Exagerado

SÃO PAULO | Sei lá que deram para Mika Salo durante a transmissão da MTV3, da Finlândia, mas devia ser forte. O agora comentarista de TV disse durante o GP da Espanha que Senna “não está no nível de que precisa” para continuar na Williams e que tem informações de que pode ser substituído ainda nesta temporada por Valtteri Bottas.

A memória tem sido cada vez mais seletiva, mas não é tão difícil assim lembrar o que foi a temporada 2012. Mas fiquemos só com a dupla da Williams. Na Austrália, Maldonado mandou bem demais. Empolgou-se, oh, com Alonso à frente e, ni qui foi tentá ultrapassá, deu-se mal na última volta. Malásia e China foram claramente de Bruno. A performance em Sepang, aliás, foi excelente, e não fosse um problema nas voltas iniciais, bem capaz que conseguisse algo melhor que o sexto lugar. Em Xangai, com um esquema de paradas diferenciado, foi sétimo.

No Bahrein, a Williams como um todo não foi bem. E agora, em Barcelona, Maldonado dominou. Bruno foi mal na classificação, tentava se recuperar na corrida e era oitavo já quando foi abalroado por Schumacher, esse novato aí das pistas.

Assim, dizer que Senna não está no nível de que precisa não é só um exagero. É mentira. Dizer também que tem informações de que vai ser trocado ainda em 2012 também não corresponde à verdade. Principalmente porque Bruno carrega um tonel de patrocínios. Digamos que Salo tenha jogado para a torcida, afinal Bottas é finlandês. Pacheco, pelo jeito, tem em todo país.

No caso dos finlandeses, são os ‘pachekkenen’.

Tags: , , , , | 77 comentários

Terra do Sistema d’Hondt

SÃO PAULO | Foi um dia melhor que aquele da corrida da Malásia, em que Pérez deu uma esperança grande de ver uma F1 com caras novas e diferentes vencendo. Digamos que havia sido um preparativo. E ontem, a FIA e seus comissários deram um jeito de aprontar a casa, tirando Hamilton do caminho. O rival era o mesmo, Alonso, que tinha o fator casa a seu favor. Não chovia, mas não faria diferença. E aí o latino foi lá e, na base da estratégia dos boxes e numa competência extrema, ganhou.

É bem verdade que não se esperava de Maldonado uma corrida tão perfeita quanto a que fez. Foram 66 voltas num ritmo forte e sem erro, mesmo quando Alonso se assanhou e tentou pressioná-lo. Acelerou naquelas que precisava com os pneus mais novos e na parada antecipada que fez para voltar à frente do ferrarista. Um baita presente para todos: Frank Williams e seus 70 anos, a equipe, que não vencia havia oito anos, e para a F1 e seus fãs. Se teve alguém que não curtiu essa vitória, desculpe, você não gosta de F1.

Raikkonen, que se desenhava como favorito, colou em Alonso só no fim, quando tinha calçados menos gastos. Mais algumas voltas, passaria. Mas a Lotus, que tem um carro muito bom, está batendo na trave faz um tempo. Uma hora marca o gol. Mônaco? É bem capaz. Só que quem anda muito bem nas ruas de Monte Carlo é o próprio Maldonado. A ver. Grosjean largou em quarto e se apoderou do lugar como se não houvesse amanhã.

Kobayashi mitou. Fez ultrapassagens a torto e a direito, mesmo onde e quando não havia espaço suficiente. Aquela sobre Rosberg foi tipicamente kobayashiana. No dia em que ele ganhar, a festa vai ser, hã, mítica. Vettel foi outro que andou bem demais, passando meio mundo depois que tomou aquela pífia punição por ignorar bandeira amarela, Massa, idem. Mas a Red Bull não andou bem. Aliás, ao que parece, o desempenho de Vettel no Bahrein foi exceção — talvez porque ele seja exceção.

Rosberg ficou em sétimo, nada fez para brilhar. Hamilton, que teve de largar em último, ainda beliscou os pontos, terminando à frente do companheiro Button. É um mau sinal para o lorde inglês, que não está em boa fase. Apagadíssimo. E é a segunda corrida que anda abaixo da crítica. Caiu para sexto no campeonato, 16 pontos atrás da dupla Vettel-Alonso. Hülkenberg garantiu mais um pontinho pra Force India. E Webber em 11º. Horrível.

Massa não pode culpar a punição por seu 15º lugar. Aliás, a tabela de classificação tem sido cada vez mais acachapante: 61 a 2 para Alonso. Nem parece que tem uma Ferrari nas mãos. Hoje tomou uma volta do companheiro. E tal como Vettel, a performance do Bahrein foi exceção na temporada. Senna não teve tempo de mostrar o que poderia fazer depois que foi acertado em cheio por Schumacher, outro que vem mal.

Daqui a duas semanas, Monte Carlo, e a expectativa de a F1 fazer algo inédito. Lotus ou Sauber? De qualquer forma, a emoção de hoje fica por um bom tempo. O automobilismo ganhou.

Tags: , , , | 13 comentários

Terra do Sistema d’Hondt, 2

SÃO PAULO | Hamilton ou Maldonado, Maldonado ou Hamilton, e assim a F1 pelo menos lança aos touros, não aos da Red Bull, que pode, sim, ter um quinto vencedor diferente no domingo. Melhor ainda se fosse Maldonado, bolivariano, venezuelano, da Williams, de Frank Williams, 70 anos hoje, parabéns, Frank, te mando o presente depois que a grana já tá curta. E o mais engraçado dessa história é que, num pensamento além, vai que seja Maldonado: a gente estava apostando que seria a Lotus ou, no máximo, a Sauber a nova equipe a vencer.

Vai, é a F1 dos sonhos, essa. Aquela que todo mundo sempre quis ver e que quem tem uns 30 anos nunca pôde acompanhar, tipo eu, jovem que sou. Ninguém pode falar que um time domina ou mesmo um piloto. Vettel, vejam só, líder do campeonato e trololó, larga em oitavo. Chance de vencer? Mínima. E grande é a possibilidade de perder a liderança.

Para Hamilton? Pode ser — isso se não tomar a punição por ter parado sem combustível na pista; se isso acontece em São Paulo, na Marginal, por exemplo nego ia tomar multa; então creio ser justo que Lewis leve uma punição e que a McLaren fique com os pontos na carteira pra largar a mão de ser besta. Para Button, dificilmente, afinal o lorde Byron só larga lá atrás, 11º. Webber, pff!, do lado de Button, e o máximo que ele vai conseguir amanhã é chegar em quarto, anotem.

Sobre o treino em si, o desempenho de LH no Q2 e no Q3 foram de coçar a cabeça do resto da galera: meio segundo na rapa toda, rapa que vem junta, rapa que tem Maldonado, a Ferrari de Alonso, as Lotus de Raikkonen e Grosjean e as Sauber de Pérez e do Mito Kamutcho. Contornando a primeira curva amanhã em primeiro, Hamilton tem lá sua grande oportunidade de tirar a uruca. Só que precisa de 1) que os pneus se comportem bem, e ele não tem lá muito jeito com isso, 2) que a McLaren apresente um ritmo decente de corrida, fato que só fez na Austrália, e 3) que o pessoal do pit-stop não atrapalhe sua vida.

Maldonado é o elemento surpresa da prova. Loco, pero rápido. Inconstante. Meio que show-man. Do estilo Hamilton de ser. Pica-Pau de polainas. Ou seja, vai que amanhã dá nos cornos dele de ir dividir a freada. Capaz de Hugo Chávez ficar em Cuba pra tratar dos nervos.

E os brasileiros, hein? Fizeram a Globo ter menos de 5 pontos no Ibope no fim da classificação. Porque Senna, que diz ter sido atrapalhado por Massa, foi lá forçar para sair da 18ª posição e jogar Vergne para o cadafalso e se viu atolado na brita. É, o companheiro de Maldonado. Ou seja… E Massa, que também alegou tráfego, sai do lado de Bruno. É, o companheiro de Alonso, terceiro no grid. Brasilino Pacheco, o maior torcedor dos atletas desta terra que conheço, tem de ter muita paciência.

Palpite? Bom, considerando as três primeiras filas, são cinco chances de se ter um ganhador distinto. Problema é que é Alonso ali para enchouriçar. A tendência é que dê Hamilton. Mas que ia ser engraçado Pastor vencer, ô, se ia…

Adendo 1: E Hamilton foi punido. Ora, ora. Maldonado na pole. É hoje que Chávez Candanga não dorme. Mas do jeito que se configura o grid, com um piloto rápido porém não muito constante, com uma Ferrari duvidosa e duas Lotus atrás, o favorito para a corrida nas CNTP é Raikkonen. A ver.

Tags: , , , | 18 comentários

Terra do Sistema d’Hondt

SÃO PAULO | Antes de qualquer menção ao treino em si, um resultado sintomático de como anda a F1 por estas bandas nacionais: a audiência da TV.

10h (de Brasília), minuto final do Q3 em Montmeló, região de Barcelona: SBT c0m 7.5, Record com 6.4 e Globo com 5.5.

Senna já estava sem participar da sessão havia algum tempinho, depois de rodar e encalhar na brita ainda durante o Q1. Massa se explicava por ter ficado em 17º.

Já volto.

Tags: , , , | 9 comentários

Coincidências da vida

SÃO PAULO | A Sauber apresentou hoje como vai ficar seu carro com o escudo do Chelsea, seu novo patrocinador na F1. A estreia do carro com ideais futebolísticos acontece no fim de semana na Espanha.

Em Barcelona. Chelsea em Barcelona. Champions League. Semifinal.

Creio que a Sauber será a equipe mais odiada das arquibancadas…

Tags: , , , | 7 comentários

A várzea de rodas, 13

SÃO PAULO | Serei relativamente breve porque as buchas precisam ser resolvidas: Stock Car, terceira etapa do campeonato, Velopark. Na largada, Júlio Campos tocou em Allam Khodair, que tocou em Átila Abreu. A CBA aplicou punição a Campos e Khodair, com a perda de 15 posições no grid de largada.

Segundo soube, os comissários falaram para Khodair que ele havia sido considerado culpado porque, “se não tivesse sido tocado por Campos, ele ainda assim teria tocado Átila”.

Vitor Meira se envolveu neste incidente e teve sua roda avariada. Foi se arrastando para os boxes. Só que o piloto brasiliense, que estreia na categoria, havia queimado a largada, e os mesmos comissários resolveram aplicar-lhe um drive-through.  Meira, no entanto, não pôde continuar na corrida veloparkiana.

E o que fizeram os caríssimos comissários? Puniram Meira com 15 posições de largada por não ter feito o drive-through…

Uma pena por intenção de toque; outra, por uma punição que não teria como ser cumprida.  Os dois pilotos têm até hoje, quarta, para recorrer dos absurdos. Assim continua caminhando a confederação-mor.

PS: solicitada, a CBA não se manifestou até agora a respeito das punições, confirmando-as ou não.

Adendo 1: num momento oportuno, a CBA vai informar o seguinte:

Allam Khodair e Alceu Feldmann tomaram advertências verbais e não irão perder posição alguma em Ribeirão Preto.

David Muffato e Júlio Campos perderão 15 posições no grid por atitudes de largada.

Vitor Meira teve a pena revista e não sofrerá qualquer penalização na próxima etapa.

Tags: , , , , | 21 comentários

Apelou, perdeu (e não choveu)

SÃO PAULOGastaram mais de 5 milhões de dilmas em trabalhos de drenagem, mas nenhum dos promotores, prefeitura e Bandeirantes, comprometeu-se a garantir que a SP Indy 300 aconteceria se viesse mais um ano de pleno aguaceiro. O que preferiu fazer a emissora, segundo o bem informado Flávio Ricco, no UOL? Encomendaram os trabalhos de um esotérico, digamos assim.

Um membro da Fundação Cacique Cobra Coral foi responsável pela reza brava para que não chovesse durante a prova no Anhembi. A FCCC é uma “entidade científica especializada em fenômenos climáticos”. De fato não caiu água até que a bandeirada fosse brava. O pai-de-santo é forte. Os fracos são outros…

Tags: , , | 8 comentários

Brincando de rumores

SÃO PAULO | Com um dia de atraso, aqui ponho a Superpole da semana, que fala do exercício que tem sido mais comum nesta temporada da F1: prever o que será de Massa num futuro próximo. O negócio vai de dar lugar a Webber na Ferrari até a formação de um time brasileiro na Indy, aproveitando o plano de Jimmy Vasser. E vai uma informação interessante: a Telmex negocia para patrocinar a Academia de Pilotos da equipe italiana.

A íntegra da coluna está no Grande Prêmio ou aqui, ó.

Tags: , | 4 comentários

Atrás, não mais

SÃO PAULO | Rolam de vez em quando umas listas aí nestas redes sociais de uma série de coisas bastante pertinentes, dentre as quais a dos Piores Comerciais da História, o PCH. Um deles é o mais recente da Stock Car, em que os pilotos ganham rótulos — da mesma forma que fizeram, por exemplo, como os últimos participantes do BBB — e, olhando para a câmera, soltam frases de efeito para dizer que estão no encalço de Cacá Bueno.

Pois depois de uma longa conversa da categoria com a TV Globo, decidiu-se que a propaganda vai ser retirada do ar. C’est fini. Já era. Acabou. Fim, e um novo comercial será feito.

Até os pilotos agradecem.

Tags: , | 17 comentários

Wet’n'Indy, 4

SÃO PAULO | O negócio é tão corrido que mal dá tempo de escrever para o blog quando se tem uma ampla cobertura ‘in loco’ pela frente. Agora que a coisa acalmou, dá para tecer mais alguns pitacos sobre o que aconteceu no Anhembi, a competição, a vida e o universo.

Primeiro que algumas providências básicas, como a melhoria na segurança na sala de imprensa, foram tomadas. Uma simples identificação nos laptops e outros aparelhos eletrônicos e câmeras foram instaladas. Nenhum incidente furtivo foi registrado. Da mesma forma, a assessoria do evento também merece elogios pela organização e solução de problemas. Ao que lhe cabia, não há queixa alguma. Um trabalho muito bem executado pela equipe comandada por Rodolpho Siqueira — tirando, claro, o macarrão sem sal e o suco em pó.

A Indy no Anhembi continua muito acessível — e por isso é bom cobri-la. Não há privilégios para este ou aquele — isso só parte por iniciativa de alguns pilotos com determinados veículos de comunicação ou seus, hã, empregados. Há algumas coisas, no entanto, a serem revistas: 1) no primeiro dia do evento, os repórteres Felipe Giacomelli e João Paulo Borgonove e o fotógrafo Rodrigo Berton estavam na reta da Marginal para dar uma volta na pista e registrar o andamento do trabalhos quando foram abordados por dois homens, em um carrinho com o logo da Amil — recusaram-se a se identificar, disseram que eram “sequestradores”, e, da mesma forma, dois dos nossos o fizeram, quando solicitados a tal. Os dois questionaram a presença dos três alegando que “lugar de jornalista é na sala de imprensa” e ameaçaram até a tomar a cartão das fotos tiradas por Berton. Num ambiente de certa animosidade, os três membros do Grande Prêmio saíram de lá; 2) havia muita gente que não era jornalista no espaço que representaria o paddock no Anhembi. Isso dificulta a vida de todo mundo, sobretudo das próprias equipes e pilotos. É compreensível que a categoria tenha uma natureza muito mais humana e próxima dos fãs do que a F1, mas era gente demais em horas não apropriadas. No que se refere à questão do trabalho jornalístico, como diria a senhora presidenta, uma criação de uma zona mista ou a sugestão de horários previamente determinados poderia ajudar. Mas ressalto que não houve sobressaltos para entrevistar ou conversar com quem quer que fosse.

Não choveu ontem durante a prova, o que é um alento para os organizadores — prefeitura e TV Bandeirantes. Mas se estivesse caindo a água desta segunda-feira, não hesito em dizer que haveria problemas, mesmo com todos os quase 5 milhões de dilmas investidos. A drenagem ainda é uma questão crônica, tanto que ninguém ousou garantir a realização da corrida em pista molhada. De qualquer forma, houve uma corrida. Não foi a melhor do mundo, mas esteve longe também de ser sem emoção, como andei lendo em manchetes por aí — é que é difícil agradar quem vai lá para cobrir apenas e tão-somente uma única pessoa. Will Power não deixou que houvesse uma disputa. Porque o cara é o melhor de todos em pista mista. É simples, ué. E aí surge a péssima velha mania de se transformar quem é bom em inimigo da nação, como se todos que ali estivessem ou acompanhassem pela transmissão fossem obrigados a torcer para um brasileiro, com muito orgulho, com muito amor. O pobre coitado do Power não entendia as vaias que lhe eram aplicadas, e aquele povo antes era convocado a entoar um Ru-binhô, Rubi-nhô até por repórteres, que deixavam sua função meramente informativa — nem isso às vezes — para se tornarem macacas de arquibancada. E vai ser sempre assim enquanto a TV for copromotora do evento: ausência de isenção — e de noção. Mas que a Band pelo menos não faça um comercial no ano que vem no mesmo molde do que fizeram na Stock Car, com os pilotos rotulados com adjetivos não muito bons, dando declarações olhando para a câmera de que estão atrás de Power, na condição de grande campeão.

A Bandeirantes, por exemplo, poderia se preocupar em fazer uma melhor transmissão da corrida, a pior que vi desde o GP da Malásia de F1 de 1999. Disputas eram cortadas para se passar a imagem da Marginal ou da reta dos boxes com os patrocinadores aparecendo no telão. Para ela, ótimo que a SP Indy 300 by cerveja que não abre no pódio e chocolate tenha registrado 6 pontos no Ibope, com pico de 8. É isso que será, no fim, avaliado pela cúpula.

Por fim, resta dizer que são quatro dias intensos, cansativos, mas que são recompensadores. Como disse acima, e sempre digo, cobrir a Indy é mais legal que a F1. Ainda mais com uma equipe com Evelyn Guimarães, Bruno Terena, os supracitados e, às vezes, Flavio Gomes. É sempre bom fazer parte de um time que entende do riscado e que sabe do que escreve/fala/ clica. Tal qual este clique aí embaixo, tirado pelo Berton e randomicamente escolhido aqui…

Tags: , , , | 52 comentários

Wet’n'Indy, 3

ANHEMBI | Giorno. E molhado. Muito molhado. A corrida da Indy nasceu, mesmo, para ser disputada sob chuva intensa no Anhembi. Não adianta a patuleia que organiza a parada toda rezar e torcer contra. Com o aguaceiro que tem vindo, difícil imaginar que não haverá problemas no sábado e no domingo. Enfim.

Vamos a algumas infos colhidas da base aqui no sambódromo & adjacências: a direção da Indy solicitou que fossem enviadas fotos, vídeos e relatórios daqui para a China. Segundo a avaliação da categoria, a organização da corrida preparada é exemplar fora dos Estados Unidos e deve servir de base para que a primeira corrida no país asiático, nas ruas de Qingdao, seja realizada.

Uma das tarefas das quais Helio Castroneves estava incumbido de participar ontem era a de levar seus companheiros Will Power e Ryan Briscoe à famosa rua 25 de Março. A ideia era levar os australianos para fazer compras para o Dia das Mães. No entanto, a chuva intensa na capital paulistana interferiu os planos do grupo da Penske.

A velhusca pauta do primeiro motor ligado teve em Bia Figueiredo suas atenções. Aconteceu por volta das 10h20 de hoje. A pilota brasileira tem sua primeira chance de duas, pelo menos, correndo pela Andretti.

E esta é Evelyn Guimarães, produzindo para não ser demitida.

Tags: , , , | 15 comentários

Wet’n'Indy, 2

ANHEMBI | São 12, e uma vai ser eleita.

É só isso que digo. Vejam. Votem.

Tags: , , | 5 comentários

Wet’n'Indy

ANHEMBI | Ah, é sempre aquela alegria vir aqui do ladicasa para acompanhar a Indy às margens do Tietê. E é sério. Cobrir a categoria, do ponto de vista jornalístico, é mais agradável do que aquele ambiente sisudo e fechadão da F1. E a máquina de café é mais moderna e variada, como se nota nesta bela foto merchan.

Estou ao lado de Felipe Giacomelli e Rodrigo Berton para a cobertura do Grande Prêmio, que vai contar também com Flavio Gomes — o menor membro da turma, disparado, portanto o menos gabaritado para o noticiário, segundo reportagem de uma revista de pouca relevância —, Evelyn Guimarães, João Paulo Borgonove e Bruno Terena.

A previsão do tempo preocupa, com tempestades vindo da região Sul, onde chove torrencialmente desde ontem. Assim sendo, a chance de que a cobertura seja de cinco dias é grande. Colocaram umas canaletas lá na Marginal, foi o que fizeram para escoar melhor a água que vier lá de cima.

Ou seja, a notícia é: para solucionar alagamento, Indy transforma Marginal em pista de boliche.

Tags: , , , | 11 comentários

Quem canta o Hino

SÃO PAULO | Surtiu resultado aquela pesquisa que foi feita pela Andrea Leite/Dea Indy neste imenso fórum da alta mídia social (mentira) a respeito de quem deveria cantar o Hino Nacional da SP Indy 300 sponsored by cerveja e chocolate.

O maestro João Carlos Martins é quem vai reger o canto brasileiro. Luísa Possi, filha de Zizi ‘Per Amore’, o americano.

O Pica-Pau agradece.

Tags: , , , , , | 26 comentários

Terra dos Khalifa, 2

Kimi Räikkönen fez o possível para tentar ficar com a vitória no Bahrein (Foto: Red Bull/Getty Images)SÃO PAULO | Mas vai entender a lógica deste campeonato. O cara me larga em 11º, tem três corridas no currículo depois de estar dois anos afastado, a equipe muda de nome e representa uma grande marca que não ganha tem lá umas duas décadas e vai atazanar a vida do bicampeão que estava zerado no ano e parecia não ter chance de ganhar até chegar a temporada europeia. Era Vettel ou Raikkonen — e se os dois se achassem, cairia no colo de Grosjean, o que garantiria, de qualquer forma, um novo vencedor em 2012. É uma temporada tão sortida quanto um saco de balas Kids, me afiançou uma jornalista aí, logo demitida por seu gracejo inoportuno.

Vettel e a Red Bull se acharam no ano. Se alguém for colocar um teste de verdadeiro ou falso num vestibular sobre F1, a história de que encontraram o problema do RB8 na sexta é um V garantido. Não tivessem as Lotus largado para brilharem, o alemão teria tido uma vitória típica daquelas do ano passado. Até a primeira parada, havia livrado confortáveis 7 ou 8 segundos para a rapa, já liderada por Kimi. Mas como a Lotus estava espertinha e serelepe, chamou o Tio da Vodka para parar antes. Com os pneus novos, tratou de encostar, encostar e encostar, e com a beleza de um eterno aprendiz, parou mais uma vez e chegou para tentar ultrapassar. Foi, então, a vez da Red Bull se precaver, antecipando a última vez de Vettel e evitar um novo bote. “Eu só tive uma chance”, lamentou Raikkonen via rádio depois da bandeirada. No pódio, Kimi olhou para aquela garrafa de Waard, lembrou que não tinha álcool e desencanou. Eu faria o mesmo.

Para Grosjean, um pódio alentador, que lhe tira a pecha de piloto rápido porém afeito a batidas e confusões, adquirida nas duas primeiras provas no ano. Um resultado que sossega o pito de Eric Boullier e sua turma, tão empolgada no início da temporada para ver do que este carro era capaz, mas meio desanimada depois de três provas sem muito sucesso.

Webber, quarto pela quarta vez. Se não terminar em quarto este campeonato, tem algo estranho. Por enquanto, é terceiro. Rosberg não foi nem sombra do que havia feito na China, o que coloca, por enquanto, aquela prova vencedora como exceção na vida da Mercedes. Di Resta fez corridaça, e ninguém me tira da cabeça que, apesar de as equipes pequenas sempre optarem por estratégias distintas para suas duplas, a meta era chegar ao primeiro lugar para ver se a FOM exibiria suas imagens. Pois foi o que aconteceu, mas justamente neste momento, o escocês não foi mostrado ou creditado como líder da prova. No entanto, a equipe dálit apareceu durante a transmissão.

Aí vieram Ferrari e McLaren. Que coisa. Alonso, sétimo, com aqueles movimentos de quase-entrada nos pits para pegar o vácuo de quem vinha a frente e novamente tirando de si a Chiliquenta escondida. Reclamou de Rosberg, que o arremessou para a areia, tal como fez com Hamilton no mesmo ponto da pista. Se só é permitido um único movimento, não vejo erro nas manobras de Nico, ainda que tenham parecido rígidas. Vão chorar na cama de Sakhir que é lugar quente. Hamilton tem é de reclamar desta McLaren em fase descendente e que lhe prejudica nos pits. Mas ele é só um inglesinho neste mundinho. Um inglesinho que perdeu a liderança do campeonato para Vettel. Button, coitado, se ferrou no fim com um pneu furado e resolveu trazer a criança para casa, já que não ia pontuar. Trouxe, claro, como um lorde. Schumacher, 22º no grid, completou a zona de pontos reclamando dos Pirelli que desgastam demais. Má vá…

E Massa, cáspita, ae, uhu!, enfim pontuou. Diante do que vinha apresentando, grande prova do brasileiro. Andou colado na Birrenta de Oviedo, deu lá uma ameaçadinha para ultrapassar, aí chegaram até a falar “Fernando, Felipe is faster than you”, mas só ouvi isso na transmissão da TV brasileira. Fato é que Massa já estava contando com uma prova na defensiva, e não deveria se esperar dele um confronto direto com o companheiro. Por um lado psicológico, passá-lo seria a glória, mas garantir os primeiros pontos ficou de bom tamanho. Sobre Senna, nesta montanha-russa da F1 2012, um fim de semana para se esquecer. A Williams não foi a mesma das últimas corridas, simples assim.

A corrida do Bahrein foi até interessante, sim, teve boas disputas e uma esperança de ver Kimimporta o Resto do Mundo ganhando. O gostoso do campeonato é que ele tem derrubado todas as previsões e expectativas. Vettel só foi ganhar agora, e justo quando não se esperava. A McLaren não tem a vantagem que dela se via depois da primeira prova. A Mercedes não engatou e a Ferrari, que era uma draga, já tem uma vitória. São quatro equipes que chegaram às vitórias, sendo que outras duas tiveram chances — Sauber na Malásia e a Lotus agora. Um repeteco do que aconteceu em 1983 não está descartado, portanto, na Espanha. Uma pena que Williams, Toro Rosso e Force India ainda não tenham condições de brigar por algo mais à frente.

Ou será que esse campeonato é tão maluco e elas têm?

Tags: , , , | 9 comentários