e o semielétrico Button, que tentou recuperar a posição. Mas voltas depois, eis que o rumo da corrida estava definido, com a ordem Hamilton – Alonso – Button – Webber – Massa.

O desenrolar mostrou que o problema de Button estava no Kers e que a Red Bull não tinha nenhuma chance de vitória com seu outro piloto. Sem Vettel, a Red Bull é uma Toro Rosso de grife, principalmente porque Webber não ajuda. Ainda, atrapalhou-se nos pits, devolvendo o australopiteco atrás de Massa. Claro que jantou Felipe, com certa dificuldade e até pouca inteligência — usava a asa traseira na primeira reta e permitia que Massa devolvesse a ultrapassagem na segunda –, mas nem assim conseguia se aproximar de Button. Aí a Red Bull me vem com uma estratégia diferente de três paradas.

Ali a Red Bull punha no lombo de Webber, com um ferro de gado, o quinto lugar. E aí Massa, então, poderia, vejam vocês, conquistar seu melhor resultado no ano, um inebriante quarto lugar, uh lá lá, e isso com a asa dianteira antiga, que, em termos de perfomance, é muito pior que a de Alonso, novíssima, e aquela patacoada toda que a patuleia é obrigada a ouvir como lobotomia pacheca.

Massa roda no fim da corrida. E como naquele desenho do Pica-Pau, em que o taxidermista vê voando 100 mil, 100 mil dólares, mansão, iate e mulheres, a quarta posição se vai. A Ferrari, na mesma hora, se manifesta no Twitter. “Spin for Felipe…”, com as reticências, meros três pontinhos, dizendo muito. Felipe chegou 1s7 à frente de Rosberg.

Não vai acontecer, claro, mas um dos muitos fatos que mostra a temporada escabrosa de Massa é que ele ainda pode perder o sexto lugar na classificação geral para o próprio Rosberg. Felipe tem de ser muito família, mesmo, para que Luca di Montezemolo, Stefano Domenicali e os demais o abracem com tanta força para mantê-lo lá — e é bom ressaltar que a mesma coisa acontece entre a Red Bull e Webber. Como o pedreiro João Paulo Borgonove disse, não parece Barrichello o brasileiro que está prestes a sair da F1. É uma pena atestar a cada 15 dias que Massa não representa nada para as ambições da empresa que o emprega, para o espetáculo de uma corrida e por quem quer que torça por ele.

Sobre Barrichello, uma bela corrida. Bela, mesmo. Sair de último, com pneus duros, para beliscar os pontos e chegar em 12º pode não ser muito aos olhos mais críticos, mas pelo menos demonstra que ele, sim, tem motivação para continuar. Depois da declaração do pedido de respeito, Rubens evitou escrachar a Williams, mostrou-se solidário ao time, publicamente, diante do infortúnio de ontem na classificação e foi lá fazer o seu, enquanto Pastor Maldonado se mostrava um daltônico seletivo e se perdia enquanto retardatário. Se essas provas finais representarem algo no futuro, Barrichello garantiu que tem sua lenha ainda. E seria um desrespeito, daqueles bem grandes, se a Williams vier nas próximas horas com o anúncio de Raikkonen como seu piloto.

Senna, então, vai se complicando de vez. Bom, a Renault não ajuda em nada. O carro parou na evolução justamente porque não tem em seus dois pilotos maestros em conhecimento técnico, muito pelo contrário. Mal ou bem, com Heidfeld vinha lá fazendo seus pontinhos. Foram 34 em 11 corridas. Petrov é inconstante. Bruno não consegue se livrar do pelotão do meio. Hoje tomou um drive-through à la Maldonado. Se ele mesmo sabe que precisava impressionar a equipe para garantir seu lugar em 2012, Bruno vê no desespero do time que está longe de tê-lo: a futura Lotus fala abertamente que vai esperar Kubica o tempo que for preciso. Porque sabe que nenhum dos caras que lá puserem a bunda tem metade da capacidade do polonês.

A Force India andou bem demais, sobretudo com Sutil, que perdeu nas voltas finais posição para Schumacher. Sutil, devidamente focado, é piloto de equipe de ponta. Os indianos, aliás, vivem uma situação diametralmente oposta à da Renault: têm três pilotos de ótima qualidade e uma bucha para resolver. Que já foi resolvida, na verdade: vão de Di Resta e Hülkenberg no ano que vem. Sutil é aquele que teoricamente corre muito por fora na Williams, caso essa história de Raikkonen não flua. E cairia bem até na Renault, com sua capacidade nos braços e nos patrocínios — pena que no começo do ano tenha brigado com um diretor do grupo Genii e se queimou lá. E Kobayashi voltou aos pontos. Ô, o Mito voltou, gritaram em Kobe e Fuji, com o som ecoando pelo mundo todo.

A F1 vem ao Brasil logo mais para vender seu último tomate e fazer a festa e a fuzarca. E por tudo, os pilotos brasileiros não vão ter muito o que comemorar.

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Xabu Dhabi, 2

SÃO PAULO | Donatien Alphonse François, se pudesse aplicar seus conceitos nas práticas lúdicas à época, teria em Sebastian Vettel uma personagem perfeita. É que dificilmente o Marquês de Sade pensaria em algo para se divertir e brincar preso na Bastilha enquanto escrevia suas obras pervertidas, mas certamente haveria de pensar em alguém fornicando, ou ‘funicar’ (Malafaia, pastor Silas) seu algoz Napoleão com a mesma crueldade que o alemão aplica aos rivais na F1 atual.

A queda da bastilha de Hamilton se deu só na volta final de um fim de semana que parecia seu. Era possível até imaginar aquele Lewis repaginado, livre de Nicole Scherzinger e do mal que o afligia, a Falta de Foco, enfim comemorando uma pole dignamente. Líder do treino 2, líder do treino 3 com folga, Q1 no bolso, Q2 dominado, a corrida para o abraço, e aí vem Vettel, para honrar as estatísticas e dar à Red Bull a recompensa por mais um erro cometido no dia anterior, para ser parte da estatística da F1 e empatar com “Mr. Mansell”, para se igualar ao maestro Juan Manuel Fangio.

E ainda tem nego que teima em achar Vettel qualquer um…

Na dele como sempre, Button ficou mais do que próximo de Hamilton para abrir a segunda fila. O frívolo Webber, cuja bastilha já caiu faz tempo, conseguiu um insosso quarto lugar. A Ferrari pôs-se na terceira fila, lugar que lhe cabe como de costume, com Alonso, mais de 0s6 à frente de Massa. Uh la lá, diria algum companheiro francês do marquês, la maison est tombée. A Mercedes segue como quarta força, e a quinta da vez é a Force India, que deve brigar bem com Sauber e Toro Rosso na corrida, talvez a Renault.

Falando em Renault, mais um erro de Senna, novamente confessado pelo brasileiro. Como sempre digo, é muito bom que Bruno os admita, mas estes pequenos problemas que estão vindo do braço do piloto estão pegando mal já na equipe, que realmente começa a pensar com mais carinho em Grosjean, ao que me conste Romain, e não Sébastien.

Quanto à Williams, o que dizer? Bem, Raikkonen, lá em Gales, deve estar vertendo vodca para esquentar e pensando se é realmente a melhor escolha para se fazer de sua vida. “Inkki kieufuimmi metter?”, ouviram-no balbuciar, em sua língua natal. Chega a dar dó de Barrichello, que aos 45 do segundo tempo, obtém a pior posição de largada da vida. A Williams, então, vixemaria!, havia 36 anos que não conseguia coisinha pior. E não há nada, nem dinheiro catariano algum, que a faça dar um salto pimponesco para recolocá-la no caminho das grandes. A Williams hoje vive tempos de Minardi.

Vamos ao resultado antecipado da prova: um rapaz campeão, bicampeão, como vitorioso e dois outros caras, com macacão de gosto bem duvidoso, azul, ocupando o pódio. E pior que o porre que Raikkonen deve ter tido nesta pista de desagrado geral, doloroso para nossos olhos, porém provavelmente agradável ao gosto do marquês.

 

 

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Xabu Dhabi

SÃO PAULO | Nada que vá mudar o rumo deste 11/11/11 nem mesmo de 2012 e sua temporada, mas hoje Vettel errou pela quarta vez na temporada, todas numa sexta-feira — e não foi às 11h11 no horário brasileiro de verão. O campeão bateu na Turquia, no Canadá e no Japão, lembram-se? Sempre houve o lamento e a promessa de um sábado compensador.

Pois em Kurtkoy, em Montreal e em Suzuka, Vettel foi lá e cravou a pole. “Eu já vi esse filme”, diria Américo Teixeira Jr., com as sobrancelhas erguidas e seu estiloso óculos.

E pela sétima vez em 18 provas, a Red Bull ficou sem liderar um dos dois treinos livres do fim de semana. Só que as estatísticas apontam que só na Coreia o resultado foi diferente: Hamilton foi pole lá. Nas demais, todos sabem o resultado.

Esse fim de temporada, insosso por natureza e com corridas sem atrativos, ao menos aproximou McLaren e Ferrari da Red Bull, que usam tais provas como desenvolvimento para o ano que vem, já que as mudanças técnicas são poucas — a maior delas é o fim do difusor com gases aquecidos. Em treinos e classificação, as duas até que tentam.

Ah, claro: deu Button na primeira parte, Hamilton na segunda. Alonso, que também bateu, ainda terminou em terceiro na fase crepuscular.

Outra vez Massa usou aquela asa raspa-asfalto, que balança mais do que técnico do Ceará. É a tentativa da Ferrari em usar um dispositivo dianteiro que incline tanto quanto o da Red Bull, mas que traga eficiência. Ao que se nota, o da Ferrari vem com deficiência. Tanto que a peça foi trocada ao longo da segunda sessão, e Felipe ficou em quarto, 0s009 atrás do companheiro.

Senna só teve chance no treino final por ter de ceder seu carro a Grosjean — que dizem ser o favorito à vaga de 2012, o que não deixa de ser esquisito. Tomou 0s4 de Petrov, o que deve ser desconsiderado. Barrichello, coitado, só pasta com essa Williams, e por mais que diga que esteja tudo tranquilo e tal, acompanha cada movimento da equipe em relação a Raikkonen. Rubens minimiza os contatos, que já são confirmados pelas duas partes. O ‘Turun Sanomat’, jornal finlandês, afirmou que o anúncio sairia neste fim de semana. A ver.

E já que tem de ver, é duro ter de ver essa pista mequetrefe do mundo árabe. Podem ter gastado bilhões para construí-la, mas para mim não vale uma pataca, quanto mais um centavo. Só perde para aquele desastre automobilístico de Yeongam.

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Taste of India, 2

SÃO PAULO | O cara não dá nem graça. Não que seja de Vettel a responsabilidade para tal, mas aí ele vai, contorna a primeira curva, à direita, na frente, abre mais de 1 segundo em duas voltas para evitar que quem venha atrás use a asa móvel e dispara e deixa tudo entre o segundo e o quinto, quiçá sexto. Curioso é atestar que o alemão, que vem pulverizando recordes e mudando o rumo das estatísticas, tenha só conseguido hoje seu primeiro grand chelem – pole, vitória de ponta a ponta e melhor volta. E agora passa a ser o mais novo piloto da história a ser grandchelenizado. É muito transão, como diria o amigo Helmuth Rogano.

A corrida em si foi meio broxante, até pelo que se aguardava deste bom e sujo circuito de Buddh. “Buddh que pariu”, gritou uma hora Roman Atkinson, sem segurar seu Teddy. Foi a melhor cena fora da prova, depois de mais um round entre Massa e Hamilton, desta vez com culpa do brasileiro, que se arremessou sobre o inglês. Viram sob o macacão de Luisão uma camiseta com dizeres “why always me?”, mas a info não foi confirmada.

Sei dizer que essa coisinha entre os dois já meio que passou os limites. O nasal Fábio Seixas chegou a dizer no Twitter que seria de bom grado a FIA dar uma puniçãozinha mais válida a ambos, talvez uma corrida de suspensão. Talvez Fábio tenha razão, o que é bem difícil. A verdade é que a fase dos dois é péssima. E vale dizer que Felipe fazia grande prova, comparando seu desempenho ao de Alonso. Mas aí veio a punição e uma outra zebra salsicha na sua vida. 24 pilotos, e só Massa quebra a suspensão lá, duas vezes. A culpa, creio, não é bem de quem colocou a saliência ali.

Button passou Alonso e Webber na primeira volta e se manteve em segundo o tempo inteiro, segundo melhor piloto da temporada que é. Alonso, terceiro, superou o frívolo australiano na parte final. É absurdo que Markola não chegue ao pódio com um carro desses. É ridículo que não tenha brigado pela vitória em nenhuma das 17 etapas. Quando o consultor Helmut Marko vem a público para achincalhá-lo, no fundo tem razão. E a Red Bull, essa máquina também do marketing, bem que podia colocar Alguersuari, que faz uma segunda metade de temporada excepcional, para correr lá em Abu Dhabi e no Brasil. Um choque de cultura seria bom para o australiano rever a carreira e o que não fez em 2011.

Schumacher à Schumacher de antes, quinto largando de longe, chegou à frente de Rosberg. A Mercedes, quarta força, tem a dupla mais equilibrada da temporada. Nico começou o ano bem, mas é Michael quem vem melhor agora. Seria interessante um carrinho melhor no ano que vem. Para dar uma apimentada na F1 que voltou a ser monótona, já falo disso. Jaimito foi oitavo com esta Toro Rosso que só dá alegria, seguido pela Force India boa de Sutil e este Pérez que tem colocado Kobayashi no nabo incandescente japonês.

Senna fez boa corrida, convenhamos, e se não tivesse de parar para colocar os pneus duros no fim, estaria com algum pontinho no fim. A Renault está na mão inversa da Toro Rosso. Barrichello foi 15º, atrás de Kovalainen e após um toque com o companheiro Maldonado na largada. Este provável fim de carreira na Williams atordoa Rubens, que tem menos de um mês para saber o que vai ser de sua vida.

A F1 começou excelente em 2011 em termos de ultrapassagem e movimentação com as novidades, o DRS e os pneus que desgastam. Apesar de um teor artificial, as primeiras provas foram empolgantes. Ultimamente, as corridas tornaram a ser como as do ano passado. Todo mundo pegou a mão da coisa? Pode ser. As estratégias não têm variado muito. A culpa não está também nas pistas – a de hoje na Índia parecia convidativa a emoções. E Vettel também contribui para tal na medida em que não dá chance para o resto, e ver uma briga pelas posições posteriores realmente não é um alento. O campeonato vai em ritmo de fim de festa. Que nunca é muito animado.

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Ruingam, 2

SÃO PAULO | E foi-se um dos recordes que a Red Bull poderia bater na temporada. De quem menos se esperava, alguns podem achar, mas foi daquele que realmente esteve mais perto ao longo desta temporada de desbancar os taurinos das poles. Com a régua do campeonato devidamente passada, Hamilton tem amanhã a grande chance de fazer as pazes não só com a vitória, mas com um caminho que perdeu ao longo da temporada.

Porque um cara que mal comemora a pole realmente está mal…

Enfim, o carro da McLaren está tinindo nesta pista xexelenta da Coreia do Sul, e ao que parece já está mais ao nível da rival de chifres. É uma base validíssima que a equipe vai carregando e levando para a temporada do ano que vem, em que pouca coisa vai mudar em termos técnicos. Vale ressaltar que a capacidade de reação dos prateados é muito maior que a da Ferrari, por exemplo, que estagnou. Ainda que não tenha lá o que fazer mais no carro deste ano, os vermelhos contentaram-se em ser a terceira força.

Ainda sobre Hamilton: fazia 27 provas que o inglês não conseguia uma pole. Deve ter largado o empresário, a vida de pop-star e Nicole Scherzinger em uma semana, segundo a voz da consciência, em apenas uma semana.

Vettel sai ao lado, e nota-se que não ficou nada muito feliz, o que demonstra sua concentração e importância com um campeonato fadado às corridas amistosas. Na segunda fila, uma repetição, com o impávido Button e o pálido Webber.

Massa larga pela quarta vez em cinco corridas na frente de Alonso. Mas a gente sabe bem que sua posição à frente não dura mais do que duas voltas e cinco contos de réis — ainda que o espanhol pouco se importe em batalhar por um vice que realmente não tem lá muito valor. Depois, o sétimo de sempre, Rosberg, com Petrov andando bem à frente de Senna no fim de semana. O russo deu uma acordada. Aí as Force India, que tornaram a ser quinta força. É um belo revezamento feito com a Sauber, uma briga interessante.

O supramencionado Bruno só sai em 15º. Um desempenho fraco. Mais ainda o de Barrichello, ceifado já no Q1 junto com a patota da misericórdia. Aliás, para quem diz que tem muito mais a mostrar do que Raikkonen, é um desempenho que funciona como uma pá de cal. Disse se tratar de uma decisão estratégica para poupar pneus. Que a tática funcione amanhã, pois. Senão vai ser estranho.

A briga de amanhã pelo troféu principal naquele circuito pífio, de arquibancadas sem bundas a sentar, tem cara de ter três pilotos. E para que um se resgate, tire a zica do pântano, seria de bom grado vê-lo no lugar mais alto. Eu estarei na Rádio Globo novamente, comentando a prova ao lado de Oscar Ulisses. Ouçam, então.

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Button segue

SÃO PAULO | O óbvio e esperado aconteceu, e a McLaren confirmou hoje de manhã que Button fica no time. Não deu detalhes da duração do acordo, como é de seu costume, mas soltou que é “a longo prazo”. Assim, o boato plantado de que Jenson seria o próximo na escala da Ferrari para substituir Massa em 2013 morre.

É uma vitória mútua. Button é hoje o líder da equipe e está numa fase estelar, tão boa quanto a que viveu no início de 2009. A diferença é que há dois anos, seu carro e seu desempenho eram equivalentes ao que são a Red Bull e Vettel hoje. Reitero: não fosse a impecabilidade deste conjunto, Button caminharia com méritos para seu segundo título na categoria. Guia o fino.

Além disso, a McLaren mantém seu clima intramuros ameno e com equilíbrio de gênios. O outro fiel da balança, Hamilton, está num ano para esquecer. Um pouco de descanso após essa temporada vai fazer bem ao rapaz. Com a dupla mais forte do grid e um passo à frente, o time de Woking tende a ser o grande rival da Red Bull.

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As ondas do rádio e o naufrágio

SÃO PAULO | A comunicação via rádio no automobilismo foi criada essencialmente para que piloto e equipe pudessem trocar informações a respeito da funcionalidade do carro e andamento da corrida, respectivamente, além de ser um meio mais fácil do que as placas postas na reta dos boxes — meramente parte do show e úteis em caso de dificuldade na transmissão. Com o tempo, e com o aperfeiçoamento dos detalhes e dos equipamentos, o rádio se tornou parte imprescindível para o resultado de uma prova, acionado precisamente para definição das estratégias. E num mundo de espetacularização, a revelação das conversas, ainda que em trechos, trouxe um componente interessantíssimo para o público da TV.

Neste cenário, Massa tornou-se protagonista na F1. E numa temporada cujo fim virtual se dará neste próximo fim de semana, a grande chama veio na revelação feita pela própria categoria dos melhores momentos do GP de Cingapura, em que o engenheiro Rob Smedley (“Fernando is faster than you”) pede para que Felipe “destrua a corrida” de Hamilton, seguida de uma frase de incentivo, “vamos lá, meu garoto”.

Vamos lá, meu garoto. O objetivo da Ferrari foi alcançado. Ainda que Hamilton tivesse habilidade e capacidade para recuperar-se na prova, não conseguiu chegar em Alonso para tirar do espanhol o quarto lugar, ou ainda brigar com o espanhol durante parte da corrida. Também, por mais que a ordem tenha sido dada, não foi Massa quem a executou: Hamilton afobou-se e, castigo dos deuses, destruiu a corrida de Massa. O pedido em si, quase uma declaração beligerante dentro da esfera esportiva (esportiva?), não ameniza nem tira do inglês a culpa. E por mais que esteja numa fase de cair vaca e boi na cabeça, é exagero que peçam a sua durante as próximas reuniões de pilotos antes das etapas.

Ao garoto Massa. Bom garoto, já disse aqui, um rapaz de personalidade, íntegro e que não se deixou levar pelo ufanismo e pela fuzarca nacionalista. Bom piloto também, mas não mais que isso, se analisada sua carreira como um todo. Defenestrado da Sauber de início, por se opor a ordens de equipes, encontrou na Ferrari sua redenção, treinou, voltou à Sauber e foi preparado pelo time italiano para ser seu primeiro pupilo lá desenvolvido. Substituiu Barrichello e não foi a pedra no sapato que havia sido o compatriota, sendo tratado como irmão por Schumacher. Pegou Raikkonen como companheiro. Com um ano de casa, e em tempos que a Red Bull ainda não era grande, foi o único dos grandes a não disputar o título em 2007. No ano seguinte, Kimi enfraqueceu-se, e Massa foi o homem da Ferrari a brigar com Hamilton pela taça. Não vinha mal em 2009 até sofrer o acidente na Hungria. Em 2010 e até agora, tem sido um esboço de piloto.

Então, Massa só foi competitivo, de verdade, em 2008. Merecia aquele título, olhando por um prisma holístico. Não foi, caprichos da vida e, especificamente, daquela corrida memorável em Interlagos, toca-se o barco.

Mas o rádio, de todas aquelas funções, revela um Massa dominado pela Ferrari, que deve se submeter aos pedidos de quaisquer natureza, desde abrir passagem para o companheiro em tempos que teoricamente as ordens de equipe estão proibidas até mesmo acabar com a corrida de um rival. No ano passado, Felipe não fez só um mal danado à F1 e ao esporte ao se deixar levar pela voz que insistia orelhas adentro, mas ao não vencer na Alemanha, num momento particular difícil, fez da sua vida enquanto esportista algo mais difícil ainda. A frase de Smedley, em inglês ou em português, virou chacota mundial e de tempos em tempos rotula o brasileiro. Sem se impor, Massa virou o boneco de ventríloquo da Ferrari.

A nova conversa via rádio infelizmente corrobora. Massa, com menos de metade dos pontos de todos os seus concorrentes diretos, passou a ser visto como um secretário do mês em prol de um companheiro quase que sempre mais rápido em classificação e sempre melhor em corrida. A Ferrari faz lá sua tática para Alonso, e Massa que se vire para ajudá-lo. Alguns terão alguma dificuldade para entender, vão achar que estou dizendo que é igual, mas lá vai: é claro que não se espera de Felipe que vá jogar Hamilton no muro e que o “destrua” seja mais forte do que possa significar, mas a grita que o próprio Massa fez há três anos por causa de Nelsinho e… Alonso… na armação em Cingapura se torna vazia e inócua diante do que ele poderia fazer na corrida. Massa é o que Nelsinho foi, um mero suporte para o brilho do parceiro de garagem, e se chegou a se ponto, se achou ridículo a atitude e o comportamento do compatriota, deveria se inserir no contexto para ver qual é o tipo de papel que está desempenho na prática.

As ondas do rádio estão ajudando a revelar que não só corridas podem ser destruídas, assim, a torto e a direito. Carreiras, também.

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Cidade-estado, 3

SÃO PAULO | A melhor coisa destas duas horas do GP de Cingapura foi ver Tony Fernandes reclamando de Jaime Alguersuari o tempo todo no Twitter por ter acertado seu piloto Jarno Trulli, sem nunca acertar o nome do espanhol. Como diria minha bisavó, não chamando de ‘filho da puta’, está bom, embora o endinheirado malaio tenha pensado nisso. Mas a corrida em si foi aquilo desta temporada: Vettel larga, faz a primeira curva na frente e se vai, e como um satélite desgovernado, ninguém mais vê.

Com cinco voltas, Vettel já tinha aberto uma distância de 7 segundos para Button, segundo facilmente depois que Webber largou mal pela 76ª vez no ano e derrubou Hamilton consigo. Não há Roberto Shinyashiki no mundo que motive um piloto a tentar algo. O negócio era ver se depois da longa corrida, Vettel comemoraria o título. Em nenhum momento, a combinação de resultados apontou para tal porque Button cantou o refrão preferido do colega alemão, o “daqui não saio, daqui ninguém me tira” também.

Aliás, pecado, mesmo, Button estar guiando o fino e não ser campeão. Pena.

Alonso também jantou Webber na largada e só perdeu o terceiro lugar porque os pneus da Ferrari dissolvem tão rápido quanto os da Mercedes. Assim, o espanhol, tal como Massa, foi obrigado a parar antes que os demais. Ainda que depois das paradas volte na frente dos rivais, o ciclo do desgaste impede que a defesa da posição dure. E olha que Webber só retomou o lugar no pódio depois de uma cochilada de Fernandito na relargada pós-safety-car, acionado com a piaba que Schumacher deu em Ligeirinho Pérez. Assim ficou entre os quatro primeiros.

Hamilton e Massa, que deveriam completar o grupo dos seis primeiros, na verdade completaram a manobra de choque que foi ensaiada ontem no Q3. O inglês quis porque quis passar o brasileiro na fase final da classificação, aos que não se recordam, e hoje deu um toque evitável em Felipe ao tentar ultrapassá-lo ainda no começo da prova. O pneu de Felipe e a paciência foram para o espaço. Bastardo!, gritou Massa, no que pôde ir para o ar na transmissão da TV. Os dois foram para os pits, Hamilton para trocar a asa dianteira e, posteriormente para pagar a punição, e acabaram partindo juntos para uma recuperação. Digamos que Hamilton tenha conseguido e foi passando todo mundo para chegar em quinto. Massa penou para superar Pérez e ser nono. E depois da prova, digamos que Massa foi atrás de Hamilton pra tirar satisfação, em cena que quem acompanhou descreveu como patética. Chamaram o Ratinho, e tudo foi resolvido.

Hamilton e Massa não precisam apenas tirar a zica, digamos assim. Também ouvi por aí que o primeiro precisava de um psiquiatra. Mas na verdade, um pouco mais de pilotagem, e cabeça, cairia muitíssimo bem.

Di Resta foi o nome da prova. A Force India, cônscia de que sairia pelo menos com nono e décimo lugares, variou na estratégia e pôs o escocês para um primeiro trecho de corrida mais longo, numa clara tentativa de fazê-lo parar uma vez menos — já que o tempo perdido nos pits de Cingapura é deveras exagerado. Sem Massa e Hamilton, o companheiro e as Mercedes já com uma parada no bolso, lá estava Paul em quinto. Aí veio o safety-car, tal, as coisas realinharam, e ainda assim ele se manteve impassível e só passado por Hamilton, que voava com pneus novos no fim. É um cara ótimo, de fato, e não à toa é o único garantido no time em 2012. Sutil foi oitavo, atrás de Rosberg e seu fixo sétimo lugar.

Barrichello chegou a beliscar a zona de pontos, mas teve de amargurar com o 12º posto. Agora a Lotus Renault foi uma piada. Andou no ritmo da xará verde, tanto que Kovalainen terminou a prova à frente de Petrov. Senna teve problemas, parou uma vez mais para trocar o bico, e ficou à frente de ambos. Essa só entra para a conta de Bruno como a virada sobre o parceiro, num comparativo direto. E que a vida não é tão fácil assim no time em que Petrov paga a conta e ele leva patrocinadores, pelo que andei ouvindo por aí.

Basta a Vettel pontuar no Japão, isso se Button, agora segundo na classificação, vencer. Pura teta de nega, e vai ser em Suzuka a grande decisão. Um palco muito mais valoroso para que Sebastian chegue ao seu pujante título e, certamente, com uma corrida muito mais interessante que a de hoje.

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Itálico, 5

SÃO PAULO | A corrida seria interessante sob um principal ponto de vista: o momento de ativação da asa móvel. Normalmente, dar-se-ia, com mesóclise e tudo, entre as voltas 2 e 3, não fosse o curling em gramado que Liuzzi vez com sua vassoura hispânica. O cenário imaginado era Vettel na ponta com as McLaren, mais velozes em reta, atrás. Mas Alonso fez seu belo brilhareco e apareceu ali na frente do alemão assim que o safety-car se pôs no seu lugar nos boxes.

Como a Ferrari vinha em média 0s7 mais lenta que a Red Bull, não tardou a Vettel jantá-lo e comê-lo com farofa. A McLaren via-se em problemas: Hamilton não conseguia passar Schumacher, terceiro, e Button teve um problema na largada. Cai o pano, fim de corrida, vencedor definido.

Vettel é um piloto estupendo, e me causa certa espécie e espanto ver alguns comentários, aqui e ali, que o desmerecem e carregam o mimimi de que ele é assim só por causa do carro que tem. Porque Fangio, Senna, Schumacher e Prost, puxa vida!, foram campeões com carros medianos, muito inferiores aos demais. Eram simplesmente interplanetários. Comparações? Vamos a elas. Está melhor que Hamilton e Alonso, indubitavelmente. É melhor que Hamilton? Sim, tem já alguma margem à frente. É melhor que Alonso? Sinceramente, é, é melhor que Alonso. Pode ser melhor que Schumacher e Senna? Vão muitos degraus ainda. Mas está no caminho. Não é pecado se igualar ou passar gentes que a patuleia põe como mitos inalcançáveis, na maioria das vezes por patriotismo latente.

Aí Button foi se recuperando, naquele tipo de corrida que ele parece gostar. Enquanto Schumacher era exímio em segurar Hamilton, Jenson colou em ambos. Na rádio — sim, estou metido hoje, comentei na Globo —, eu disse ao Oscar Ulisses que não demoraria para que passasse os dois. O Oscar brincou, em tom de desafio. E lá foi Button, lorde e estelar, para as cabeças brigar com Alonso pelo segundo lugar, como acabou acontecendo depois da segunda parada. Pilotaço, como é bom sempre destacar, Button. Se Vettel é hors-concours no campeonato, o título deveria ser de Jenson.

Uma hora não ia dar, e Schumacher se viu ultrapassado por Hamilton. Mas foi a atração da corrida. Que depois disso passou a não ter mais graça, afinal as posições já estavam bem definidas, na ordem Vettel, Button, Alonso, Hamilton e Schumacher. Se a corrida tivesse mais algumas voltas, Hamilton roubaria o lugar do espanhol no pódio, mas azar de Lewis, mais um, se não teve habilidade e/ou competência para não ver a vida além de uma Mercedes. Vai mal, mesmo, Luisão.

Massa hoje tem a desculpa de ter sido abalroado por Webber, esse fraco, que proporcionou à Red Bull seu primeiro abandono no ano. Mas não iria além do sexto lugar, as always. Alguersuari chegou em sétimo e faz por merecer sua permanência na F1 já há algum tempo. Tem mandado muito bem, o eletrônico Jaimito. Di Resta carimbou mais uns pontinhos para a Force India, e aí veio Senna.

Um bom nono lugar, óbvio, mas que poderia, sei lá, ser sétimo — afinal largou à frente de Alguersuari —, mas se viu envolto indiretamente no enrosco da primeira volta, ao ter de desviar do strike liuzziano. Não pontuaria, em condições normais: Webber e Rosberg ocupariam seus postos não tivessem abandonado e ainda tinha Pérez andando bem na zona de pontos. Mas tudo é hipótese, e Senna foi lá buscar seu lugarzinho. Foi um fim de semana importante, sem erros, e eles se sobrepõem aos arroubos que não existiram. O que vale a Bruno é pegar experiência nestas corridas, aprender e ser exigido e, com maestria, evitar toda a patacoada nacionalista e blazê que colocam sobre si a cada ultrapassagem ou ação. Por ora, vai bem. E para o torcedor aflito, ó, Senna há de ser o nome do país na F1.

Vettel já tem mais de uma centena de pontos sobre a rapa e pode ser campeão em Cingapura. Não vai porque a combinação é meio complicadinha, mas do Japão não escapa. Se eu fosse a Red Bull, o jogava de volta para a Toro Rosso e fazia Alguersuari e Buemi andar na equipe principal algumas corridas, só para dar e fazer graça.

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Itálico, 2

SÃO PAULO | Palpite arriscado, daqueles de, se estivesse na Inglaterra, chegar na casa de apostas, escrever no papelzinho e entregar pro tiozinho com um sorriso no rosto: a Red Bull vai entrar para a história fazendo todas as poles da temporada 2011. Porra, era lá na Itália que a McLaren e suas coirmãs que usam Mercedes no motor tinham a maior chance de quebrar a sequência dos taurinos, estava na cara isso. Monza não tem segredo: é um L cortado por três variantes, e é só acelerar e zás. Aí me vai Vettel e enfia 0s5 na goela de Hamilton e Button, e eles ficam com a expressão de luto tal como a cor de seus macacões, bem bonitos, por sinal.

É bem verdade, também, que Vettel fez a volta da vida, na casa de 1min22s2, marca que jamais foi atingida no fim de semana todo. A cara dos três depois na coletiva de imprensa era de surpresa plena. Button até tentou resmungar que a pole não é importante, mas, filhão, não adianta: é Vettel amanhã acertar a largada — o que será difícil, visto que o ponto falho de seu carro é justamente o momento da partida, já que o Kers não é lá grande coisa — e abrir 1s nas duas primeiras voltas para evitar que a dupla mclariana e, eventualmente, Alonso, não possam abrir a asa móvel para tentar ultrapassagem. Mantendo a distância, Vettel fará um primeiro trecho de corrida tranquilo, se assim for.

Webber. O camarada vai e me fala aquilo tudo de Barrichello, que ele não fez oposição a Button em 2009, que depois das férias da F1 seria adversário ferrenho de Vettel e me resolve nem mesmo tentar lutar pela pole e, em nome da estratégia, usar apenas um set de pneus no Q3. Apaputaquepariu, diria alguém aí. Fracasso puro. Merece o cadafalso.

Alonso e Massa não têm muito o que fazer, não. Ferrari ligeiramente atrás da McLaren, e só com muita estratégia, sorte e reza brava dos tifosi para ver alguém (Fernando) no pódio na corrida. Isso se a Mercedes não enchouriçar (ô palavrinha feia) a vida dos vermelhos. Até que Rosberg e Schumacher vêm bem demais, fruto do motorzão. E Nico foi o único dos nove que treinaram que usou pneus médios, o que aponta um jogo de macios a mais para a corrida.

Nove porque Senna não treinou. Aliás, o que mais gosto, digamos assim na transmissão é quando Galvão está passando a ordem dos pilotos e começa a falar o sobrenome de todos e antes de Senna coloca, impreterivelmente, Bruno. Parece Britto Jr. usando sempre o aposto Bruna Surfistinha para Raquel Pacheco n’’A Fazenda’. Que seja. Nunca vi um décimo lugar tão comemorado. Sinceramente não sou muito partidário dessa libertinagem da F1 em permitir que um piloto não vá à pista e marque tempo. Se Petrov foi sétimo, Bruno poderia ter conseguido lá uma quarta fila. Preferiu poupar seus pneus para amanhã também. E as Renault se puseram à frente das Force India, o que é notável. Bruno tem ido bem no fim de semana. A questão é não se precipitar novamente na largada amanhã, com um carro pesado. Não acharia de todo estranho que, cauteloso, Senna até freie bem antes e perca algumas posições para não voltar a achar alguém, no caso na Variante del Rettifilo.

A prova não deve durar mais que 80 minutos e será complicada pelo calor excessivo. Se por um lado os pneus não desgastam muito pela pista em si, os 30ºC estão judiando os PZero, seja lá qual cor. A tendência é de que ultrapassagens aconteçam a torto e a direito, e é disso que o povo gosta. E eu… estarei nos comentários lá da Rádio Globo, ao lado de Oscar Ulisses e Alex Dias Ribeiro. Todos ouve.

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Itálico

SÃO PAULO | O melhor da tarde, sem alusão ao programa, que não era bom, foi Vettel, mas Hamilton terminou o dia, todo posudo e de peito cheio, como mais rápido. E ainda deu uma esnobada: “A Red Bull não preocupa”. Hum, mona.

Mas até que pode ser. Monza é um circuito atípico para os padrões da F1, e isso já vem desde quando o pervertido Mosley, sem ter em que pensar nos momentos em que a vida não lhe chicoteava, resolveu inutilizar o velho Hockenheim. Não tem muito o que pensar na pista italiana: é usar a menor asa possível e abusar da força, com os bônus da asa aberta e do KERS, dos motores. Mas como estes também encontram-se restritos em desenvolvimento, os Mercedes não levam tanta vantagem assim sobre os Ferrari e os Renault.

De qualquer forma, a tendência é que a balança pese um pouco mais pro lado da McLaren, mesmo. A F1 chegou à pista em que a Red Bull não chega como favoritíssima, tal como no ano passado. É a chance que Hamilton, geralmente mais rápido que Button em classificação, tem de tirar a banca dos taurinos e de se refazer na temporada. Só que, como a fase é de voar vaca em sua cabeça, é capaz de Jenson ir lá amanhã e, catapimba!, tirar-lhe o doce e sair tocando uma gaita-de-fole.

Alonso e Massa estão andando no mesmo ritmo, com ligeira vantagem para o brasileiro hoje. Mesma coisa aconteceu com Senna sobre Petrov. Barrichello já reclamou que o carro da Williams está lento em reta, o que significa dizer que, por ora, não presta. O que sobra a Rubens é garantir o seu para 2012. Barrichello tem dito que estará no grid — e disso só pode se depreender que um acordo de renovação está próximo.

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S & F

SÃO PAULO | A redenção de Senna à primeira impressão causada ontem foi das melhores — ainda que pareça exacerbada, talvez de forma errada, por todo pão e circo armado pela emissora-máter, num esperado comparativo com o tio na pista que, uh!, separa pilotos de pilotos. Bruno queria e rezava pela manutenção do mau tempo que o fez parar na barreira de pneus, e no pós-descabaço, tratou de andar na frente de Petrov e fazer jus ao discurso oficial da chefia da Lotus Renault. Um sétimo lugar no grid, ao lado de Alonso, é excelente, e o brasileiro tem lá algumas horas para sorrir e comemorar. Depois vem a noite, o sono que vai vir com dificuldade e um domingo que parece que será sem chuva em Spa & Francorchamps.

Bruno, então, terá algumas dificuldades. Porque não teve chance de guiar no seco com um carro que pouco conhece — e isso deve ser ressaltado, face a fase antiteste que vive a F1. Natural, então, que perca posições ao longo da corrida, de modo que, se chegar na zona de pontos, já terá sido um feito e tanto. Sua briga vai ficar ali com as Force India — que terão difícil batalha de recuperação com Sutil, acidentado, e Di Resta, atrapalhado pela equipe — e as ótimas Toro Rosso, sobretudo deste notável Alguersuari que melhora a olhos vistos, como diriam as nossas avós fazendo o bolo de milho para o café da tarde.

Na frente, Vettel tirou a fórceps a pole de Hamilton Pica-Pau de polainas e Webber 3.5. Confesso que achava que dificilmente sairia das mãos do aniversariante do dia a primeira posição, por tudo que vinha fazendo no fim de semana. Foi um átimo do vaivém da chuva que afetou as pretensões do australiano, que tende a vir firme e forte para sua primeira vitória no ano. Acho que já disse isso em algum outro momento neste ano. Claro que me dei mal.

Hamilton deve largar em segundo. Ou em sétimo. Ou sei lá em que posição. Vai depender dos comissários, que estão a ouvi-lo, bem como a El Loco Maldonado. Num primeiro instante, aquele entrevero pós-Q2 parecia totalmente culpa de uma esquizofrenia momentânea do inglês. Depois, até vi que o venezuelano teve lá sua parcela. Que vai sobrar para alguém, vai. Que sobre pros dois, pois.

Massa, pela segunda vez seguida, sai na frente de Alonso. O que é bom, claro. Agora precisa de um desempenho semelhante em corrida, coisa que não aconteceu, consecutivamente ou não, em 2011. Se o foco da Ferrari é brigar pelas vitórias até o fim do ano, que faça seu papel amanhã. Fernando, por sua vez, foi mal e culpou Ligeirinho Pérez. É o rei do mimimi. A Juliana Tesser que gosta dizer que Alonso adora uma cama porque gosta de chorar em lugar quente. Essas meninas, viu, têm cada dito…

Falando em Pérez, quedê Kobayashi?

Em rara atitude, Barrichello isentou Kovalainen de culpa por ter sido atrapalhado no Q2. Não havia muito o que fazer, e Rubens larga em 14º amanhã. Sei não, mas o brasileiro já parece meio conformado com essa Williams que não vai e, acima de tudo, na qual está difícil ficar — a não ser que as pendengas financeiras sejam resolvidas. O grande problema para Barrichello é o tempo que lhe restaria para tentar arrumar um outro lugar decente na F1, visto que as principais vagas já estão devidamente ocupadas. A única hipótese, dificílima, é Barrichello ver como a Renault vai lidar com Kubica — ou, melhor dizendo, como Kubica vai lidar em seu retorno — e, no caso de o polonês abdicar do esporte, Rubens aparecer com seus serviços para ser um novo líder do time. Mas isso é papo pra outra hora.

O que interessa é que o domingo será interessante na pista que dá gosto de acompanhar uma corrida, seja boa ou ruim. Como no BRV apostei que Hamilton ganharia, mudo totalmente de opinião e digo que este Pastor aí é pecador e pior que o Malafaia.

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Buda da peste, 3

SÃO PAULO | O negócio é assim na F1 atual: choveu, deu Jenson Button. A capacidade que o piloto mais sublime e consciente da categoria tem em correr na pista molhada voltou a ficar latente neste domingo (31) na Hungria, e mesmo não sendo o mais rápido, aproveitou-se das condições e dos erros alheios — inclusive da McLaren em cima de Lewis Hamilton — para chegar à segunda vitória na temporada, justamente no fim de semana em que celebra 200 corridas.

Hamilton, que tendia caminhar para um segundo triunfo consecutivo assim que assumiu a liderança na volta 5, ao se livrar de Sebastian Vettel, viu-se traído justamente pela chuva que tornou ao circuito de Hungaroring. Foi uma rodada que passou em sua vida e resultou num bate-cabeça da equipe e num drive-through que o alijou da disputa. Restou-lhe um acre quarto lugar.

Sem nunca lutar pelo primeiro, Vettel fez aquela corrida de quem pensa no campeonato. Foi segundo. Fernando Alonso foi novamente ao pódio, mas teve uma atuação deveras oscilante, com escapadas e rodadas.

Com uma F1 de três equipes grandes e seis pilotos na frente, portanto, Felipe Massa terminou em último desta patota. O brasileiro foi outro que sofreu com o asfalto úmido, também rodou e se viu obrigado a lidar com a tarefa de fazer corrida de recuperação. Rubens Barrichello acabou em 13º e nada mais.

A largada na faixa suja ficou ainda pior com a pista úmida, sobretudo para Massa e Webber, que perderam posições para quem estava do outro lado e para as Mercedes. Rosberg, aliás, saltou para quarto e Schumacher conseguiu por instantes ser quinto. Alonso recuperou uma posição na abertura da segunda volta e o brasileiro, na quarta. O espanhol empolgou-se, também passou Rosberg, mas se perdeu na curva 3 e viu-se novamente atrás de Nico.

Na frente, era nítido e notório que Hamilton vinha com mais ação que Vettel, e a ultrapassagem acabou vindo justamente na curva 3, na volta 5. Foi só passar que o inglês deu tchau para o resto.

Mais atrás, eram as Ferrari quem chamavam atenção. Alonso escapava aqui e ali, mas ainda se mostrava eficiente. Chegou até a perder posição para Massa, mas é piada pensar que permaneceria atrás do companheiro. O espanhol voltou a acossar Rosberg, enquanto que Massa, ao tentar acompanhar, perdeu-se na referida curva, rodou e destruiu parte da peça traseira. Na volta 8, então, Felipe despencava.

O risco de partir para os slicks veio incrivelmente de quem estava lá pelas primeiras posições. Foi Webber e o próprio Massa quem mostraram que a pista já estava apta a tal. A aposta valeu a pena, e Webber, até então relegado ao oitavo posto, subiu para quinto depois das paradas e foi brigar, com sucesso, pelo quarto com Alonso. Button passou Vettel para pôr as McLaren em primeiro e segundo. A vida no seco deu uma apaziguada na turma, e as posições se mantiveram intactas, com Hamilton abrindo distância.

De interessante, mesmo, a corrida voltou a mostrar algo só na volta 25, quando Heidfeld — num sombrio 18º lugar — parou nos pits pela segunda vez e viu seu carro já sair dos boxes pegando fogo. O alemão parou o carro ali do lado da faixa de saída e deu um salto para sair que faria inveja aos twists carpados de Daiane dos Santos. Mais interessante, ainda, foi a direção de prova acompanhar os comissários tentando apagar as chamas e o reboque tirando a Lotus Renault mais preta do que de costume sem acionar o safety-car.

Aí o negócio foi ver a estratégia das três grandes. As Red Bull e Button pararam pela terceira vez e colocaram os pneus macios pensando em ir até o fim sem precisar ir de novo aos pits. Hamilton e Alonso iam de supermacios, com vida curta. Mesmo assim, Button começou a tirar diferença e se aproximar. E aí a chuva voltou à cena, de leve. Na volta 47, Lewis rodou ao beliscar a chicane e perdeu a liderança — e na tentativa de evitar a perda da posição, no meio da pista, simplesmente esqueceu que havia uma corrida rolando e voltou perigosamente a ponto de jogar Paul di Resta para a grama.

Mesmo com a pista molhada, os pilotos mantiveram os slicks e Hamilton foi lá buscar a liderança de novo. No giro 50, Button escapou na curva 3, e Lewis tornava ao primeiro lugar. Na reta principal, Button devolveu. Logo depois, Lewis reultrapassou. Grande momento da corrida, e a disputa entre os dois infelizmente encerrava ali porque a McLaren chamou Hamilton para que colocasse os intermediários.

Péssima tática. Quatro voltas depois, lá ia o inglês para sua quinta parada, voltando aos pneus de pista seca. E na passagem seguinte, Hamilton passou pela sexta vez nos boxes. Era o drive-through aplicado pela direção de prova por aquela manobra. Button agradeceu à beça.

O máximo que Hamilton alcançou foi Webber. Uma quarta colocação que certamente trouxe um gosto bem diferente ao que sentiu durante a prova toda.

Vettel e Alonso fizeram uma parte final de corrida mais sossegada, apesar de o espanhol ter lidado com um contratempo final, uma rodada. No fim das contas, segundo e terceiro lugares ficaram de ótimo tamanho a eles, e o bonde da F1 seguiu seu rumo nos mesmos trilhos de antes, com o alemão longe dos outros na classificação geral.

Massa só pôde lutar pelo que podia, mesmo. Muito mais rápido que Mercedes e demais equipes, não tardou muito em ultrapassar todos para chegar em sexto. Para se ter uma ideia da diferença, o brasileiro deu uma volta no sétimo, o ótimo Paul di Resta da evoluída Force India.

Digna de aplausos foi a aparição de Sébastien Buemi. Penúltimo no grid por conta da punição decorrente do acidente com Nick Heidfeld na Alemanha, o suíço já era 12º depois de cinco voltas. Foi oitavo na bandeirada. Rosberg acabou num pífio nono posto, à frente do companheiro de Buemi, Jaime Alguersuari — que tem tomado gosto por esta coisa de pontuar. Todos logo à frente de Kamui Kobayashi, que se arrastou no fim porque a Sauber partiu para mais uma daquelas estratégias loucas, com apenas duas paradas.

Aí a gente faz um rápido levantamento das vezes que Button ganhou na McLaren. Foram quatro, contando com Austrália e China no ano passado e a do Canadá neste ano. Choveu em todas. Abençoado pelos céus, literalmente, este Jenson.

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Buda da peste, 2

SÃO PAULO | Parecia que o reinado da Red Bull nas classificações desmoronaria hoje. A força de Ferrari e McLaren era grande. Mas uma equipe que tem Sebastian Vettel tem muito. Com uma volta que muitos definiriam com o clichê de que foi tirada da cartola, o alemão obteve a oitava pole da temporada e manteve a sequência da Red Bull que vem desde o GP de Abu Dhabi do ano passado.

E se na semana passada, Lewis Hamilton era só alegria com o segundo lugar no grid, desta vez a sensação é de decepção. Foi o inglês que acabou alijado do primeiro lugar, por 0s163. E é bem provável que logo mais reclame porque vai largar do lado sujíssimo da pista magiar.

Melhor para o companheiro Jenson Button, que parte na terceira posição, ao lado de Felipe Massa. Sim, o brasileiro conseguiu, enfim, bater Fernando Alonso — mas tem justamente o mesmo problema de Hamilton. O espanhol e Mark Webber dividem a terceira fila.

Primeiro, um registro do tempo: todo mundo esperava temperaturas acima dos 30ºC na Hungria, leste europeu, auge do verão. Nem perto disso: tempo nublado, vento soprando forte, termômetros na casa dos 22ºC. Um refresco para os pneus, macios e supermacios, e para os pilotos e as equipes.

Ao treino. A turma da ralé se apressou a ir para a pista, devidamente com os pneus supermacios, face a ameaça instigante de ficarem fora do grid — vá lá, ainda que a regra às vezes seja esquecida, há os tais 107%. Primeiro foram as Hispania, virando na casa de 1min27s alto. As Marussia Virgin, coitadas, viraram décimos melhor. Curioso foi observar logo depois as Red Bull fazendo tempo, coisa acima de 5 segundos melhor, e logo na sequência as outras grandes vindo com força e retirando os nomes de Ricciardo, Liuzzi e D’Ambrosio da tela — significando que as marcas haviam extrapolado o limite da zona da ruindade. Hamilton cravou 1min21s636 e tratou de fazer com que as miseráveis melhorassem. Mais para frente, Alonso baixou para 1min21s578. E para contento geral, ninguém mais se preocupou em andar rápido lá na frente.

Então as pequenas fizeram lá o que se pode considerar de máximo esforço. No começo, Liuzzi escapava da degola por 0s030. Na sua última tentativa, achou uma volta tão boa que lhe pôs à frente de D’Ambrosio. O companheiro Ricciardo fez o mesmo. A Bélgica, país sem governo, deve lamentar ter um piloto sem muito talento. Como prêmio extra, as duas Hispania vão ganhar mais uma posição no grid porque Sébastien Buemi, 18º no Q1, está perdendo cinco lugares como punição ao acidente provocado no GP da Alemanha da semana passada, quando arremessou Nick Heidfeld para o alto e fora da corrida.

Não valia para nada, mas como constatação as Red Bull não terminaram bem. Vettel foi terceiro e Webber, sexto. Entre eles, Button e Massa.

Veio o Q2. Vettel tratou de marcar 1min21s095 para tentar mostrar a força rubrotaurina. Webber confirmou com 1min20s890. Só que logo Button baixou o melhor tempo do australiano em 0s3 e em seguida Alonso impôs mais 0s3 em cima, 1min20s262. Massa e Hamilton só completaram o seleto grupo do top-6 da F1. Sobrou a briga pelos quatro outros postos para a disputa da superpole.

Natural que a quarta equipe absoluta estivesse lá, ainda que Schumacher venha fazendo questão de tornar a tarefa sofrida. Adrian Sutil, que voltou a viver grande fase, colocou lá sua Force India em nono e Paul di Resta acompanharia o companheiro não fosse Pérez, o Ligeirinho, estragar seus planos. De contrato renovado com a Sauber, o mexicano tem posto tempo em cima do mítico Kamui Kobayashi, que larga só em 13º.

Kobayashi sai entre as decepcionantes Lotus Renault, com Vitaly Petrov menos ruim que Nick Heidfeld — que deve em breve deixar os pesadelos do chefe Eric Boullier. As Williams, então, é gastar vela com mau defunto. “O carro não tem melhorado aquilo que a gente espera”, definiu Rubens Barrichello, que acredita que “coisa positiva” para a corrida por ter salvado um set de pneus saindo em 16º. O parceiro Pastor Maldonado sequer treinou, sabedor de que seria inútil tentar algo.

Na parte final, aquele Hamilton que havia ficado à sombra nas fases anteriores deu sinal de vida. Na primeira das duas saídas para volta rápida, o inglês apareceu na frente com 1min19s978, pouquíssima coisa melhor que Vettel e Alonso. Na segunda, foi a vez do alemão brilhar, tirando o doce de Hamilton: 1min19s813.

Hamilton e Alonso não melhoraram seus tempos, bem como Webber. Só Button e Massa escalaram a tabela. A vantagem de Felipe sobre o parceiro foi de 0s015. No resto ali atrás, Schumacher conseguiu ser mais lento que Sutil. Não chega a ser uma proeza e tanto, mas… é, sei lá, uma proeza e tanto a Force India se meter no meio das Mercedes. Rosberg, claro, é sétimo. Pérez larga em décimo.

O GP da Hungria tem início marcado para as 9h (de Brasília) de domingo. Se as estatísticas prevalecerem, o vitorioso deve sair entre Vettel, Hamilton e Button. Mas a previsão é de que os pilotos façam no mínimo três paradas sob as mesmas condições climáticas de hoje. Se esquentar, pode ser até que tentem cinco. O que faria dos boxes uma corrida paralela.

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