O dono da bola
É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está no Grande Prêmio, isso há quase 9 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para “Folha de S.Pauloâ€, “Lance!†e “Quatro Rodasâ€, foi repórter da edição brasileira da “F1 Racingâ€, cobriu F1, Stock Car, a Indy e três edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Conheceu cidades como São LuÃs e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou o caminho certo. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz.
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Como não gostar da dupla da Sauber, a melhor da história? #F1 29 minutes ago
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Otro mito. RT @fagnermorais: E o @SChecoPerez me ganhou como fã. Melhor capacete de todos os tempos da história da F1: http://t.co/vs9FKmCr 31 minutes ago
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Lindona! RT @RONEIRECH: @flaviogomes69 Bela foto nao? http://t.co/PXhLJtw9 52 minutes ago
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Vero. RT @estadodecirco: Acho que não houve qualquer destaque para o belo 13º lugar da Bia no grid das 500 Milhas. Estou errado, @vitonez? 2 hours ago
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Fantasiar. É diferente. E ela é maluca. Não duvide. RT @maria_fro: Acho que abuso sexual é muito grave pra inventar... 3 hours ago
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@maria_fro Eu acho essa moça maluca. Não dá para levar muito a sério o que diz. 3 hours ago
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Essa moça é biruta. RT @rcarrapatoso: Disse ! Foi o padeiro, o peixeiro, o amigo do pai, o vizinho, etc ......... 3 hours ago
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E a Xuxa disse quem, afinal, abusou dela? 3 hours ago
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@cutcutdajuju Dida, Domingos e André Luis. EU ACHO SENSACIONAL! 3 hours ago
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O cara está há meia hora mexendo nesta merda de máquina de café e não termina, pqp. 3 hours ago
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Folguinha
SÃO PAULO | Rapaziada e mulherada, vou tirar alguns dias de folga que o fim de ano foi pauleira direta. Mas estarei na área em breve, na outra semana, ou a qualquer momento, em edição muito extraordinária.
Até lá. Comportem-se.
Descanso
O campeonato particular
SÃO PAULO | Atendendo aos milhares de pedidos de meia dúzia, eis a colunática deste mês que escrevi para a Revista WARM UP:
Até chegar à Inglaterra, os dois tinham duas vitórias no campeonato. Webber tinha mais poles. Vettel tinha mais pontos. Foram à pista. Webber liderou dois dos cinco treinos em Silverstone — contando Q1 e Q2. Vettel ficou na frente em três. A não é melhor que B. B não é melhor que A. Os números e os resultados têm expressado claramente a temporada equilibrada dos dois. É uma lógica simples.
A Red Bull tinha duas asas dianteiras novas. Webber fez bom uso dela. Vettel quebrou acidente dele. Problema dele, pombas. Mas virou problema para Webber. No ato de tirar a asa do carro de Webber para dar para Vettel, entende-se que a Red Bull não olhou para nenhum dos retrospectos da temporada. Balela, essa desculpa dos pontos. A Red Bull escolheu Vettel e olhou pra frente pensando que Vettel é melhor e mais talentoso que Webber e que, portanto, vai para as cabeças disputar o tÃtulo com a McLaren. Mas a Red Bull não olhou pra frente e nem pensou no agora como um todo. Até porque, se alegou que não havia diferença entre as asas, acabou dando mais um motivo para mostrar que a troca era inexplicável.
A Red Bull não pensou que, independente de profissão ou de egolatria, todos nós prezamos por nossas coisas quando elas simplesmente são nossas. Antes de pensar em Vettel e no campeonato, a Red Bull deveria ter pensado em Webber e em sua reação ao se ver em algo que era seu. Webber, um lorde, ainda foi lorde em suas ironias, na derrota após o treino classificatório e na desforra após a corrida. E atiçados e postos à prova, todos nós, independente da profissão e com egolatria, tiramos mais do que o máximo de nós.
Não duvido que tenha pensado o tempo inteiro em fazer a melhor largada possÃvel, e que se tivesse de bater para sair da primeira curva na frente, que assim fosse. Se a Red Bull fez sua escolha, Webber já tinha a sua. Webber virou onça naquele GP da Inglaterra por ser tido cutucado com a asa nova e fez uma prova impecável — e, detalhe, com um carro que Vettel recusou. Nada mal para um segundo piloto que passou a ficar à frente do primeiro. Nada mal, mesmo.
Mas eu duvido que a Red Bull tenha o mesmo senso de humor de aparecer com uma foto com Vettel e Christian Horner pedindo desculpas para Webber. A coisa foi mais embaixo. A cizânia que a Red Bull provocou era esperada na McLaren — e pela própria Red Bull. Até agora, não se ouviu uma queixa ou uma desavença de Hamilton com Button. E os dois seguem na frente no campeonato com um carro que não é melhor.
O episódio da asa denota a inexperiência da Red Bull, uma equipe de seis anos de vida, que não sabe lidar com a situação de ser a melhor. A Red Bull deveria entender que às vezes o melhor a fazer é não fazer nada. Por mais que o lorde Webber perdoe, até o fim do ano vai usar esta atitude como impulso. Webber, de fato, não é tão talentoso quanto Vettel — isso não significa que não tenha talento. Mas nos critérios de desempate, sua temporada é melhor.
Temos uma guerra, há de dizer o poeta. Webber vai enfrentar o segundo round da batalha na casa do inimigo, na Alemanha. Horner prometeu que, se o episódio se repetir em Hockenheim, agora será Webber o beneficiado. Conversa para touro dormir. Horner, agora, não vai conseguir domar seus dois pilotos. E Webber, que mostrou arrependimento por ter renovado o contrato, tem de permanecer lá. Até porque não tem lugar melhor para ir. Webber vai ter de se superar ainda mais. E isso já lhe rende palmas. Porque a vida toda foi coadjuvante. Hoje vive um papel único de protagonista.
Agora é assim, e que as armas pelo menos sejam iguais para a luta ser justa. Webber pode não ganhar o campeonato. Mas ganhar o campeonato de Vettel já terá um gosto de tÃtulo.
A audiência mundial
SÃO PAULO | Vez ou outra é legal ver os dados de acesso da audiência para ver cidades, estados e paÃses que estão conectados na gente, mais especificamente no Grande Prêmio. E no top-10 dos municÃpios, aparecem duas surpresas.
São Paulo é o carro-chefe, de certa forma bem à frente da segunda colocação. Que sempre foi do Rio de Janeiro, mas que está bem perto de ser superada por Salvador. A diferença é de 0,3%, por enquanto. BrasÃlia e Belo Horizonte completam os cinco primeiros da lista.
Curitiba é mais uma capital que surge na sequência. E em sétimo lugar, outra. Só que de um paÃs. Lisboa. O Gil Queiroz, que anda muito nervoso ultimamente em seus comentários, é de lá? Abraço aos gajos, pois, pois.
Depois aparece uma cidade da qual, confesso, nunca tinha ouvido falar. E se fosse chutar pelo nome, pensaria que era nordestina. Bom Jesus do Itabapoana, no RJ, desponta num oitavo posto surpreendente. Então vêm as sulinas Porto Alegre e Florianópolis.
A primeira cidade da região Norte é Manaus, apenas em uma 32ª módica colocação. A segunda nortista também chama atenção: Porto Velho.
Dos ‘xenos’, depois dos lusos aparece Nova York em segundo, a japonesa Nagoya em terceiro, a nem tão conhecida Hackensack (New Jersey) em quarto e sede da OlimpÃada de 1996, Atlanta, em quinto. A californiana Palo Alto, Madri, Miami,  a portuguesa Carnaxide e Luanda seguem. Falando em africanas, a moçambicana Maputo vem na bota dos angolanos. Na Oceania, a lÃder é a australiana Sydney.
Tirando os paÃses ibéricos, Dublin é quem se destaca na Europa, precedendo Milão e a norueguesa Oslo. Dubai e Manama, no Bahrein, são cidades que vêm à frente de Sertãozinho, Camboriú e Birigui, por exemplo. Lá pelos lados soviéticos, Moscou perde para Astana, capital do Cazaquistão, e ganha raspando de Cartum, no Sudão. Porto PrÃncipe, vejam só, ganha de Bragança Paulista. No top-500 ainda aparecem cidades como a capital de Luxemburgo, a cidade-estado de Cingapura, Harare (Zimbábue), Bratislava (Eslováquia) e Surabaya (Indonésia).
A todos, meu agradecimento.
OtazuÃsmo
SÃO PAULO | Aà que o dia, frio e natimorto, segue, e pinga na caixa de e-mail que o 15 de maio entra para a história do automobilismo. Fiquei preocupado; vai que tinha esquecido uma data importante. Mas não.
“Um dos mais antigos jornalistas do ramo comemora uma marca considerável. A uma semana de alcançar os 55 anos de idade, o paulista João Alberto Otazú, o ‘vovô do automobilismo do esporte a motor brasileiro’, completa 30 anos de atividades.”  Â
A grande cena que eu me lembro de Otazú foi num fim de semana da F3 Sul-americana e da F-Renault, 2006, se não me engano, e o espaço usado como imprensa era parte das cozinhas das equipes de F1, as salas que ficam no paddock em Interlagos.
Aà estavam alguns lá, e Otazú sentou-se próximo à porta, numa bancada. Tirou o laptop de sua indefectÃvel mala, colocou a fonte na tomada e começou a dedilhar no teclado tal como um pianista fracassado. E eu concentrado nas notÃcias ou fazendo qualquer outra coisa, mas olhando fixamente para meu notebook. Repentinamente, com o rabo do olho, percebo um movimento uniformemente variado, que iniciou lento e depois aumentou com a ação da gravidade. A perna da cadeira de Otazú havia quebrado. E ele foi caindo, caindo, caindo, até que suas pernas ficassem para o ar, pedindo socorro pelo Otazú que preferiu se calar.
Zero ou uma pessoa foi ajudá-lo, o cabelo já desmanchado permaneceu daquele jeito, o olhar para a cadeira traÃra e o riso contido — de quem assistiu à cena — que rolava abertamente. E Otazú sem perder a pose.
Gente boa, o Otazú. Mas gente velha, também.
O último dos 27
SÃO PAULO | Acordei, escovei os dentes e fui para o banho e fui trabalhar, com a cabeça no que vou fazer amanhã, esquecendo um pouco no que vou fazer na semana que vem. O trabalho não fluiu hoje, muita coisa minúscula para se fazer; a maioria foi resolvida. Nunca deixei para última hora; eu gosto de uma farra, de reunir os amigos. Preferiria um jantar, uma pizza, bebes e risadas, nada de cantos nem discursos nem corte de cima para baixo do bolo. No fim, o telefone de uma moça qualquer vai resolver o problema dos famintos. Não o do meu bolso.Â
Faltam seis horas, e a regressiva inconsciente começa. Bem como o filme rápido do que foram todos estes anos, da ingenuidade da infância à dureza da vida adulta, dos estudos ao trabalho, dos que já fizeram parte e dos que fazem, da rapidez do tempo depois dos 18, de evoluções e involuções, do certo e do errado, dos antagonismos e maniqueÃsmos, dos outros e de mim. E à meia-noite, o fim dos 27.
E no fundo é só mais um dia. Que, por mais que passe o tempo, que eu mude, que eu me empolgue ou ache diferente numa véspera, eu vou chamar de meu. Â
Primeiro
SÃO PAULO - Foram 5 anos, 3 meses e 18 dias no mesmo esquema. Algumas mudanças de visual, bem parcas, mas estava lá, quietinho, informando, comentando, escrevendo. Agora vem uma nova fase, aqui no iG.
Foi de tanto o Gian Oddi, editor de Esportes do portal, encher o saco. “Sai desse zip.net”, ele dizia, passando a mão no cabelo e o deixando em pé. “Para de atualizar”, ele continuava.
Bem, cá estou, como colunista do iG. Colega de Gomes, do próprio Gian, Alberto Helena, Fábio Sormani, Sérgio Patrick, do blog alemão do Mário André Monteiro, e tantos outros. Estou em casa. O iG sempre foi a extensão da nossa redação.
Agora vou começar a ver como funciona essa ferramenta. Já vi que estou com algumas dificuldades. Digito no publicador, e dá algumas falhas de letras, como se meu teclado estivesse com problemas. Meu teclado não está com problemas. Tive de escrever isso no corpo de um e-mail, copiar e colar lá. Aà me falaram para escrever no bloco de notas.
É culpa do Gian. Boicote. Sabotagem. O Gian tem medo da audiência. Só porque o blog dele dá traço.


Toda Cancha