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A raposa e o céu

SÃO PAULO | A Sky não vai mais precisar substituir os comerciais do Fox Sports por qualquer outra coisa em sua programação. As duas partes chegaram a um acordo, hoje e enfim, e o canal esportivo vai finalmente figurar na grade da operadora.

Ainda estão sendo acertados os últimos detalhes, como número do canal e o pacote de inclusão, mas a previsão é que, no início de março, os eventos do grupo de Rupert Murdoch estejam no ar à disposição do assinante.

Assim, só vai faltar a Net se render à emissora que concorre com ESPN, SporTV, BandSports e Esporte Interativo.

Adendo 1: a quem interessar possa, a negativa da Sky ao Yahoo! está aqui. Que, obviamente, não surpreende. Até porque, se admitirem, os gloriosos assinantes vão querer para já o canal.

Adendo 2: o Fox Sports deveria ter estreado na segunda-feira, 5 de março, na Sky. Mas um fator, aparentemente pequeno, impediu — e por parte da própria emissora: o número do canal, não aceito pelo grupo da raposa. As partes ainda negociam, mas todo trâmite deve ser revisto por este detalhe. Quando o Fox Sports se começa a pôr empecilhos…

Adendo 3: 12 de março, segunda, o contrato foi enfim assinado. A expectativa, para não dizer ordem, da Sky é que o canal entre em sua grade até quarta ou quinta-feira. A meta é atingir 200 mil assinantes num primeiro momento e chegar a 800 mil a longo prazo.

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A essência do ídolo

SÃO PAULO | Tenho lá minhas restrições para idolatrar alguém. Como tudo hoje tem seu significado deturpado, a visão de ídolo se confunde com a histeria que se faz por aquelas menininhas — e, por que não, menininhos e marmanjões — nos shows destes pseudocantores de refrões chicletes, na composição de um clichê bem colocado em redes sociais ou na vitória sobre um reality show. Basta que um rotule, pronto, a manada vai atrás. Ser ídolo ficou bem fácil e fútil.

Por isso o que eu acabo tendo é uma admiração profunda. Gosto demais de uma cantora canadense principalmente por sua capacidade de compor, o único piloto por quem torci muito na vida também é de lá, e tem um segundo, um italiano, que representa uma lição de vida das mais fantásticas destes tempos atuais antes e depois que perdeu as pernas, amigos com histórias de superação ou mesmo inteligência e argumentação visíveis e notáveis, e pouca coisa mais.

O que pode me fazer mudar de leve este conceito é a origem. Como o Capitão Nascimento faria para explicar o que significa estratégia, ídolo vem do grego εἴδωλον, como todos deveriam bem saber, e é um objeto de adoração que representa materialmente uma entidade espiritual ou divina, e frequentemente são associados a ele poderes sobrenaturais, ou a propriedade de permitir uma comunicação entre os mortais e o outro mundo. Grato que sou ao Wikipedia, é hora de analisar este Marcos.

Nome do meu pai. Nome do nosso goleiro. E foi um goleiro que me deu as maiores alegrias no futebol, para o time que eu escolhi torcer, não um Matador ou Animal. Eu não corri para uma sacada e gritei para a vizinhança inteira ouvir por causa de gols. Quando mais eu comemorei, Marcos era o centro das atenções. Foi Marcos que me fez entender bem o que é essa praga chamada futebol e me fez qualquer conexão com qualquer outra parte do universo.

Foram duas vezes no mesmo ano e, na intersecção, duas situações semelhantes. As defesas que tiraram os coirmãos da Libertadores em 1999 e 2000. O título da competição em casa no primeiro ano. São três imagens, três flashes, os pênaltis, os apitos, o olhar fixo na bola e a boca aberta. A boca que, quando aberta, é um espetáculo para os repórteres. Porque, face a mediocridade que se vê no esporte brasileiro, dele se extrai conteúdo. Marcos rende manchete no nosso linguajar, mas não porque quer ser polêmico. É porque é simplesmente sincero. É porque simplesmente é simples. Ser simples no mundo de hoje é artigo em raridade. Marcos é o Fusquinha no meio de tantas BMWs, com ou sem marcas de balas.

Pois há muito se especulava que aquele que batizaram como santo estava para se aposentar. Num cenário dominado por assessorias e declarações oficiais, optou pela discrição. Grande, fez o anúncio de sua retirada num dia em que muito se falava dos pseudocantores de refrões chicletes, fato que levou a várias composições de clichês bem colocados em redes sociais e quando foram revelados os novos candidatos a herois de uma nave-mãe pela 12ª vez. Não importa se ele é mais ou menos que o goleiro coirmão que faz gols — mas, putaquepariu, é o melhor goleiro do Brasil. Ele conseguiu ser praticamente unânime no gosto de um povo num microcosmo de tanta rivalidade. Marcos é Marcos.

Eu só o vi de perto uma única vez na vida. Eu fazia um cursinho concomitante ao último ano do colegial e era muito próximo ao hotel onde meu time costumava ficar concentrado. Passando a pé lá, vi os jogadores saindo em direção ao ônibus que levaria ao jogo. Lá estava ele, e eu, que não sou muito afeito a este tipo de ato, fui e pedi um autógrafo. Pois não só deu como começou a conversar. Na época eu nem tomava umas e outras, mas é o típico cara que vale a pena sentar à mesa do bar do Zé da esquina e ficar horas porque tem história e valor. Não pelo que ele fazia enquanto profissão, mas pelo que é como caráter. E isso é o que importa no fundo.

Claro que não lembro de absolutamente nada do que conversei, Marcos se foi para o ônibus, eu guardei o bloco de folha de fichário na mochila e segui meu rumo. Só me lembro que era 1998, um ano antes de ver que nascia meu ídolo em sua essência.

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O novo Maraca

SÃO PAULO | Devidamente refeito da canseira em Interlagos, o negócio agora é falar de… futebol, claro.

O André Naddeo, velho amigo dos tempos de iG e quase-vizinho da época em que ele morava em São Paulo, está em um novo projeto em sua carreira jornalística. Lá no Lance!, Naddeo está cuidando do ‘Novo Maraca’, uma página destinada a acompanhar as obras do estádio e que também resgata a memória do principal estádio brasileiro.

O site já está no ar, e pode ser acessado aqui e agora. Tem até câmera de 360º e está integrado às redes sociais. Só na primeira e rápida passada que dei lá, posso atestar que vale muito a pena ver. Tá bem completinho e com qualidade.

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Rei Ricardus

SÃO PAULO | Um dos meus exercícios preferidos é contrariar minha mãe. É divertido vê-la subindo nas tamancas, como minha avó diria, viva estivesse. A reação dela ao ouvir uma nota 6 para um almoço que ela julga ser 10 é digna de um Oscar por melhor drama. O negócio também vai para discussões mais fervorosas, para assuntos como família ou mesmo postura de vida. Ou mais ou menos relevantes, como futebol.

Eu ainda tinha menos de 10 quando, no fim daquele jogo da Copa do Mundo, minha mãe correu para se sentar no banco redondo e dedilhar no piano a música de tango à qual a maioria está acostumada. No apito final, ela fez sua melodia e esfalfou-se com a desclassificação do Brasil em 1990. Não eram bem essas as palavras, mas como conheço a figura, certamente era algo como “mas não são os bons, os melhores?”, e caía na risada, congraçada e realizada pela eliminação do time do qual não suportava a soberba e a falta de humildade.

Até hoje é assim. E se aparece a tal figura em alguma reportagem, digamos que desgraçado seja o predicado mais leve. Jeitão dela.

De certa forma fui influenciado por aquilo, mas no confronto dos meus ideais de provocá-la, minha aversão pela Seleção acabou em um meio termo. Preferi torcer pela Dinamarca. É bem mais legal. Na Copa de 1998, aos 2 minutos de jogo, minha mãe e eu fizemos eco na sacada de casa com o gol de Jorgensen. No fim do jogo, lembro da lágrima furtiva pelo 3 a 2 contra e ela lá, malditos, filhos da puta, não vão ganhar essa merda. Em 99,9% das vezes, numa estatística com certa margem de erro, sou aloprado pelos insucessos, mas vida que segue. Eu escolhi para quem torcer. Não fui tomado por um patriotismo ou nacionalismo falso que só existe em períodos de quatro anos. No intervalo, há uma catarse e uma letargia coletivas.

A pátria em chuteiras. Nelson Rodrigues reavaliaria isso. O homem que comanda a pátria em chuteiras é o mesmo da época daquele tango. Fisicamente não mudou muito. Juridicamente, um tanto quanto. Em negócios faraônicos, inverteu dunaS para formar uma empresa, da qual formou sítios e mansões. Lavou as mãos e molhou. Saiu impune. Na nossa republiqueta, fez-se rei e como escudo pôs a principal emissora do país. Ali ganhou mais do que o quarto poder nas mãos, e qualquer sujeira vem sido varrida para debaixo do gramado, mesmo se o estádio em volta esteja longe de ser erguido.

O Brasil ganhou a Copa. Ganhou? Quedê? O que o Brasil ganhou com a Copa, se a Copa indica um estado de exceção em prol de uma entidade esportiva? A tal figura ganhou com a Copa, e com ela no bolso, seu reinado virou absolutista. Luis XIV tem inveja no mundo paralelo da tal figura que cooptou gente ministerial e de outras casas oficiais da republiqueta e encheu de brindes e mimos seu fiel escudo de microfone. O futebol virou um ciclo de cifrões oriundos da imoralidade.

Eu me sinto bem à vontade para falar do pouco poder desta quarta via por pertencer a ela. Sinto certo asco. Da fraqueza e do pouco empenho que se faz para levantar fatos e investigar, da subserviência e da comodidade que se inclinam diante da presença do ‘doutor’ — aliás, é fácil ser doutor sem ter o título. Não é só no futebol, não, doping e Tarso Marques não me deixam mentir. As tantas que tentam agir só o fazem por chantagem ou vingança. É o jornalismo conveniente típico das bases dos amigos de balada que não conseguem ficar com uma garota. Se eu não pego, ninguém pega. As exceções acabam sendo tão poucas que o barulho pouco incomoda e é abafado porque aquela que deveria ajudar e zelar vê o Brasil como Springfield. E a gente acaba admirando e se perguntando como não temos profissionais como Andrew Jennings, o jornalista da BBC que mexe com a vida desta quadrilha que, como fim, acaba mexendo com a minha conta, que não tem isenção fiscal nem mesmo se faltarem alguns centavos.

Não que tivesse alguma dúvida de que tipo de caráter se trata, mas li com atenção hoje à reportagem da ótima Piauí hoje. Não tenho língua papal nem muitas papas, mas a vulgaridade do ‘doutor’ é espantosa. Não a vulgaridade, sei lá. É a empáfia, a arrogância e a prepotência, o escárnio e o deboche. A tal figura só temeria e baixaria seu topete gris se fosse mal falada no ‘JN’. Mas o tio que lá edita escolhe as principais notícias tal como seus seguidores fazem com suas gravatas, já que sabe bem que as portas daquela casa estão sempre abertas e convidativas. A tal figura aí é a expressão máxima da banana que a personagem de Reginaldo Faria dá ao Brasil no fim de ‘Vale Tudo’, novela da época do tango que repassa nos dias atuais. A banana vai ser dada daqui quatro anos, num teórico pós-Copa em que provavelmente a parte de exceção da imprensa vai estar debatendo o rombo, os elefantes brancos e a ausência dos legados da competição. A banana é, por que não, posta virtualmente em nossos rabos. Há quem goste e que ajude a descascar. Tem gosto pra tudo. Nos pés devidos, as chuteiras da pátria ajudam a enfiar.

Qualquer cidadão que se preze e que se julgue brasileiro — não o brasileiro que só lembra do país para torcer por 11 barbados —, deveria ser completamente contra a realização desta Copa, que é apenas um subterfúgio para movimentação de bilhões sem o mínimo de retorno para nosso futuro cotidiano. Quem se une em marchas para maconha, liberdade, homossexualidade ou religião ou faz qualquer flash mob para imitar a cena das cataratas do Niagara do Pica-Pau no vão do Masp deveria ter motes mais civis para exigir transparência de toda essa gente que ronda a tal figura, principalmente ela. Ou ainda, quem espera acontecer — ou, numa linguagem adaptada, quem caga montão — pelo menos deveria parar de torcer para este Brasil. Quem apoia fervorosamente compactua com a figura nefasta que é dona imperial deste suposto time e deste suposto país. Pena que não vai rolar. Porque o Brasil não deu certo. Nunca deu certo. Não há de dar em três ou quatro anos.

Do lado de cá, sigo sendo Dinamarca e me vejo na difícil situação da admissão de que minha mãe esteve sempre certa. Vou dizer a ela o 10 que, enfim, merece no almoço que faço questão de preparar no fim de semana, ao som de Gardel.

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Copinha América

SÃO PAULO | Não é o torneio mais chato do mundo. Acompanhar lacrosse ou tênis de mesa pela TV é maçante, faz a insônia dormir, e a gente se sente meio perdido e inútil. Que seja. O campeonato tem lá sua validade, e até seu brilho, a partir das semifinais. É quando um dos quatro grandes mais o quinto da vez cai. O resto da competição é mera perfumaria. Assim é a Copa América, e as emissoras, principalmente a principal, tentam fazer dela um evento de grande porte — nesta edição, especificamente, por ter  ficado sem o Pan-Americano — porque virou um dogma traçar um plano de enfrentar a Argentina na final e vociferar que as duas seleções, junto com a turma da Europa, formariam a Copa do Mundo dos sonhos, amigo.

A geografia da fifa — em minúsculo, mesmo; cabe ao seu valor — diz que a América do Sul só tem dez seleções. As Guianas e o Suriname não brincam. Tudo bem, até melhor. Só que para emparelhamento das chaves, 12 times é o menos ruim. E a América é dividida, e cada uma forma sua patota. Do lado de lá, sobram sempre Estados Unidos e México a cada dois anos. O resto da competição é mera perfumaria. Assim é a Copa Ouro, e nem as emissoras esportivas a cabo deste lado se preocuparam em passá-la por estas bandas, tamanho é seu valor.

Agora a Copa América acontece a cada quatro anos, mesmo tempo da Eurocopa. Dadas as situações acima, com um pouco de estudo analítico, seria mais sensato e coerente que fosse usado um sistema semelhante, então. Mas sensatez e coerência e dirigentes do futebol são como água e óleo. Pena. Como forma de valorizar o próprio torneio, uma proposta bolivariana de uma América unida caberia muito bem. São 40 seleções lá, 50 no total com as que se tem aqui. Tira a sede, compõem-se eliminatórias em grupos, formam-se 7 grupos de 7 equipes, passam as duas primeiras de cada grupo e o melhor terceiro colocado. E aí se tem a fase final com 16 seleções.

Porque se a Copa América é um campeonato meia boca, essa Copa Ouro que se disputa lá na parte do norte é varzeana. Com todo respeito, um torneio que tem Guadalupe e Granada não merece muito crédito. Guadalupe, diria um amigo meu, é nome de tia velha de novela mexicana. E Granada, ele completaria, é aquilo que sempre explode sobre Willie, o coiote, do Papa-Léguas.

Alguém há de dizer que na Europa é a mesma coisa e que as virtuais eliminatórias de grupos na América teriam equipes muito fracas. Alguns pontos: lá, são pelo menos seis seleções de grande porte — tiro a Dinamarca por modéstia: Espanha, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Itália e França. Coloca aí Portugal e Rússia que dá um bom caldo. E num escalão abaixo, ainda há Suécia e Suíça e alguns times da ex-Iugoslávia — a Sérvia é boa de fase de classificação, a Croácia tem lá sua técnica e agora surge Montenegro no cenário. Só nessa, já são 13. Sai algo interessante. Ponho a Dinamarca? 14. Jogo ali a Eslováquia? 15. República Tcheca arrumadinha e decente? 16. Fecha. Sobre os times de beira de estrada, lá tem San Marino, Andorra e Luxemburgo, por exemplo. Seria simpático ver Montserrat, Martinica e Curaçao disputando a brincadeira.

Da forma atual, por aqui, é obrigatório lidar com Peru, Bolívia e Venezuela — ainda que esta última tenha tido uma evolução de se aplaudir nos últimos tempos. Mas o escalão delas é muito abaixo do segundão da Europa. Aí convites a equipes de outro continente são feitos. México. Beleza, o México é bom. Mas aí o México não pode vir com o time titular, que ganhou a tal Copa Ouro. Manda os moleques. Aí fazem putaria, e oito são dispensados. Esquece. Pensam no Japão. Coitados dos portugueses com as nossas piadas. O Japão não vem, terremoto e tsunami e vida para tocar. Corre para arrumar outra seleção. Escolhem a Costa Rica. Sub-22. A isso chamo catadão.

Então a gente põe no papel que dos 12 participantes, são sempre aqueles cinco: Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai e o quinto que se reveza com constância. Nos anos 90 eram a Colômbia, depois apareceu o Equador, e de um tempo para cá, o Chile. E é isso. Os únicos atrativos que a Copa América deste ano têm são o possível e propalado confronto entre Messi e Neymar possivelmente no último jogo e a volta do Uruguai como força — primeiro por seu quarto lugar na Copa do Mundo e segundo porque nem Brasil nem Argentina tem tido equipes fortes nos últimos tempos. Um jogador só não faz mais verão nem título.

Mas o Brasil está preocupado, e Mano Menezes e seus comandados já têm falado em respeito e que o jogo pode ser feio contra a Venezuela. Pelamor, vai.  Se Batista, técnico da Argentina, disser o mesmo contra a Bolívia, interna junto. Brasil e Argentina tem duas tetas-de-nêga no início desta jornada. Os confrontos preliminares são díspares e previsíveis e servem apenas para compor bolão.

E para jogar conversa fora no bar, no vaivém da cerveja e do queijo com azeitona, e discutir coisas como essa e usar como pano de fundo. É assim que farei logo mais à noite, com Argentina e Bolívia, um dos tantos jogos sem importância desta copinha.

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Parlatório: a lista de Dunga

SÃO PAULO | Com uma informação aqui e ali, vinda de Pedro Boesel, piloto e sobrinho de DJ nas horas vagas, eis a lista que aposto que o Dunga vai anunciar amanhã:

Goleiros: Julio Cesar, Doni e meu xará Victor
Laterais: André Santos, Daniel Alves, Gilberto e Maicon
Zagueiros : Juan, Lucio, Luisão e Thiago Silva
Meio-campistas: Elano, Felipe Melo, Ganso, Gilberto Silva, Josué, Kaká, Lucas, Ramires
Atacantes: Luis Fabiano, Neymar, Nilmar e Robinho

Chutaço, na verdade. E a sua?

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Wellington Paulista no Verdão

SÃO PAULO | Futebol é assunto aqui, também. O amigo Marcelo Boero me chamou há pouco para contar da novidade que o Palmeiras está tentando trazer, e que pode anunciar ainda hoje, como peça de peso para seu elenco.

Trata-se de Wellington Paulista, atualmente no Cruzeiro, o Palestra mineiro.

Pois o Palestra verde, segundo Marcelo, tem uma reunião na tarde desta terça com a diretoria chefiada por Luiz Gonzaga Beluzzo. Tudo foi tratado de forma muito rápida porque, como Muricy Ramalho vem cobrando publicamente, o Palmeiras precisa reforçar seu time carente — ainda mais analisando o que Santos, São Paulo e Corinthians investiram. O Marcelo escreveu n’O Fino da Bola a íntegra de sua apuração jornalística, e ao que ele me contou, a fonte é boa.

Wellington Paulista ajuda, porcada cumpanhêra? Eu até que gostei

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O sorteio dos grupos da Copa antecipado

SÃO PAULO | Na ausência de notícias mais profundas de automobilismo, fui consultar meu querido Pai Zulu a respeito do sorteio das chaves da Copa do Mundo de 2010, que é o grande evento desta semana em termos esportivos.

Pai Zulu, grande vidente, visionário, sensitivo, leitor de borra do café e saquinho de chá, cravou que a chave do Brasil pode ser forte ou fraca. Estupefato com a resposta, perguntei a ele se estava fazendo previsões para o Cleber Machado. Sem entender muito, apontou:

_ O Brasil vai pegar ou Gana ou Nigéria de africano. No pote da teta-de-nega/melzinho na chupeta, cai com Honduras por ironia do destino, vide o impasse político. E tem grandes chances de ter a França, por sede de vingança — das Copas passadas e porque todo mundo quer ver os franceses chutados a pontapés da competição. Senão fica com a Eslováquia.

_ Por a África do Sul ser do primeiro grupo, e sabendo que o nome da Dinamarca costumeiramente sai rapidinho em sorteios, é bem possível que as duas caiam juntas. Do contrário, os vikings devem ir parar no grupo da Argentina, num esboço de grupo da morte.

_ Vão ter dois grupos que vai dar dó de tão fracos. Aqueles que teremos de nos perguntar: “Por que temos de ver estes jogos?”

Tem quem sonhe com isso, tem a intuição, tem o puro palpite, tem o chute. Vale qualquer coisa. Antecipem o sorteio de sexta. Mandem bala.

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O esquema 4-3-2-1

SÃO PAULO | O Vinícius de Oliveira, ex-participante de bolões de automobilismo e atualmente home-man do iG, me mandou essa. Não concordo, mas como é um blog, hã, pluralista, divulgo.

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